Momento Nostalgia
Depois de tanto tempo, resolvi pegar os cds antigos da dupla Sandy e Jr.
Sou zuada por todo mundo da faculdade, pela minha família inteira, por amigos de outros lugares, mas não adianta... eu ADORO!
É só eu ouvir aqueles ihiii e uhuuus que chega a me arrepiar. Que demais!
Lalalalala
"O que não enfrentamos em nós mesmos encontraremos como destino." Carl Gustav Jung
sábado, 22 de abril de 2006
Finalmente um momento de paz.
Estou de bem comigo mesma, consegui me acertar com meu namorado, esses feriados seguidos estão me deixando muito bem, acabei meu curso de propedêutic clínica (um dos que eu mais odiava), consegui acertar as horas no meu trabalho, a faculdade não anda lá uma maravilha, mas tá dando pra aguentar (apesar de eu ter passado mal segunda-feira depois de tirar o baço e um rim de um cachorrinho lindo - o pior é que fui elogiada pelo professor pela ótima cirurgia).
A novidade é que eu acabei aceitando aquele cargo e arrastei outros 2 comigo (só tinha 2 candidatos para 5 vagas)... Vai dar merda! Na verdade, já começou a dar ontem. Mas vou, por um lado, controlar meus impulsos, por outro, tentar estabelecer as regras e punições de forma clara.
Vamos ver como as coisas vão seguir.
Eita vida de altos e baixos...
Estou de bem comigo mesma, consegui me acertar com meu namorado, esses feriados seguidos estão me deixando muito bem, acabei meu curso de propedêutic clínica (um dos que eu mais odiava), consegui acertar as horas no meu trabalho, a faculdade não anda lá uma maravilha, mas tá dando pra aguentar (apesar de eu ter passado mal segunda-feira depois de tirar o baço e um rim de um cachorrinho lindo - o pior é que fui elogiada pelo professor pela ótima cirurgia).
A novidade é que eu acabei aceitando aquele cargo e arrastei outros 2 comigo (só tinha 2 candidatos para 5 vagas)... Vai dar merda! Na verdade, já começou a dar ontem. Mas vou, por um lado, controlar meus impulsos, por outro, tentar estabelecer as regras e punições de forma clara.
Vamos ver como as coisas vão seguir.
Eita vida de altos e baixos...
sábado, 15 de abril de 2006
Tô me sentindo mal...
Ultimamente fui envolvida em confusões na faculdade que renderam muitas acusações sem fundamento, muita encheção de saco, muita dor de cabeça e irritação. Por que as pessoas não cuidam da vida delas simplesmente?
Por que eu incomodo tanto? Não entendo. Sou uma pessoa tímida, fico na minha, não me meto na conversa dos outros, trabalho pra caramba, sou honesta (de acordo com meu namorado minha honestidade já ultrapassou a fronteira da burrice - acabo me prejudicando). Tudo bem que sou detalhista, sou certinha (não aceito de jeito nenhum certas coisas que vão contra meus princípios). Mas por que raios as pessoas perdem o tempo delas inventando histórias e enchendo o saco de uma pessoa com quem elas nem precisam conviver? Por que será que incomodo tanto assim os outros?
Semana que vem vai ter eleição para um cargo de "chefia" voluntária num lugar do qual faço parte. Eu estava pensando em me candidatar. Mas sabe aquele tipo de coisa que você sabe que vai dar merda? Eu acho que as pessoas até me elegeriam. Mas acho que depois elas se arrependeriam. Tem algumas coisas que acontecem nesse lugar que vão contra coisas nas quais eu acredito. Portanto... vai dar merda. Provavelmente vão ser 4 vagas. Acho que não tem tudo isso de candidato e acho que a partir disso que vou basear minha decisão. Se eu chegar lá na hora e só tiver 3 candidatos, eu me candidato também.
Sei não... acho melhor não... Vai dar merda! Tem uma pessoa nesse lugar que não me suporta e que eu também não suporto. É um cara polêmico, folgado ao extremo, que não está nem aí para o espaço dos outros. Quando tem reunião a gente sempre discute porque ele sempre defende algo que eu acho absurdo e a recíproca é verdadeira. Certamente ele vai tornar minha vida um inferno.
Um defeito enorme que tenho e acho que isso vai ser um dos maiores problemas nesse cargo é que sou um tanto quanto controladora. Se eu tiver a responsabilidade de administrar o lugar, vou querer saber de cada detalhe que acontece lá, vou querer que me peçam autorização para certas coisas que eu considero que atualmente estão largadas... Sei que isso não é bom e quero aprender a me controlar mas atéeu chegar num nível aceitável... Vai dar merda.
Acho melhor mesmo eu ficar na minha. Não assumir cargo nenhum, continuar na minha função de maior corneteira e ajudar no que eu puder.
E quanto às outras encheções de saco e acusações: pisaram no meu calo, eu publico. Dei um jeito de todo mundo saber o que estava acontecendo, desde as acusações até o que eu pensava a respeito. A discussão rolou solta por algum dias, incomodou muita gente mas acho que agora as coisas vão se acalmar. Tenho certeza que as pessoas que fizeram as acusações vão pensar duas vezes antes de fazer isso de novo. Afinal, quem acabou sendo expostas foram elas...
Ultimamente fui envolvida em confusões na faculdade que renderam muitas acusações sem fundamento, muita encheção de saco, muita dor de cabeça e irritação. Por que as pessoas não cuidam da vida delas simplesmente?
Por que eu incomodo tanto? Não entendo. Sou uma pessoa tímida, fico na minha, não me meto na conversa dos outros, trabalho pra caramba, sou honesta (de acordo com meu namorado minha honestidade já ultrapassou a fronteira da burrice - acabo me prejudicando). Tudo bem que sou detalhista, sou certinha (não aceito de jeito nenhum certas coisas que vão contra meus princípios). Mas por que raios as pessoas perdem o tempo delas inventando histórias e enchendo o saco de uma pessoa com quem elas nem precisam conviver? Por que será que incomodo tanto assim os outros?
Semana que vem vai ter eleição para um cargo de "chefia" voluntária num lugar do qual faço parte. Eu estava pensando em me candidatar. Mas sabe aquele tipo de coisa que você sabe que vai dar merda? Eu acho que as pessoas até me elegeriam. Mas acho que depois elas se arrependeriam. Tem algumas coisas que acontecem nesse lugar que vão contra coisas nas quais eu acredito. Portanto... vai dar merda. Provavelmente vão ser 4 vagas. Acho que não tem tudo isso de candidato e acho que a partir disso que vou basear minha decisão. Se eu chegar lá na hora e só tiver 3 candidatos, eu me candidato também.
Sei não... acho melhor não... Vai dar merda! Tem uma pessoa nesse lugar que não me suporta e que eu também não suporto. É um cara polêmico, folgado ao extremo, que não está nem aí para o espaço dos outros. Quando tem reunião a gente sempre discute porque ele sempre defende algo que eu acho absurdo e a recíproca é verdadeira. Certamente ele vai tornar minha vida um inferno.
Um defeito enorme que tenho e acho que isso vai ser um dos maiores problemas nesse cargo é que sou um tanto quanto controladora. Se eu tiver a responsabilidade de administrar o lugar, vou querer saber de cada detalhe que acontece lá, vou querer que me peçam autorização para certas coisas que eu considero que atualmente estão largadas... Sei que isso não é bom e quero aprender a me controlar mas atéeu chegar num nível aceitável... Vai dar merda.
Acho melhor mesmo eu ficar na minha. Não assumir cargo nenhum, continuar na minha função de maior corneteira e ajudar no que eu puder.
E quanto às outras encheções de saco e acusações: pisaram no meu calo, eu publico. Dei um jeito de todo mundo saber o que estava acontecendo, desde as acusações até o que eu pensava a respeito. A discussão rolou solta por algum dias, incomodou muita gente mas acho que agora as coisas vão se acalmar. Tenho certeza que as pessoas que fizeram as acusações vão pensar duas vezes antes de fazer isso de novo. Afinal, quem acabou sendo expostas foram elas...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Segunda semana de faculdade - 3º ano de curso (o que todos consideram o mais tranquilo) - e eu estou só o pó.
