Nossa!
Quanta coisa têm acontecido esses dias...
De bom e de ruim!
Muita muita muita coisa para uma meninha assim assim... Hoje senti como se eu fosse entrar em colapso. Beirei ele. Foi quase. Mas, aí, uma pessoa me impressinou enormemente. Eu não confiava nada nada no bom senso dela. E ela demonstrou uma sensibilidade incrível, um jeito ótimo de lidar com a situação (uma das que tanto estava me estressando). Foi ótimo!
Não consegui sair do meu "burn out". Eu realmente tenho muita coisa para fazer e realmente não consigo fazer. Tentei mas não dá. Travou o sistema. Tem que reiniciar.
Mas as coisas estão voltando aos eixo aos poucos e, se tudo correr bem, conseguirei voltar.
"O que não enfrentamos em nós mesmos encontraremos como destino." Carl Gustav Jung
terça-feira, 12 de abril de 2005
terça-feira, 5 de abril de 2005
Eu estava jantando com um amigo (os dois em absouluto silêncio) quando começou a tocar uma música:
"Procuro um amor que seja bom pra mim.
Vou procurar, eu vou até o fim.
E eu vou tratá-la bem, pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos.
Eu procuro um amor, uma razão para viver.
E as feridas dessa vida eu quero esquecer.
Pode ser que eu gagueje, sem saber o q falar.
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá."
Segredos - Frejat
- Der, por que as pessoas procuram um amor?
- Porque elas acham que assim vão ser felizes para sempre.
- Ah... mas, Der, por que as pessoas querem namorar? Por que elas namoram?
- Uh? É estranho vc perguntar isso... Vc não namora?
- Namoro... mas não sei por que as pessoas namoram.
- Bem, elas namoram para ter alguém do lado, porque elas têm medo de ficar sozinhas...
- ... ainda não me conveceu. Ainda não entendi porque as pessoas namoram.
- Pra que ficar pensando nisso??? As pessoas namoram para se sentirem bem, ué?! Curte a vida!!
- ...
- Assim: as pessoas namoram para se sentirem seguras, para ter a segurança de que quando elas precisarem, quando elas quiserem, elas vão ter alguém ao lado dela, alguém para ajudá-las.
"Procuro um amor que seja bom pra mim.
Vou procurar, eu vou até o fim.
E eu vou tratá-la bem, pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos.
Eu procuro um amor, uma razão para viver.
E as feridas dessa vida eu quero esquecer.
Pode ser que eu gagueje, sem saber o q falar.
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá."
Segredos - Frejat
- Der, por que as pessoas procuram um amor?
- Porque elas acham que assim vão ser felizes para sempre.
- Ah... mas, Der, por que as pessoas querem namorar? Por que elas namoram?
- Uh? É estranho vc perguntar isso... Vc não namora?
- Namoro... mas não sei por que as pessoas namoram.
- Bem, elas namoram para ter alguém do lado, porque elas têm medo de ficar sozinhas...
- ... ainda não me conveceu. Ainda não entendi porque as pessoas namoram.
- Pra que ficar pensando nisso??? As pessoas namoram para se sentirem bem, ué?! Curte a vida!!
- ...
- Assim: as pessoas namoram para se sentirem seguras, para ter a segurança de que quando elas precisarem, quando elas quiserem, elas vão ter alguém ao lado dela, alguém para ajudá-las.
quarta-feira, 30 de março de 2005
Estou muito animada!
Passei meses dizendo que queria mudar minha vida, que queria aproveitar melhor o tempo... e parece que agora, aos poucos, estou começando a colocar algumas coisas em prática.
Hoje fui a meu primeiro treino de Atletismo e foi maravilhoso. Sofri um bocado. Óbvio! Afinal, são anos de sedentarismo nas costas. Mas logo depois que me recuperei senti um bem estar enorme, uma dor pelo corpo ótima (sem ironia). Fantástico! Até senti vontade de me alimentar melhor, comer salada, diminuir as frituras.