Na primeira semana, adorei as aulas, estava animada com Dermato e Propedêutica Cirurgic. Mas aí, veio essa semana, e eu caí novamente. Ontem fui obrigada a passar o dia todo no hospital, tive que presenciar coisas horríveis que os professores, em nome do estudo, fazem aos pacientes. Fiquei péssima.
Essa madrugada, estava chovendo forte e eu fiquei acordada, pensando na vida e ouvindo a chuva bater na janela. Acordei às 6h para ir ao hospital e... não consegui. Passei mal (fisicamente). Liguei avisando que eu não ia e dormi um pouco mais.
Pela manhã, passei na farmácia, tomei um remédio (coisa que só faço em casos de emergência - situações insuportáveis). Resolvi não ir à aula o dia todo. Fiquei fazendo apenas coisas que queria.
Mas isso me custou. Na hora do almoço fui convidada a participar de uma reunião sobre Educação Med. Parecia tão legal. Mas eu não estava em condições. Tive que recusar de uma forma até mal-educada e saí batido do lugar para evitar maiores insistências. Foi foda.
À tarde fui me desculpar com as pessoas e acabei tendo que contar o que estava acontecendo comigo, falar de minhas angústias. Não recebi o carinho e apoio que precisava, mas ouvi um alento de meu "mentor": na última vez que conversamos, fui para minha casa pensando em vc. Desculpe se fui muito duro mas vc tem que pensar bem no que quer. Vai ver vc não nasceu mesmo para ser médica... Mas que tal se vc pensasse longamente em outros caminhos? Por exemplo, vc pode pedir transferência para algum curso na área de Educação - já que vc adora Ed. Med. - e quando vc se formar, vc pode vir trabalhar aqui com a gente."
Sei lá o que senti. Tudo que eu precisava nesse momento era o carinho e a bronca da minha mãe... mas como não tenho ela, nem ninguém por perto que tenha 10% da preocupação que ela tinha comigo, vou sobrevivendo nesse mundo doido e doído.
Na primeira semana, adorei as aulas, estava animada com Dermato e Propedêutica Cirurgic. Mas aí, veio essa semana, e eu caí novamente. Ontem fui obrigada a passar o dia todo no hospital, tive que presenciar coisas horríveis que os professores, em nome do estudo, fazem aos pacientes. Fiquei péssima.
Essa madrugada, estava chovendo forte e eu fiquei acordada, pensando na vida e ouvindo a chuva bater na janela. Acordei às 6h para ir ao hospital e... não consegui. Passei mal (fisicamente). Liguei avisando que eu não ia e dormi um pouco mais.
Pela manhã, passei na farmácia, tomei um remédio (coisa que só faço em casos de emergência - situações insuportáveis). Resolvi não ir à aula o dia todo. Fiquei fazendo apenas coisas que queria.
Mas isso me custou. Na hora do almoço fui convidada a participar de uma reunião sobre Educação Med. Parecia tão legal. Mas eu não estava em condições. Tive que recusar de uma forma até mal-educada e saí batido do lugar para evitar maiores insistências. Foi foda.
À tarde fui me desculpar com as pessoas e acabei tendo que contar o que estava acontecendo comigo, falar de minhas angústias. Não recebi o carinho e apoio que precisava, mas ouvi um alento de meu "mentor": na última vez que conversamos, fui para minha casa pensando em vc. Desculpe se fui muito duro mas vc tem que pensar bem no que quer. Vai ver vc não nasceu mesmo para ser médica... Mas que tal se vc pensasse longamente em outros caminhos? Por exemplo, vc pode pedir transferência para algum curso na área de Educação - já que vc adora Ed. Med. - e quando vc se formar, vc pode vir trabalhar aqui com a gente."
Sei lá o que senti. Tudo que eu precisava nesse momento era o carinho e a bronca da minha mãe... mas como não tenho ela, nem ninguém por perto que tenha 10% da preocupação que ela tinha comigo, vou sobrevivendo nesse mundo doido e doído.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Nossa! Como é bom se sentir querida, cuidada, amparada.
Acabo de conversar com meu mentor, uma das pessoas que eu mais admiro aqui na faculdade, meu grande professor. Ele é único professor que sabe da minha história. Foi a ele que recorri quando estav
Ano passado, senti que ele estava mal, que estava triste. Acabei me afastando um pouco dele. Sei lá, não queria chateá-lo mais, arrumar problemas. Mas, com o início desse ano, resolvi visitá-lo para ver como estava.
Ele está bem melhor. Me contou os problemas que ele teve, contou alguns planos para esse ano... foi tão amável comigo.
Uma das coisas que ele me contou é que, ano passado, ele não pôde fazer a coisa que ele mais gosta: passar visita na enfermaria. Ele disse que sente muita falta de cuidar dos pacientes... Nunca imaginei que essa era a coisa que ele mais gostava de fazer entre as tantas milhares de coisas que ele faz.
Me senti querida, de certa forma importante, sei lá.
Acabei me abrindo com ele também. Contei que estava com medo da Medicina, de atender, com medo de não conseguir lidar com as dificuldades da enfermaria. Disse a ele que pensei até em largar o curso. Nossa! Fiquei impressionada com as coisas que ele me disse, com o apoio que ele me deu. Ele falou que isso era algo para se pensar bem e que se eu decidisse deixar a Medicina, eu poderia continuar trabalhando com pesquisa na faculdade. Ele disse que me daria apoio e me ajudaria com o que ele pudesse.
Nunca imaginei...
Estou feliz por poder ter alguém assim próximo a mim, alguém que gosta de mim. Sei que ele tem muitos defeitos, que ele às vezes é muito político, que ele às vezes é grosso... mas eu adoro ele. Admiro muito.
Acabo de conversar com meu mentor, uma das pessoas que eu mais admiro aqui na faculdade, meu grande professor. Ele é único professor que sabe da minha história. Foi a ele que recorri quando estav
Ano passado, senti que ele estava mal, que estava triste. Acabei me afastando um pouco dele. Sei lá, não queria chateá-lo mais, arrumar problemas. Mas, com o início desse ano, resolvi visitá-lo para ver como estava.
Ele está bem melhor. Me contou os problemas que ele teve, contou alguns planos para esse ano... foi tão amável comigo.
Uma das coisas que ele me contou é que, ano passado, ele não pôde fazer a coisa que ele mais gosta: passar visita na enfermaria. Ele disse que sente muita falta de cuidar dos pacientes... Nunca imaginei que essa era a coisa que ele mais gostava de fazer entre as tantas milhares de coisas que ele faz.
Me senti querida, de certa forma importante, sei lá.
Acabei me abrindo com ele também. Contei que estava com medo da Medicina, de atender, com medo de não conseguir lidar com as dificuldades da enfermaria. Disse a ele que pensei até em largar o curso. Nossa! Fiquei impressionada com as coisas que ele me disse, com o apoio que ele me deu. Ele falou que isso era algo para se pensar bem e que se eu decidisse deixar a Medicina, eu poderia continuar trabalhando com pesquisa na faculdade. Ele disse que me daria apoio e me ajudaria com o que ele pudesse.
Nunca imaginei...
Estou feliz por poder ter alguém assim próximo a mim, alguém que gosta de mim. Sei que ele tem muitos defeitos, que ele às vezes é muito político, que ele às vezes é grosso... mas eu adoro ele. Admiro muito.
sábado, 21 de janeiro de 2006
Vamos ver se esse ano consigo tornar esse blog o que ele deveria ter sido desde o começo: tipo um diário de bordo contando minhas aventuras e dificuldades na faculdade de Medicina.
Será que consigo escrever outras coisas que não apenas minha vida "amorosa"...
Vou tentar.
Esse ano, finalmente inicio o ciclo clínico: 3º ano. Digo finalmente porque deveria ter começado ano passado, mas tranquei e resolvi começar só esse ano.
Estou com um pouquinho de medo, pois tenho muita dificuldade de entrar em enfermaria... me sinto sempre muito mal. Ano passado, tentei acompanhar um curso de propedêutica mas larguei no meio porque não conseguia... Esse ano, não tem escapatória... a maioria das aulas vai ser no hospital, na enfermaria.
Mas, pelo menos, esse ano larguei o Centro Acadêmico. Não tinha jeito de continuar naquele lugar... estava tudo tão ruim... estresse total. Vai ser mais tranquilo agora, menos responsabilidades, menos preocupações.
Quero estudar, aprender realmente, lidar com minhas dificuldades pessoais, dar algum alento aos pacientes e familiares que eu conhecer...
Aliás, nessa semana estou lendo "O Físico". Muito bom! Esse livro está me fazendo pensar muito na Medicina e em mim... repensar minhas crenças, a ética, a solidariedade, a perseverança. Ótimo momento para essa leitura.
Assim que acabá-lo, quero estudar semiologia e ler uma tese nessa última semana de férias. Mais uma vez meu livro de Mitologia vai ficar de lado, Saramago também. Mas quero chegar às aulas, um pouco mais segura, com um pouco mais de conhecimento.
Será que consigo escrever outras coisas que não apenas minha vida "amorosa"...
Vou tentar.
Esse ano, finalmente inicio o ciclo clínico: 3º ano. Digo finalmente porque deveria ter começado ano passado, mas tranquei e resolvi começar só esse ano.
Estou com um pouquinho de medo, pois tenho muita dificuldade de entrar em enfermaria... me sinto sempre muito mal. Ano passado, tentei acompanhar um curso de propedêutica mas larguei no meio porque não conseguia... Esse ano, não tem escapatória... a maioria das aulas vai ser no hospital, na enfermaria.
Mas, pelo menos, esse ano larguei o Centro Acadêmico. Não tinha jeito de continuar naquele lugar... estava tudo tão ruim... estresse total. Vai ser mais tranquilo agora, menos responsabilidades, menos preocupações.
Quero estudar, aprender realmente, lidar com minhas dificuldades pessoais, dar algum alento aos pacientes e familiares que eu conhecer...
Aliás, nessa semana estou lendo "O Físico". Muito bom! Esse livro está me fazendo pensar muito na Medicina e em mim... repensar minhas crenças, a ética, a solidariedade, a perseverança. Ótimo momento para essa leitura.
Assim que acabá-lo, quero estudar semiologia e ler uma tese nessa última semana de férias. Mais uma vez meu livro de Mitologia vai ficar de lado, Saramago também. Mas quero chegar às aulas, um pouco mais segura, com um pouco mais de conhecimento.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2005
Paz?
O que é ter paz?
Algum dia acho que já tive isso, mas agora... é tão difícil.
Vejo minhas amigas sofrendo, passando por coisas tão ou mais difíceis do que as que passei. E não posso fazer nada. Não consigo sequer estar ao lado delas.
Me sinto tão mal com isso. Eu sei o quanto é essencial ter alguém a seu lado nesses momentos... mas eu não consigo. Eu tento, faço o que posso, quando posso, mas é tão pouco.
Ontem vi o filme "Mente Brilhant". Esquizofrenia. Me lembrou tanto a mãe da minha amiga... Não consigo nem imaginar o quanto ela e a família sofreu com todas aquelas crises, com todas as alucinações, as tentativas de suicídio e de homicídio, as fugas, os grito... Quanta dor... Dor que acabou em mais dor. Uma das tentativas, com uma ajudinha de negligência médica, deu certo. Ela se foi e nós ficamos aqui, sofrendo.
Nossa! Me lembro tanto daquele dia em que as acompanhei até o Psiquiatra. Em determinado momento, aquela senhora se virou e simplesmente me abraçou. Ela mal me conhecia. Fazia uns 5 anos que ela não me via, mas ela sentiu carinho em mim. Carinho e proteção. E me quis por perto. E me deu a mão.
Nunca vou esquecer...
Nunca vou esquecer o quanto chorei na missa de 7º dia. O quanto me senti sozinha, fraca, impotente. Eu lá chorando no meio de um monte de desconhecidos e todos morrendo de pena de mim. Até que minha amiga veio e me abraçou. E nós ficamos lá, chorando por um tempão. Ali, só nós sabíamos o que era aquela dor de perder a pessoa que mais amamos na vida. E prometemos que não íamos mais ficar tanto tempo sem nos ver.
Desde aquele dia, alguns meses atrás, não nos vimos mais...
Agora, fico vendo minha vó. Eu sou uma pessoa tão má. Ela está mal. Veio dizer que não passou bem à noite, teve falta de ar, dor no peito. E eu simplesmente disse: vá ao médico, ué! Eu nem falei direito com ela, nem perguntei nada. Minha irmã veio e disse: a vó tá morrendo. E eu dei de ombros.
Sei que ela não tá morrendo. Sei que ela sofre pra caramba e tudo que ela queria é que a vida dela acabasse. Mas não tenho paciência com ela. Não tenho mais forças para cuidar, dar remédio, dar banho, ficar ouvindo "tô com dor aqui, tô com dor ali". Desculpe, Deus. Sei que estou sendo má, negligente. Mas eu não consigo.
Eu quero paz! Eu preciso de tempo para me recuperar. Mas, na minha vida, tempo sem tragédia é algo que não existe... Será que vou sofrer assim para sempre?
Como posso querer ser médica se não consigo sequer cuidar da minha vó e dos meus amigos???
O que é ter paz?
Algum dia acho que já tive isso, mas agora... é tão difícil.
Vejo minhas amigas sofrendo, passando por coisas tão ou mais difíceis do que as que passei. E não posso fazer nada. Não consigo sequer estar ao lado delas.
Me sinto tão mal com isso. Eu sei o quanto é essencial ter alguém a seu lado nesses momentos... mas eu não consigo. Eu tento, faço o que posso, quando posso, mas é tão pouco.
Ontem vi o filme "Mente Brilhant". Esquizofrenia. Me lembrou tanto a mãe da minha amiga... Não consigo nem imaginar o quanto ela e a família sofreu com todas aquelas crises, com todas as alucinações, as tentativas de suicídio e de homicídio, as fugas, os grito... Quanta dor... Dor que acabou em mais dor. Uma das tentativas, com uma ajudinha de negligência médica, deu certo. Ela se foi e nós ficamos aqui, sofrendo.
Nossa! Me lembro tanto daquele dia em que as acompanhei até o Psiquiatra. Em determinado momento, aquela senhora se virou e simplesmente me abraçou. Ela mal me conhecia. Fazia uns 5 anos que ela não me via, mas ela sentiu carinho em mim. Carinho e proteção. E me quis por perto. E me deu a mão.
Nunca vou esquecer...
Nunca vou esquecer o quanto chorei na missa de 7º dia. O quanto me senti sozinha, fraca, impotente. Eu lá chorando no meio de um monte de desconhecidos e todos morrendo de pena de mim. Até que minha amiga veio e me abraçou. E nós ficamos lá, chorando por um tempão. Ali, só nós sabíamos o que era aquela dor de perder a pessoa que mais amamos na vida. E prometemos que não íamos mais ficar tanto tempo sem nos ver.
Desde aquele dia, alguns meses atrás, não nos vimos mais...
Agora, fico vendo minha vó. Eu sou uma pessoa tão má. Ela está mal. Veio dizer que não passou bem à noite, teve falta de ar, dor no peito. E eu simplesmente disse: vá ao médico, ué! Eu nem falei direito com ela, nem perguntei nada. Minha irmã veio e disse: a vó tá morrendo. E eu dei de ombros.
Sei que ela não tá morrendo. Sei que ela sofre pra caramba e tudo que ela queria é que a vida dela acabasse. Mas não tenho paciência com ela. Não tenho mais forças para cuidar, dar remédio, dar banho, ficar ouvindo "tô com dor aqui, tô com dor ali". Desculpe, Deus. Sei que estou sendo má, negligente. Mas eu não consigo.
Eu quero paz! Eu preciso de tempo para me recuperar. Mas, na minha vida, tempo sem tragédia é algo que não existe... Será que vou sofrer assim para sempre?
Como posso querer ser médica se não consigo sequer cuidar da minha vó e dos meus amigos???
sábado, 10 de dezembro de 2005
Hoje faz 2 anos...