Estou pensando em ir ao treino de natação à noite mas as pessoas dizem que eu não vou aguentar pois esses são justamente os esportes com treinos mais puxados na Atlética. Decidi que se minha perna parar de tremer até as 16h e eu conseguir estudar metade da matéria para a prova de amanhã (da Liga de Diabetes), vou ao treino. Senão, fico estudando.
Essa é outra coisa que quero muito fazer: mais uma Liga. Atualmente só estou fazendo Liga de Pediatria (atendendo bebês de até 2 anos) e eu sinto falta de atender adultos no ambulatório, sinto que ainda tenho muuuuito a aprender tentando antes de começarem a querer me "treinar" para ser médica. Eu queria encontrar meu jeito de lidar com o paciente antes de quererem me ensinar um monte de coisas e quererem enfiar na minha cabeça que "tem que perguntar isso isso e isso, depois você pede para o paciente sentar ali, faz o exame tal, deita ele faz assim assim e assim". Quem disse que esse é o melhor jeito para qualquer médico e qualquer paciente???
Passei meses dizendo que queria mudar minha vida, que queria aproveitar melhor o tempo... e parece que agora, aos poucos, estou começando a colocar algumas coisas em prática.
Hoje fui a meu primeiro treino de Atletismo e foi maravilhoso. Sofri um bocado. Óbvio! Afinal, são anos de sedentarismo nas costas. Mas logo depois que me recuperei senti um bem estar enorme, uma dor pelo corpo ótima (sem ironia). Fantástico! Até senti vontade de me alimentar melhor, comer salada, diminuir as frituras.
Estou pensando em ir ao treino de natação à noite mas as pessoas dizem que eu não vou aguentar pois esses são justamente os esportes com treinos mais puxados na Atlética. Decidi que se minha perna parar de tremer até as 16h e eu conseguir estudar metade da matéria para a prova de amanhã (da Liga de Diabetes), vou ao treino. Senão, fico estudando.
Essa é outra coisa que quero muito fazer: mais uma Liga. Atualmente só estou fazendo Liga de Pediatria (atendendo bebês de até 2 anos) e eu sinto falta de atender adultos no ambulatório, sinto que ainda tenho muuuuito a aprender tentando antes de começarem a querer me "treinar" para ser médica. Eu queria encontrar meu jeito de lidar com o paciente antes de quererem me ensinar um monte de coisas e quererem enfiar na minha cabeça que "tem que perguntar isso isso e isso, depois você pede para o paciente sentar ali, faz o exame tal, deita ele faz assim assim e assim". Quem disse que esse é o melhor jeito para qualquer médico e qualquer paciente???
domingo, 27 de março de 2005
Incrível!
Posts diários novamente! Nada como o ócio para me fazer divagar sobre coisas da vida e tornar consciente sentimentos não muito bem aceitos.
Incrível!
Quando escrevo alguma coisa porque quero que alguém leia, não lê.
Quando escrevo sabendo que determinada pessoa não vai ler (pelo menos antes de eu conversar com ela), ela lê e... aiaiaiai
Incrível!
Como o tempo passa.
Como as coisas passam.
Como as pessoas mudam e nosso sentimento em relação a elas também.
Como a vida segue seu rumo apesar de todas as suas adversidades e como passamos a valorizar certas coisas que antes desprezávamos.
Às vezes me pego pensando como tudo que vivi com a doença e a morte da mamãe mudou a maneira como eu enxergo a vida, as pessoas, como valorizo a presença delas a meu lado.
Depois de tudo que aconteceu, pude reconhecer o que é ter um problema de verdade (coisa que muita gente acha que tem por desconhecer o que é). Às vezes, me sinto feliz por ter como "problema" o trabalho que tinha que fazer e deu errado, ou a briga que tive com minha irmã ou a chateação por ter falhado em algo importante ou o excesso de cobrança e de coisas a fazer.
Algumas vezes sou mal compreendida. As pessoas acham que eu exijo muita atenção porque eu sou carente e um pouco egoísta. Mas, na verdade, acho que inconscientemente pesa bastante para mim saber que o momento é fugaz, que posso estar ao lado de alguém hoje e não estar amanhã.
Com tudo que passei durante minha vida, fui aprendendo que algumas oportunidades são únicas e não devemos disperdisá-las quando se trata de pessoas.
Incrível!
Como é fácil quebrar as promessas que fazemos para nós mesmos...
Posts diários novamente! Nada como o ócio para me fazer divagar sobre coisas da vida e tornar consciente sentimentos não muito bem aceitos.
Incrível!
Quando escrevo alguma coisa porque quero que alguém leia, não lê.
Quando escrevo sabendo que determinada pessoa não vai ler (pelo menos antes de eu conversar com ela), ela lê e... aiaiaiai
Incrível!
Como o tempo passa.
Como as coisas passam.
Como as pessoas mudam e nosso sentimento em relação a elas também.
Como a vida segue seu rumo apesar de todas as suas adversidades e como passamos a valorizar certas coisas que antes desprezávamos.
Às vezes me pego pensando como tudo que vivi com a doença e a morte da mamãe mudou a maneira como eu enxergo a vida, as pessoas, como valorizo a presença delas a meu lado.
Depois de tudo que aconteceu, pude reconhecer o que é ter um problema de verdade (coisa que muita gente acha que tem por desconhecer o que é). Às vezes, me sinto feliz por ter como "problema" o trabalho que tinha que fazer e deu errado, ou a briga que tive com minha irmã ou a chateação por ter falhado em algo importante ou o excesso de cobrança e de coisas a fazer.
Algumas vezes sou mal compreendida. As pessoas acham que eu exijo muita atenção porque eu sou carente e um pouco egoísta. Mas, na verdade, acho que inconscientemente pesa bastante para mim saber que o momento é fugaz, que posso estar ao lado de alguém hoje e não estar amanhã.
Com tudo que passei durante minha vida, fui aprendendo que algumas oportunidades são únicas e não devemos disperdisá-las quando se trata de pessoas.
Incrível!
Como é fácil quebrar as promessas que fazemos para nós mesmos...
quinta-feira, 17 de março de 2005
Finalmente resolvi fazer alguma outra disciplina com outro curso da Universidade (afinal, estou numa UNIVERSIDADE, com oportunidades homéricas de estudar o que eu quiser e fico, como a maioria, restrita às aulas, muitas vezes péssimas, da Medicina).
Estou fazendo Psicologia do Ajustamento com a Fonoaudiologia. Foi a melhor decisão que eu podia ter tomado na minha vida!
Impressionante como as pessoas são diferentes, interessantes, mais "humanas"... Cheguei lá super tímida, com aquele sentimento de "sou odiada por fazer medicina, e agora?".
As alunas, me trataram super bem, ficaram curiosas para saber quem eu era, de onde eu vinha e, aparentemente, felizes por ter alguém "nova" na turma (bem diferente dos estudantes de medicina que, quando surge alguém desconhecido na sala, simplesmente o ignoram no começo e depois começam a reclamar que o "estranho" está roubando lugares na sala, que está tumultuando a aula...).
A professora é esquisita. Bem despojada e desbocada, estava vestida como hippie, falava palavrão, falava de seu sentimento em relação ao curso, a psicologia, parava no meio da aula para conversar com colegas de trabalho que passavam na porta... doidinha. Bem diferente dos professores "robôs" da medicina, que são intocáveis, se vestem impecavelmente, falam de modo formal, não suam, não sentem, não tem defeitos nem fraquezas, não tem amigos (apenas rivais), não fazem nada que pareça minimamente humano...
Durante minhas simplistas comparações no decorrer da aula, conclui que a medicina é a ciência do fingimento, do parecer perfeito, do esconder dificuldades e frustrações, do manter a distância e o anonimato. Do não ser humano.
E isso se reflete na relação médico-paciente. A maioria dos médicos, na frente dos pacientes, faz de tudo para parecer perfeito, aquele que tudo sabe, que não tem defeitos, que faz questão de manter a distância, porque, afinal de contas, ele está num nível superior, ele é profissional, ele é médico, ele não é humano.