Engraçado como a gente tenta fingir que não se importa, diz que não é uma data importante, que não faz diferença o dia que aconteceu. Aí o dia vai passando, a dor vai tomando conta de você, você faz coisas (como alugar comédias) para passar o tempo mais rápido, diz para todo mundo que está de TPM, não fala para ninguém a verdade (nem para você mesma)... e, de repente, no meio do dia, no meio de uma prova, sem nenhum fator desencadeante lógico, as lágrimas tomam conta de você, seu corpo enfraquece e você percebe que você não é nada, que você não é ninguém..
Como dói! Nossa! Ninguém tem noção do que é essa dor... O precipício tem fim? Definitivamente não!
E não contei para ele. Fiquei mal, ele percebeu, perguntou e eu não contei. Ele me deixou só e foi para uma festa de um amigo dele. Nem sequer ligou depois. Eu não contei... Quem sabe amanhã...
Tenho vontade de não ver ninguém, de ficar num quarto escuro comendo chocolate e batata frita e ouvindo música. Ao mesmo tempo quero alguém do meu lado o tempo todo. Alguém que não diga nada, que não faça nada. Apenas me abrace e me ajude a dormir. E me tire desse quarto escuro em que estou agora.
E tenho mais responsabilidades...
Ontem a prof. da minha irmã me ligou dizendo que a coitadinha estava mal, que estava deprimida, chorando o tempo todo há umas duas semanas. A profa. me pediu para fazer alguma coisa, disse que estava muito preocupada.
Fazer? Fazer o que se eu também sou apenas uma menina? Uma menina com o mesmo problema... devido a mesma coisa... Daqui a pouco passa. Depois em fevereiro volta de novo, depois em maio, depois em agosto, depois em setembro (o pior para mim), depois em dezembro de novo... e será assim para sempre...
Engraçado como a gente tenta fingir que não se importa, diz que não é uma data importante, que não faz diferença o dia que aconteceu. Aí o dia vai passando, a dor vai tomando conta de você, você faz coisas (como alugar comédias) para passar o tempo mais rápido, diz para todo mundo que está de TPM, não fala para ninguém a verdade (nem para você mesma)... e, de repente, no meio do dia, no meio de uma prova, sem nenhum fator desencadeante lógico, as lágrimas tomam conta de você, seu corpo enfraquece e você percebe que você não é nada, que você não é ninguém..
Como dói! Nossa! Ninguém tem noção do que é essa dor... O precipício tem fim? Definitivamente não!
E não contei para ele. Fiquei mal, ele percebeu, perguntou e eu não contei. Ele me deixou só e foi para uma festa de um amigo dele. Nem sequer ligou depois. Eu não contei... Quem sabe amanhã...
Tenho vontade de não ver ninguém, de ficar num quarto escuro comendo chocolate e batata frita e ouvindo música. Ao mesmo tempo quero alguém do meu lado o tempo todo. Alguém que não diga nada, que não faça nada. Apenas me abrace e me ajude a dormir. E me tire desse quarto escuro em que estou agora.
E tenho mais responsabilidades...
Ontem a prof. da minha irmã me ligou dizendo que a coitadinha estava mal, que estava deprimida, chorando o tempo todo há umas duas semanas. A profa. me pediu para fazer alguma coisa, disse que estava muito preocupada.
Fazer? Fazer o que se eu também sou apenas uma menina? Uma menina com o mesmo problema... devido a mesma coisa... Daqui a pouco passa. Depois em fevereiro volta de novo, depois em maio, depois em agosto, depois em setembro (o pior para mim), depois em dezembro de novo... e será assim para sempre...
sábado, 3 de dezembro de 2005
Recebi por e-mail:
"Onde andará o meu doutor?
Hoje acordei sentindo uma dorzinha...
Aquela dor sem explicação e uma palpitação.
Resolvi procurar um doutor... Fui divagando pelo caminho...
Lembrei daquele médico que me atendia vestido de branco
E que pra mim tinha um pouco de pai, de amigo e de anjo...
O meu doutor que curava a minha dor!
Não apenas a do meu corpo, mas da minha alma...
E que me transmitia paz e calma!
Chegando à recepção do consultório,
Fui atendida com uma pergunta:
"Qual é o seu plano?"
O meu plano?
Ah! O meu plano é viver mais feliz!
É de dar sorrisos, aquecer os que sentem frio
E preencher esse vazio
Que sinto agora!
Mas a pergunta teria que ser outra:
O "meu plano de saúde"...
Apresentei o documento do dito cujo.
Já meio suado, tanto quanto o meu bolso... E aguardei.
Quando fui chamada,
Corri apressada...
Ia ser atendida pelo doutor,
Aquele que cura qualquer tipo de dor!
Entrei e olhei... Me surpreendi...
Rosto trancado, triste e cansado...
"Será que estava adoentado?
É!...Quem sabe, talvez gripado!"
Não tinha um semblante alegre,
Certamente devido à febre...
Dei um sorriso meio de lado
E um bom dia!
Olhei o ambiente bem decorado
Sobre a mesa, à sua frente, um computador
E no seu semblante a sua dor...
O que fizeram com o doutor?
Quando ouvi a sua voz de repente:
"O que é que a senhora sente?"
Como eu gostaria de saber o que ele estava sentindo...
Parecia mais doente
Do que eu, a paciente...
"Eu? Ah! Sinto uma dorzinha na barriga e uma palpitação."
E esperei ver sua reação.
Vai me examinar, escutar a minha voz
E auscultar meu coração.
Para minha surpresa apenas me entregou uma requisição e disse:
"Peça autorização desses exames para conseguir a realização..."
Quando li, quase morri...
"Tomografia computorizada", "ressonância magnética" e "cintilografia!"
Ai, meu Deus, que agonia!!!
Eu só conhecia uma tal "abreugrafia"...
Só sabia o que era ressonar (dormir),
De "magnético", eu conhecia o olhar...
E "cintilar", só o das estrelas!
Estaria eu à beira da morte? De ir para o céu?
Iria morre assim, ao léu?
Naquele instante, timidamente, pensei em falar:
"Não teria o senhor uma amostra grátis, um calor humano
Para aquecer esse meu frio?
O que fazer com essa sensação de vazio?
Me observe, doutor.
O tal "pai da medicina", o grego Hipócrates, acreditava que
"A arte da medicina está em observar."
Olhe pra mim...
É bem verdade que o juramento está ultrapassado!
O médico não é um sacerdote...
Tem família e todos o problemas inerentes ao ser humano...
Mas, por favor, me olhe! Ouça a minha história!
Preciso que o senhor me escute e ausculte!
Me examine! Estou sentindo falta de dizer até "aquele 33"!
Não me abandone assim outra vez!
Procure os sinais da minha doença e cultive a minha esperança!
Alimente a minha mente e o meu coração...
Me dê ao menos uma explicação!
O senhor não se informou se ando descalça... Ando sim!
Gosto de pisar na areia e seguir em frente,
Deixando as minhas pegadas
Pela estrada da vida.
Estarei errada?
Ou estarei com o verme do amarelão?
Haverá umas gotinhas de solução?
Será que existe vacina contra o tédio?
Ou não terá remédio?
Que falta o senhor me faz, meu antigo doutor...
Cadê o Scott,
Aquele da emulsão?
Que tinha um gosto horrível,
Mas me deixava forte,
Que nem Sansão!
E o elixir? Paregórico ou categórico?
E o chazinho de cidreira,
Que me deixava a sorrir, sem tonteira?
Será que pensei asneira?
Ah! Meu querido e adoentado doutor!
Sinto saudades...
Dos seu ouvidos para me escutar...
De suas mãos para me examinar...
Do seu olhar compreensivo e amigo...
Do seu pensar...
Do seu sorriso que aliviava a minha dor...
Que me dava forças para lutar contra a doença...
Que estimulava a minha saúde e a minha crença...
Sairei daqui para um ataúde?
Preciso viver e ter saúde!
Oh! Meu Deus: Cuide do meu médico e de mim,
Caso contrário chegaremos ao fim...
Porque da consulta só restou uma requisição
Registrada em um computador
E o olhar vago do doutor!
Precisamos urgente dos nossos médicos amigos...
A medicina agoniza...
Ouço até os seu gemidos...
Por favor:
Tragam de volta o meu doutor!
Estamos todos doentes e sentindo dor!
E peço: Para o ser humano, uma receita de "calor"
E para a medicina,
Uma prescrição de "amor!"
Onde andará o meu doutor?"
"Onde andará o meu doutor?
Hoje acordei sentindo uma dorzinha...
Aquela dor sem explicação e uma palpitação.
Resolvi procurar um doutor... Fui divagando pelo caminho...
Lembrei daquele médico que me atendia vestido de branco
E que pra mim tinha um pouco de pai, de amigo e de anjo...
O meu doutor que curava a minha dor!
Não apenas a do meu corpo, mas da minha alma...
E que me transmitia paz e calma!
Chegando à recepção do consultório,
Fui atendida com uma pergunta:
"Qual é o seu plano?"
O meu plano?
Ah! O meu plano é viver mais feliz!
É de dar sorrisos, aquecer os que sentem frio
E preencher esse vazio
Que sinto agora!
Mas a pergunta teria que ser outra:
O "meu plano de saúde"...
Apresentei o documento do dito cujo.
Já meio suado, tanto quanto o meu bolso... E aguardei.
Quando fui chamada,
Corri apressada...
Ia ser atendida pelo doutor,
Aquele que cura qualquer tipo de dor!
Entrei e olhei... Me surpreendi...
Rosto trancado, triste e cansado...
"Será que estava adoentado?
É!...Quem sabe, talvez gripado!"
Não tinha um semblante alegre,
Certamente devido à febre...
Dei um sorriso meio de lado
E um bom dia!
Olhei o ambiente bem decorado
Sobre a mesa, à sua frente, um computador
E no seu semblante a sua dor...
O que fizeram com o doutor?
Quando ouvi a sua voz de repente:
"O que é que a senhora sente?"
Como eu gostaria de saber o que ele estava sentindo...
Parecia mais doente
Do que eu, a paciente...
"Eu? Ah! Sinto uma dorzinha na barriga e uma palpitação."
E esperei ver sua reação.
Vai me examinar, escutar a minha voz
E auscultar meu coração.
Para minha surpresa apenas me entregou uma requisição e disse:
"Peça autorização desses exames para conseguir a realização..."
Quando li, quase morri...
"Tomografia computorizada", "ressonância magnética" e "cintilografia!"
Ai, meu Deus, que agonia!!!
Eu só conhecia uma tal "abreugrafia"...
Só sabia o que era ressonar (dormir),
De "magnético", eu conhecia o olhar...
E "cintilar", só o das estrelas!
Estaria eu à beira da morte? De ir para o céu?
Iria morre assim, ao léu?
Naquele instante, timidamente, pensei em falar:
"Não teria o senhor uma amostra grátis, um calor humano
Para aquecer esse meu frio?
O que fazer com essa sensação de vazio?
Me observe, doutor.
O tal "pai da medicina", o grego Hipócrates, acreditava que
"A arte da medicina está em observar."
Olhe pra mim...
É bem verdade que o juramento está ultrapassado!
O médico não é um sacerdote...
Tem família e todos o problemas inerentes ao ser humano...
Mas, por favor, me olhe! Ouça a minha história!
Preciso que o senhor me escute e ausculte!
Me examine! Estou sentindo falta de dizer até "aquele 33"!
Não me abandone assim outra vez!
Procure os sinais da minha doença e cultive a minha esperança!
Alimente a minha mente e o meu coração...
Me dê ao menos uma explicação!
O senhor não se informou se ando descalça... Ando sim!
Gosto de pisar na areia e seguir em frente,
Deixando as minhas pegadas
Pela estrada da vida.
Estarei errada?
Ou estarei com o verme do amarelão?
Haverá umas gotinhas de solução?
Será que existe vacina contra o tédio?
Ou não terá remédio?
Que falta o senhor me faz, meu antigo doutor...
Cadê o Scott,
Aquele da emulsão?
Que tinha um gosto horrível,
Mas me deixava forte,
Que nem Sansão!
E o elixir? Paregórico ou categórico?
E o chazinho de cidreira,
Que me deixava a sorrir, sem tonteira?
Será que pensei asneira?
Ah! Meu querido e adoentado doutor!
Sinto saudades...
Dos seu ouvidos para me escutar...
De suas mãos para me examinar...
Do seu olhar compreensivo e amigo...
Do seu pensar...
Do seu sorriso que aliviava a minha dor...
Que me dava forças para lutar contra a doença...
Que estimulava a minha saúde e a minha crença...
Sairei daqui para um ataúde?
Preciso viver e ter saúde!
Oh! Meu Deus: Cuide do meu médico e de mim,
Caso contrário chegaremos ao fim...
Porque da consulta só restou uma requisição
Registrada em um computador
E o olhar vago do doutor!
Precisamos urgente dos nossos médicos amigos...
A medicina agoniza...
Ouço até os seu gemidos...
Por favor:
Tragam de volta o meu doutor!
Estamos todos doentes e sentindo dor!
E peço: Para o ser humano, uma receita de "calor"
E para a medicina,
Uma prescrição de "amor!"
Onde andará o meu doutor?"
terça-feira, 8 de novembro de 2005
"Vc tem valores muito fortes, muito mais corretos do que a maioria das pessoas. Às vezes vc vem falar alguma coisa pra mim e eu sei que vc está certa. E eu fico pensando: 'poxa, as coisas precisam ser sempre tão certinhas?' Eu te admiro por você ser assim. É coisa de princípio."
Passei por alguns momentos complicados agora pouco. Estou me sentindo horrivelmente mal.
Me sinto uma extraterrestre nesse mundo onde roubar não é algo grave; onde as pessoas se acham o máximo e ficam brigando para ver quem é o Deus mais poderoso, que receberá a oportunidade de salvar uma cidade do interior do Rio Grande do Norte dos terríveis médicos mal preparados da região.
Primeiro, tivemos uma séria discussão (umas 30 pessoas), na qual eu defendia a posição de que roubar é algo grave (crime previsto em lei), passível de punição severa. Perdi na votação. Mais da metade das pessoas presentes considera que roubar 7kg de carne não é nada, não precisa de punição, não é a mesma coisa que roubar dinheiro. O estranho é que apesar de considerarem isso, defendem que o assunto seja abafado, completamente escondido do resto das pessoas. Se não há desvio de conduta, se não há nenhum problema moral, porque não se pode falar a respeito com outras pessoas?
Depois tive uma discussão chata com uma menina que acha que não há problemas em ser objeto de manipulação política, que egoisticamente acha que viajar para uma cidade pobre do interior do Brasil, ficar lá 15 dias diagnosticando milhares de doenças em pessoas que nunca vão receber tratamento, é ajudar muito, é fazer um papel fantástico, é uma oportunidade de conhecer melhor a situação em que os menos afortunados vivem e, dessa forma, se tornar uma pessoa melhor, se tornar um médico melhor... O pior é que esse pensamento é compartilhado por cerca de outras 300 pessoas que estão prestando uma prova para certificar sua condescendência a esse projeto mal estruturado, que traz muito mais prejuízos (à população, que ilusoriamente acha que agora será melhor tratada, que precisará correr de cidade em cidade em busca de atendimento médico porque o médico de São Paulo disse que ela era hipertensa, que isso é uma doença grave, que ela precisa se tratar; aos alunos que viajam e voltam se achando mais deuses do que já achavam, porque afinal eles foram lá e salvaram uma população carente, porque agora que eles passaram 15 dias atendendo naquela cidade, eles sabem o que é ser "carente", o que é viver numa cidade do interior do nordeste sem estrutura, sem água, em condições precárias).
Eu só posso ser uma extraterrestre, não é possível...
Onde foi que enraizei esses valores de maneira tão forte? Onde foi que aprendi a ser eu mesma, a acreditar no meu 6º sentido, a não fazer algo só porque os outros acham legal, sem parar para pensar o que EU acho, sem procurar mais informações a respeito???
Será que foi com meus pais, que conseguiram me EDUCAR de verdade e não apenas passar a mão na minha cabeça, me dar presentes e me deixar com a empregada? Será que foi na minha casa, onde nunca se fez distinção de raça ou nível social, onde todos comiam juntos na mesa, independente de serem empregados ou amigos? Será que foi no meu colégio de periferia onde a preocupação com a Cidadania era muito maior do que com o maldito vestibular, que faz com que as professores ensinem muita Física e Química e esqueçam de passar valores essenciais?