Para mim, está mais do que provado que a relação professor-aluno, o exemplo que os professores representam dentro e fora da sala de aula, se reflete posteriormente na relação médico-paciente desse aluno. Sendo os atuais cursos de medicina ministrados por "não-humanos", os médicos formados, em sua maioria, se tornam "não-humanos" também.
Mas, voltando ao curso. Logo de cara, me impressionei com o fato de eu não ter me questionado sobre o que era essa disciplina. Simplesmente vi que ela era na Psico, que meu horário batia e fui fazer. Eu dizia para as pessoas: ?Vou fazer Psicologia do Ajustamento?. E elas diziam: ?Ah... e o que que isso quer dizer? É curso de que exatamente?? e eu respondia qualquer coisa que me vinha na cabeça na hora e nem pensava direito a respeito.
A primeira coisa que a professora perguntou ao iniciar a aula foi justamente isso: significado de Psicologia, significado de Ajustamento e o que seria um curso de Psicologia do Ajustamento. Ela nos fez discutir e refletir a respeito.
Foi aí que percebi o quanto eu caí de pára-quedas na aula, sem fazer idéia do que era. Eu simplesmente queria fazer um curso diferente, parti do princípio de que tudo tem um lado bom e fui. Se as qualidades do que eu encontrasse pesassem mais do que o lado ruim, eu ficava (assim como se baseiam todas as decisões de nossa vida). Foi a melhor escolha que eu poderia ter feito nesse momento.
Estou numa fase de muitas mudanças e profundos questionamentos do que eu realmente quero, do que eu valorizo, uma busca pelos meus valores pré-medicina (pré tentativa de me convencerem que deixar de ser humano é o melhor se eu quiser ser médica).
Ajustamento. Percebi que por vezes (cada vez com mais freqüência) tenho me anulado para me "ajustar". Me sinto diferente da maioria das pessoas que me rodeiam na medicina. Me sinto um ET. E, por vezes, me surpreendo agindo de forma que eu não agiria se não tivesse sobre determinadas "pressões", simplesmente para me sentir incluída, para me sentir mais parecida.
Eu, por vezes, realmente me sinto pressionada (não só em sala de aula mas na convivência com meus colegas também) a deixar de ser humana para me tornar profissional, para me tornar uma "engenheira do corpo".
"Deixar de ser humano para ser médico...? Como assim???
Ué, você não vai ser médico? Então, você tem que se manter emocionalmente afastado do seu paciente. Você não pode sentir dor, nem frustração, nem alegria, nem prazer... nada. Você tem que estar sempre impecável, físico e moralmente (pelo menos na aparência). Você não pode suar, porque seu paciente vai achar que você não toma banho (afinal, ele é burro e não entende que você está trabalhando há horas naquela salinha quente, atendendo milhares de pessoas por minuto). Ou seja, você tira de você tudo que é humano, tudo que te aproxima do seu paciente, ?sobe? para um outro patamar quase divino e, assim, sua consulta será perfeita e você poderá cobrar centenas de reais por ela. Você não vai sofrer, vai tratar seu paciente sem interagir com ele (não criando vínculos) e ainda vai encher o bolso... Não é perfeito?"
Ajustamento. Isso é uma tentativa (que muitas vezes dá certo, infelizmente) de ajustar, moldar as pessoas sem considerar o que elas são, numa concepção pensada por alguém em algum momento da vida e que se tornou uma verdade absoluta, que se tornou ?a maneira adequada?.
É assim que eu acho que o curso de medicina está hoje...
Estou fazendo Psicologia do Ajustamento com a Fonoaudiologia. Foi a melhor decisão que eu podia ter tomado na minha vida!
Impressionante como as pessoas são diferentes, interessantes, mais "humanas"... Cheguei lá super tímida, com aquele sentimento de "sou odiada por fazer medicina, e agora?".
As alunas, me trataram super bem, ficaram curiosas para saber quem eu era, de onde eu vinha e, aparentemente, felizes por ter alguém "nova" na turma (bem diferente dos estudantes de medicina que, quando surge alguém desconhecido na sala, simplesmente o ignoram no começo e depois começam a reclamar que o "estranho" está roubando lugares na sala, que está tumultuando a aula...).
A professora é esquisita. Bem despojada e desbocada, estava vestida como hippie, falava palavrão, falava de seu sentimento em relação ao curso, a psicologia, parava no meio da aula para conversar com colegas de trabalho que passavam na porta... doidinha. Bem diferente dos professores "robôs" da medicina, que são intocáveis, se vestem impecavelmente, falam de modo formal, não suam, não sentem, não tem defeitos nem fraquezas, não tem amigos (apenas rivais), não fazem nada que pareça minimamente humano...
Durante minhas simplistas comparações no decorrer da aula, conclui que a medicina é a ciência do fingimento, do parecer perfeito, do esconder dificuldades e frustrações, do manter a distância e o anonimato. Do não ser humano.
E isso se reflete na relação médico-paciente. A maioria dos médicos, na frente dos pacientes, faz de tudo para parecer perfeito, aquele que tudo sabe, que não tem defeitos, que faz questão de manter a distância, porque, afinal de contas, ele está num nível superior, ele é profissional, ele é médico, ele não é humano.
Para mim, está mais do que provado que a relação professor-aluno, o exemplo que os professores representam dentro e fora da sala de aula, se reflete posteriormente na relação médico-paciente desse aluno. Sendo os atuais cursos de medicina ministrados por "não-humanos", os médicos formados, em sua maioria, se tornam "não-humanos" também.
Mas, voltando ao curso. Logo de cara, me impressionei com o fato de eu não ter me questionado sobre o que era essa disciplina. Simplesmente vi que ela era na Psico, que meu horário batia e fui fazer. Eu dizia para as pessoas: ?Vou fazer Psicologia do Ajustamento?. E elas diziam: ?Ah... e o que que isso quer dizer? É curso de que exatamente?? e eu respondia qualquer coisa que me vinha na cabeça na hora e nem pensava direito a respeito.
A primeira coisa que a professora perguntou ao iniciar a aula foi justamente isso: significado de Psicologia, significado de Ajustamento e o que seria um curso de Psicologia do Ajustamento. Ela nos fez discutir e refletir a respeito.
Foi aí que percebi o quanto eu caí de pára-quedas na aula, sem fazer idéia do que era. Eu simplesmente queria fazer um curso diferente, parti do princípio de que tudo tem um lado bom e fui. Se as qualidades do que eu encontrasse pesassem mais do que o lado ruim, eu ficava (assim como se baseiam todas as decisões de nossa vida). Foi a melhor escolha que eu poderia ter feito nesse momento.
Estou numa fase de muitas mudanças e profundos questionamentos do que eu realmente quero, do que eu valorizo, uma busca pelos meus valores pré-medicina (pré tentativa de me convencerem que deixar de ser humano é o melhor se eu quiser ser médica).
Ajustamento. Percebi que por vezes (cada vez com mais freqüência) tenho me anulado para me "ajustar". Me sinto diferente da maioria das pessoas que me rodeiam na medicina. Me sinto um ET. E, por vezes, me surpreendo agindo de forma que eu não agiria se não tivesse sobre determinadas "pressões", simplesmente para me sentir incluída, para me sentir mais parecida.
Eu, por vezes, realmente me sinto pressionada (não só em sala de aula mas na convivência com meus colegas também) a deixar de ser humana para me tornar profissional, para me tornar uma "engenheira do corpo".
"Deixar de ser humano para ser médico...? Como assim???
Ué, você não vai ser médico? Então, você tem que se manter emocionalmente afastado do seu paciente. Você não pode sentir dor, nem frustração, nem alegria, nem prazer... nada. Você tem que estar sempre impecável, físico e moralmente (pelo menos na aparência). Você não pode suar, porque seu paciente vai achar que você não toma banho (afinal, ele é burro e não entende que você está trabalhando há horas naquela salinha quente, atendendo milhares de pessoas por minuto). Ou seja, você tira de você tudo que é humano, tudo que te aproxima do seu paciente, ?sobe? para um outro patamar quase divino e, assim, sua consulta será perfeita e você poderá cobrar centenas de reais por ela. Você não vai sofrer, vai tratar seu paciente sem interagir com ele (não criando vínculos) e ainda vai encher o bolso... Não é perfeito?"