Aliás, um aparte sobre a história de todos sentarem na mesa juntos. Desde que me conheço por gente, as empregadas sempre comeram na mesa com a minha família, nunca percebi que isso não era "usual" até que, ano passado, levei meu namorado para almoçar na casa do meu pai. Como de costume, a Liu, que cuida da casa hoje, serviu a comida e depois se sentou e almoçou com a gente. Depois, ele veio falar comigo: "Nossa, que legal! Eu nunca tinha pensado nisso... achei algo muito legal da sua família." Eu não entendi nada até que ele explicou que nunca tinha pensado que a empregada poderia sentar na mesa e comer com a família. O engraçado é que eu nunca tinha pensado que a empregada poderia comer em outro lugar ou outro horário que não fosse com a gente.
Acho que estou me sentindo melhor agora. Acho que hoje fiz algumas inimizades hoje... Mas, tudo bem, se é pra preservar meus valores, se é para fazer do jeito que EU acho certo, prefiro viver nessa minha ?arrogância?, criar inimizades que me vêem assim, arrogante, durona, chata, encrenqueira, detalhista, certinha demais...
Passei por alguns momentos complicados agora pouco. Estou me sentindo horrivelmente mal.
Me sinto uma extraterrestre nesse mundo onde roubar não é algo grave; onde as pessoas se acham o máximo e ficam brigando para ver quem é o Deus mais poderoso, que receberá a oportunidade de salvar uma cidade do interior do Rio Grande do Norte dos terríveis médicos mal preparados da região.
Primeiro, tivemos uma séria discussão (umas 30 pessoas), na qual eu defendia a posição de que roubar é algo grave (crime previsto em lei), passível de punição severa. Perdi na votação. Mais da metade das pessoas presentes considera que roubar 7kg de carne não é nada, não precisa de punição, não é a mesma coisa que roubar dinheiro. O estranho é que apesar de considerarem isso, defendem que o assunto seja abafado, completamente escondido do resto das pessoas. Se não há desvio de conduta, se não há nenhum problema moral, porque não se pode falar a respeito com outras pessoas?
Depois tive uma discussão chata com uma menina que acha que não há problemas em ser objeto de manipulação política, que egoisticamente acha que viajar para uma cidade pobre do interior do Brasil, ficar lá 15 dias diagnosticando milhares de doenças em pessoas que nunca vão receber tratamento, é ajudar muito, é fazer um papel fantástico, é uma oportunidade de conhecer melhor a situação em que os menos afortunados vivem e, dessa forma, se tornar uma pessoa melhor, se tornar um médico melhor... O pior é que esse pensamento é compartilhado por cerca de outras 300 pessoas que estão prestando uma prova para certificar sua condescendência a esse projeto mal estruturado, que traz muito mais prejuízos (à população, que ilusoriamente acha que agora será melhor tratada, que precisará correr de cidade em cidade em busca de atendimento médico porque o médico de São Paulo disse que ela era hipertensa, que isso é uma doença grave, que ela precisa se tratar; aos alunos que viajam e voltam se achando mais deuses do que já achavam, porque afinal eles foram lá e salvaram uma população carente, porque agora que eles passaram 15 dias atendendo naquela cidade, eles sabem o que é ser "carente", o que é viver numa cidade do interior do nordeste sem estrutura, sem água, em condições precárias).
Eu só posso ser uma extraterrestre, não é possível...
Onde foi que enraizei esses valores de maneira tão forte? Onde foi que aprendi a ser eu mesma, a acreditar no meu 6º sentido, a não fazer algo só porque os outros acham legal, sem parar para pensar o que EU acho, sem procurar mais informações a respeito???
Será que foi com meus pais, que conseguiram me EDUCAR de verdade e não apenas passar a mão na minha cabeça, me dar presentes e me deixar com a empregada? Será que foi na minha casa, onde nunca se fez distinção de raça ou nível social, onde todos comiam juntos na mesa, independente de serem empregados ou amigos? Será que foi no meu colégio de periferia onde a preocupação com a Cidadania era muito maior do que com o maldito vestibular, que faz com que as professores ensinem muita Física e Química e esqueçam de passar valores essenciais?
Aliás, um aparte sobre a história de todos sentarem na mesa juntos. Desde que me conheço por gente, as empregadas sempre comeram na mesa com a minha família, nunca percebi que isso não era "usual" até que, ano passado, levei meu namorado para almoçar na casa do meu pai. Como de costume, a Liu, que cuida da casa hoje, serviu a comida e depois se sentou e almoçou com a gente. Depois, ele veio falar comigo: "Nossa, que legal! Eu nunca tinha pensado nisso... achei algo muito legal da sua família." Eu não entendi nada até que ele explicou que nunca tinha pensado que a empregada poderia sentar na mesa e comer com a família. O engraçado é que eu nunca tinha pensado que a empregada poderia comer em outro lugar ou outro horário que não fosse com a gente.
Acho que estou me sentindo melhor agora. Acho que hoje fiz algumas inimizades hoje... Mas, tudo bem, se é pra preservar meus valores, se é para fazer do jeito que EU acho certo, prefiro viver nessa minha ?arrogância?, criar inimizades que me vêem assim, arrogante, durona, chata, encrenqueira, detalhista, certinha demais...
terça-feira, 18 de outubro de 2005
Você sabe o que é estar desamparado?
Sabe mesmo?
Eu sei! Infelizmente, eu sei.
Fiquei doente ontem, com febre, morrendo de dor de cabeça e estava desamparada. Completamente sozinha, tive que aguentar a dor, ter ela como minha companheira. Eu não estava completamente desamparada porque tinha o consolo (?) de ligar milhares de vezes para o celular do meu namorado e ouvir sua caixa postal... Ele me ligou quase 1h da manhã, um pouco depois que eu tinha conseguido pegar no sono com a maldita dor de cabeça e várias dores no corpo. Mas, tudo bem.
Só que não é esse o meu principal exemplo de desamparo. O que senti não foi nada. Mas o que vi...
Cheguei na casa do meu pai agora a pouco (umas 19h). Minha irmã estava toda enrolada nas cobertas, dormindo. Perguntei para meu irmão se ela estava doente. Ele disse que não. Depois, ele pensou melhor e disse que achava que sim, que ela não estava se sentindo muito bem.
Jantei.
Entrei no quarto, sem fazer barulho, olhei para ela. Ela estava acordada. Disse que eu poderia acender a luz.
Começamos a conversar e descobri o que estava havendo: a coitadinha estava passando mal há dois dias, não conseguia levantar da cama, não tinha comido absolutamente nada desde o dia anterior à tarde. E simplesmente NINGUÉM de casa percebeu ou deu atenção. Meu pai estava lá na sala assistindo tv e sequer percebeu que a filha dele estava quieta demais há dois dias.
Medi sua temperatura. Estava com febre altíssima. Trouxe uma banana e água. Dei remédio. Fiz ela levantar para comer.
Que droga! Claro que ela nào tem nada grave. Parece uma infecção simples. Mas, sinto que o que eu temia realmente é verdade. Se ela morresse, ali, no quarto dela, na casa onde moram outras 3 pessoas de sua família, eles iam demorar pelo menos um dia para perceber. Isso se fosse dia de semana. Se fosse fim de semana iam demorar uns dois dias.
Desde que minha mãe morreu, sempre que fico doente tenho que me virar. E quando passo muito muito mal, tenho a clara impressão de que se eu morrer minha família vai demorar pelo menos um mês para perceber.
Grave. Triste.
Sabe mesmo?
Eu sei! Infelizmente, eu sei.
Fiquei doente ontem, com febre, morrendo de dor de cabeça e estava desamparada. Completamente sozinha, tive que aguentar a dor, ter ela como minha companheira. Eu não estava completamente desamparada porque tinha o consolo (?) de ligar milhares de vezes para o celular do meu namorado e ouvir sua caixa postal... Ele me ligou quase 1h da manhã, um pouco depois que eu tinha conseguido pegar no sono com a maldita dor de cabeça e várias dores no corpo. Mas, tudo bem.
Só que não é esse o meu principal exemplo de desamparo. O que senti não foi nada. Mas o que vi...
Cheguei na casa do meu pai agora a pouco (umas 19h). Minha irmã estava toda enrolada nas cobertas, dormindo. Perguntei para meu irmão se ela estava doente. Ele disse que não. Depois, ele pensou melhor e disse que achava que sim, que ela não estava se sentindo muito bem.
Jantei.
Entrei no quarto, sem fazer barulho, olhei para ela. Ela estava acordada. Disse que eu poderia acender a luz.
Começamos a conversar e descobri o que estava havendo: a coitadinha estava passando mal há dois dias, não conseguia levantar da cama, não tinha comido absolutamente nada desde o dia anterior à tarde. E simplesmente NINGUÉM de casa percebeu ou deu atenção. Meu pai estava lá na sala assistindo tv e sequer percebeu que a filha dele estava quieta demais há dois dias.
Medi sua temperatura. Estava com febre altíssima. Trouxe uma banana e água. Dei remédio. Fiz ela levantar para comer.
Que droga! Claro que ela nào tem nada grave. Parece uma infecção simples. Mas, sinto que o que eu temia realmente é verdade. Se ela morresse, ali, no quarto dela, na casa onde moram outras 3 pessoas de sua família, eles iam demorar pelo menos um dia para perceber. Isso se fosse dia de semana. Se fosse fim de semana iam demorar uns dois dias.
Desde que minha mãe morreu, sempre que fico doente tenho que me virar. E quando passo muito muito mal, tenho a clara impressão de que se eu morrer minha família vai demorar pelo menos um mês para perceber.
Grave. Triste.
domingo, 2 de outubro de 2005
Estava no orkut.
Encontrei uma comunidade chamada "Morro de saudades da minha mãe".
Comecei a ler depoimentos de pessoas que perderam suas mães...
Incrível como as histórias são parecidas: a gente passa anos brigando com nossas mães (eu até saí de casa porque não conseguia conviver com ela) e quando ela se vai, percebemos o quanto fomos idiotas, o quanto ela era especial apesar de seus defeitos.
Passam-se anos e dor a continua. Grande.
Pessoas que perderam suas mães há 10, 15 anos e dizem que continuam tendo aqueles ataques de choro incontroláveis e tão doídos, que continuam lembrando dela todos os dias.
É incrível como lembramos dela todos os dias. Hoje mesmo eu estava no ônibus e fiquei pensando o quanto minha mãe adoraria conhecer meu namorado. Fiquei imaginando eles saindo juntos para dançar... Ela adorava dançar! Fiquei imaginando ela fazendo um daqueles almoços deliciosos para convidar os pais dele para se conhecerem e passarem o dia todo falando das besteiras que eu e ele fizemos quando éramos crianças.
Hoje é aniversário do meu pai.
Depois que ela se foi, nenhum aniversário foi comemorado aqui em casa mais. O máximo que fazemos é dar um abraço de parabéns para o aniversariante e pedir para a Liu fazer uma comida que ele goste. Não tem mais bolo, não tem mais presentes, não tem mais velas... Como eu odiava quando minha mãe colocava uma vela em cima de um bolo no dia do meu aniversário e mandava todo mundo cantar parabéns... Agora, tudo que eu mais queria no meu aniversário era ouvir a voz dela falando "tem que cantar parabéns e assoprar a vela, senão não come o bolo".
Às vezes, nos piores momentos, fico me lembrando dos últimos dias (que, na época relatei no blog http://minhaversao.blogspot.com/). Daquele domingo quando o telefone tocou chamando pelo responsável... daquela terrível segunda-feira de UTI e sofrimento... da manhã de terça, quando, às 6h30 da manhã eu estava saindo de casa para fazer prova final de Anato Digestório e o telefone tocou. Era meu irmão. Ele não teve coragem de dizer... apenas disse que era melhor eu não ir para faculdade. Eu fiquei um tempão perguntando desesperadamente o que tinha acontecido - eu precisava que ele me dissesse com todas as letras para eu acreditar. Ele, depois de um tempo de silêncio apenas disse "você já sabe... não sabe?". E eu caí em prantos.
Hoje olho para as estrelas e imagino que os olhos dela são uma daquelas mais brilhantes. E sinto que ela está por perto, me protegendo, me dando bronca, me incentivando...
Encontrei uma comunidade chamada "Morro de saudades da minha mãe".
Comecei a ler depoimentos de pessoas que perderam suas mães...
Incrível como as histórias são parecidas: a gente passa anos brigando com nossas mães (eu até saí de casa porque não conseguia conviver com ela) e quando ela se vai, percebemos o quanto fomos idiotas, o quanto ela era especial apesar de seus defeitos.
Passam-se anos e dor a continua. Grande.
Pessoas que perderam suas mães há 10, 15 anos e dizem que continuam tendo aqueles ataques de choro incontroláveis e tão doídos, que continuam lembrando dela todos os dias.
É incrível como lembramos dela todos os dias. Hoje mesmo eu estava no ônibus e fiquei pensando o quanto minha mãe adoraria conhecer meu namorado. Fiquei imaginando eles saindo juntos para dançar... Ela adorava dançar! Fiquei imaginando ela fazendo um daqueles almoços deliciosos para convidar os pais dele para se conhecerem e passarem o dia todo falando das besteiras que eu e ele fizemos quando éramos crianças.
Hoje é aniversário do meu pai.
Depois que ela se foi, nenhum aniversário foi comemorado aqui em casa mais. O máximo que fazemos é dar um abraço de parabéns para o aniversariante e pedir para a Liu fazer uma comida que ele goste. Não tem mais bolo, não tem mais presentes, não tem mais velas... Como eu odiava quando minha mãe colocava uma vela em cima de um bolo no dia do meu aniversário e mandava todo mundo cantar parabéns... Agora, tudo que eu mais queria no meu aniversário era ouvir a voz dela falando "tem que cantar parabéns e assoprar a vela, senão não come o bolo".
Às vezes, nos piores momentos, fico me lembrando dos últimos dias (que, na época relatei no blog http://minhaversao.blogspot.com/). Daquele domingo quando o telefone tocou chamando pelo responsável... daquela terrível segunda-feira de UTI e sofrimento... da manhã de terça, quando, às 6h30 da manhã eu estava saindo de casa para fazer prova final de Anato Digestório e o telefone tocou. Era meu irmão. Ele não teve coragem de dizer... apenas disse que era melhor eu não ir para faculdade. Eu fiquei um tempão perguntando desesperadamente o que tinha acontecido - eu precisava que ele me dissesse com todas as letras para eu acreditar. Ele, depois de um tempo de silêncio apenas disse "você já sabe... não sabe?". E eu caí em prantos.
Hoje olho para as estrelas e imagino que os olhos dela são uma daquelas mais brilhantes. E sinto que ela está por perto, me protegendo, me dando bronca, me incentivando...
sexta-feira, 9 de setembro de 2005
É incrível como a incidência de depressão entre estudantes de Medicina é alta!
Quanto mais e melhor conheço gente, mais vejo o quanto são deprimidos. Em qualquer faculdade, de qualquer lugar do país...
O que mais me intriga é o quanto as pessoas escondem isso, fingem, tentam passar sozinhas por períodos difíceis. É tão grave, é tão disseminado... é tão TRISTE!
Quanto mais e melhor conheço gente, mais vejo o quanto são deprimidos. Em qualquer faculdade, de qualquer lugar do país...
O que mais me intriga é o quanto as pessoas escondem isso, fingem, tentam passar sozinhas por períodos difíceis. É tão grave, é tão disseminado... é tão TRISTE!
domingo, 21 de agosto de 2005
Faz um tempão que eu não escrevo aqui... sei lá. Às vezes tenho uma vontade imensa de escrever, passo dias produzindo algo, depois passa a vontade e fico um tempo assim.
Hoje me deu aquela vontade imensa de escrever.
Estava em casa sem fazer nada de útil, com preguiça de ler os textos que eu trouxe da facul e resolvi navegar na net. Me lembrei que eu costumava ler o blog da Rosana Hermann (http://queridoleitor.zip.net) todos os dias há anos e fazia tempo que eu não lia. Abri, li, abri blogs recomendados (inclusive do Dr. Isaac Efraim http://ansiedade.zip.net, psiquiatra, marido da Rosana e também alguém que eu costumava ler há anos). Foi lendo a Rosana que voltou minha vontade de escrever. Ela escreve sobre tudo, desabafa, conta sobre a vida dela, escreve besteiras, posts mais densos, sempre com muito humor e inteligência. Acho muito legal.
Bom, então, aí vai meu post "vomitado", com perdão da palavra, não elaborado, apenas saído de mim.
Estou naquela fase estranha novamente. Período próximo ao aniversário de mamãe, ao meu aniversário e ao aniversário de casamento dos meus pais (52, 23 e 27). Andei deprimida, com alterções de sono, confusa...
Continuando na oscilação, quinta-feira foi um dia muito bom.
Na sexta, tive um dia muito bom também. À noite, fiquei arrumando minha estante nova. Linda! Me deu um trabalho e me rendeu um escândalo (eu precisava usar a furadeira mas não queria fazer isso sozinha, aí fiquei fazendo drama até meu amigo vir me ajudar). No fim deu tudo muito certo, ela ficou linda e firme.
Hoje de manhã, arrumei as coisas, ocupei a estante, podendo finalmente aliviar meu armário entupido. Umas 13h peguei o ônibus para ir para casa. O primeiro foi tranquilo. O segundo, estava lotadaço. Tive que ficar espremida na porta e tinha um cara nojento roçando o braço dele na minha barriga. Que ódio! Não pude fazer muita coisa (mal dava para me mexer) além de espremer o cara de trás para me desvencilhar do tarado.
Parei no shopping para comprar um tênis (o outro, único, já tem três rombos - aguardo o dia em que só vai sobrar a sola e o cadarço). Só que eu estava sem dinheiro. Eu tinha certeza que haveria um caixa eletrônico no shopping. Sonho meu. Encontrei o tênis que eu queria mas não pude comprá-lo. Burrice minha porque meu cartão do banco tem redeshop só que eu não sei usar e não confio.
Para compensar a caminhada, fui almoçar no Burger King (minha primeira vez). Não gostei muito. O sanduíche é bem melhor que o do Mc (o molho e a carne, principalmente). Mas a batata (que eu amo), vem bem menos e o Guaraná é ruim (não tem suco, que eu prefiro). Pedi para o cara do caixa me deixar experimentar a cebola empanada. Não gostei muito também. Eu comeria, mas não pagaria por elas, muito menos trocaria minhas deliciosas batatas fritas.
O terceiro ônibus que peguei, uma lotação na verdade, foi péssimo também. Assim que entrei, havia apenas um lugar vago, ao lado de um senhor que esparramou suas sacolas na poltrona. Pedi licença, ele tirou as sacolas e eu sentei. O idiota, também tarado, começou a passar a mão na minha coxa (como se estivesse coçando a coxa dele). Nossa! Fiquei com tanta raiva! Peguei minha mochila e taquei em cima do braço dele. Minha pasta de plástico, que estava dentro da mala rasgada, o arranhou. Ele tirou a mão e eu deixei a mala lá. Passados alguns minutos, ele tentou colocar a mão de novo. Forcei a mala para baixo para furá-lo e me afastei ainda mais. Que ódio! Passei a viagem inteira caindo do banco, mais para fora do que para dentro. Sem muita opção.
Enfim, cheguei em casa cansada e morrendo de dor de cabeça. Deitei. Dormi um pouco. Acordei já a noite. A dor de cabeça tinha piorado. Comi. Tomei remédio (eu odeio tomar remédio, mas a situação não me permitia escolher). E sentei aqui no micro.
Acho que pela primeira vez estou animada para meu aniversário. Acho que vou chamar o pessoal para ir ao Hopi Hari. Quero ficar longe da rotina, me divertir, receber atenção. O melhor é que posso me dar ao luxo de não esperar por muita gente.
Acho que vai ser bem legal!
Hoje me deu aquela vontade imensa de escrever.
Estava em casa sem fazer nada de útil, com preguiça de ler os textos que eu trouxe da facul e resolvi navegar na net. Me lembrei que eu costumava ler o blog da Rosana Hermann (http://queridoleitor.zip.net) todos os dias há anos e fazia tempo que eu não lia. Abri, li, abri blogs recomendados (inclusive do Dr. Isaac Efraim http://ansiedade.zip.net, psiquiatra, marido da Rosana e também alguém que eu costumava ler há anos). Foi lendo a Rosana que voltou minha vontade de escrever. Ela escreve sobre tudo, desabafa, conta sobre a vida dela, escreve besteiras, posts mais densos, sempre com muito humor e inteligência. Acho muito legal.
Bom, então, aí vai meu post "vomitado", com perdão da palavra, não elaborado, apenas saído de mim.
Estou naquela fase estranha novamente. Período próximo ao aniversário de mamãe, ao meu aniversário e ao aniversário de casamento dos meus pais (52, 23 e 27). Andei deprimida, com alterções de sono, confusa...
Continuando na oscilação, quinta-feira foi um dia muito bom.
Na sexta, tive um dia muito bom também. À noite, fiquei arrumando minha estante nova. Linda! Me deu um trabalho e me rendeu um escândalo (eu precisava usar a furadeira mas não queria fazer isso sozinha, aí fiquei fazendo drama até meu amigo vir me ajudar). No fim deu tudo muito certo, ela ficou linda e firme.
Hoje de manhã, arrumei as coisas, ocupei a estante, podendo finalmente aliviar meu armário entupido. Umas 13h peguei o ônibus para ir para casa. O primeiro foi tranquilo. O segundo, estava lotadaço. Tive que ficar espremida na porta e tinha um cara nojento roçando o braço dele na minha barriga. Que ódio! Não pude fazer muita coisa (mal dava para me mexer) além de espremer o cara de trás para me desvencilhar do tarado.
Parei no shopping para comprar um tênis (o outro, único, já tem três rombos - aguardo o dia em que só vai sobrar a sola e o cadarço). Só que eu estava sem dinheiro. Eu tinha certeza que haveria um caixa eletrônico no shopping. Sonho meu. Encontrei o tênis que eu queria mas não pude comprá-lo. Burrice minha porque meu cartão do banco tem redeshop só que eu não sei usar e não confio.
Para compensar a caminhada, fui almoçar no Burger King (minha primeira vez). Não gostei muito. O sanduíche é bem melhor que o do Mc (o molho e a carne, principalmente). Mas a batata (que eu amo), vem bem menos e o Guaraná é ruim (não tem suco, que eu prefiro). Pedi para o cara do caixa me deixar experimentar a cebola empanada. Não gostei muito também. Eu comeria, mas não pagaria por elas, muito menos trocaria minhas deliciosas batatas fritas.
O terceiro ônibus que peguei, uma lotação na verdade, foi péssimo também. Assim que entrei, havia apenas um lugar vago, ao lado de um senhor que esparramou suas sacolas na poltrona. Pedi licença, ele tirou as sacolas e eu sentei. O idiota, também tarado, começou a passar a mão na minha coxa (como se estivesse coçando a coxa dele). Nossa! Fiquei com tanta raiva! Peguei minha mochila e taquei em cima do braço dele. Minha pasta de plástico, que estava dentro da mala rasgada, o arranhou. Ele tirou a mão e eu deixei a mala lá. Passados alguns minutos, ele tentou colocar a mão de novo. Forcei a mala para baixo para furá-lo e me afastei ainda mais. Que ódio! Passei a viagem inteira caindo do banco, mais para fora do que para dentro. Sem muita opção.
Enfim, cheguei em casa cansada e morrendo de dor de cabeça. Deitei. Dormi um pouco. Acordei já a noite. A dor de cabeça tinha piorado. Comi. Tomei remédio (eu odeio tomar remédio, mas a situação não me permitia escolher). E sentei aqui no micro.
Acho que pela primeira vez estou animada para meu aniversário. Acho que vou chamar o pessoal para ir ao Hopi Hari. Quero ficar longe da rotina, me divertir, receber atenção. O melhor é que posso me dar ao luxo de não esperar por muita gente.
Acho que vai ser bem legal!
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