Ajustamento. Isso é uma tentativa (que muitas vezes dá certo, infelizmente) de ajustar, moldar as pessoas sem considerar o que elas são, numa concepção pensada por alguém em algum momento da vida e que se tornou uma verdade absoluta, que se tornou ?a maneira adequada?.
É assim que eu acho que o curso de medicina está hoje...
segunda-feira, 7 de março de 2005
Engraçado como a vida tem altos e baixos...
Será que só minha vida é tão instável ou a de todo mundo é assim?
Um dia está tudo muito bem, tudo às mil maravilhas. No dia seguinte já está tudo um inferno...
Não que eu esteja reclamando da minha vida nesse momento (não estou num momento de inferno), mas estou me questionando com toda essa instabilidade.
Nesse momento, estou vivendo sim alguns problemas: um grave familiar; outro meia-boca no Centro Acadêmico (estou com um pé fora de lá - estou decepcionada com a gestão atual e totalmente desacreditada que pode dar certo); estou de TPM (mas com esperanças que em breve resolverei esse problema).
Meu namoro, depois de momentos conturbados e muitos questionamentos, está muito bem.
Estou, para variar, sobrecarregada com as responsabilidades que assumi na faculdade (estudo, reuniões, reforma curricular, graduação...), mas estou mudando minha postura e com boas perspectivas de começar a treinar esportes (talvez atletismo, soft e, quem sabe, rugby), fazer natação no SESC, ler livros diferentes, fazer dança...
Sei lá. Coisas boas e coisas ruins estão acontecendo e equilibrando meu momento atual. Mas sei que não por muito tempo.
Daqui a pouco estarei radiante com alguma coisa maravilhosa que acontecer. Logo depois estarei tristérrima com outra e assim a vida segue.
Será que só minha vida é tão instável ou a de todo mundo é assim?
Um dia está tudo muito bem, tudo às mil maravilhas. No dia seguinte já está tudo um inferno...
Não que eu esteja reclamando da minha vida nesse momento (não estou num momento de inferno), mas estou me questionando com toda essa instabilidade.
Nesse momento, estou vivendo sim alguns problemas: um grave familiar; outro meia-boca no Centro Acadêmico (estou com um pé fora de lá - estou decepcionada com a gestão atual e totalmente desacreditada que pode dar certo); estou de TPM (mas com esperanças que em breve resolverei esse problema).
Meu namoro, depois de momentos conturbados e muitos questionamentos, está muito bem.
Estou, para variar, sobrecarregada com as responsabilidades que assumi na faculdade (estudo, reuniões, reforma curricular, graduação...), mas estou mudando minha postura e com boas perspectivas de começar a treinar esportes (talvez atletismo, soft e, quem sabe, rugby), fazer natação no SESC, ler livros diferentes, fazer dança...
Sei lá. Coisas boas e coisas ruins estão acontecendo e equilibrando meu momento atual. Mas sei que não por muito tempo.
Daqui a pouco estarei radiante com alguma coisa maravilhosa que acontecer. Logo depois estarei tristérrima com outra e assim a vida segue.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Fui atropelada por um caminhão chamado desilusão.
Acontece às vezes para eu me lembrar que nada na vida será sempre azul...
Acontece para que eu volte a mim, me reencontre.
Para que eu aprenda.
Para que eu nunca me esqueça que a solidão não é um castigo.
Que é uma realidade.
Não necessariamente ruim.
Apenas uma realidade.
A vida é assim.
Não sei se a vida de todo mundo
mas a minha é...
Acontece às vezes para eu me lembrar que nada na vida será sempre azul...
Acontece para que eu volte a mim, me reencontre.
Para que eu aprenda.
Para que eu nunca me esqueça que a solidão não é um castigo.
Que é uma realidade.
Não necessariamente ruim.
Apenas uma realidade.
A vida é assim.
Não sei se a vida de todo mundo
mas a minha é...
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
Passei o fim do ano passado e o início desse ano voltada para preparar os eventos para receber os calouros.
Trabalhei pra caramba, fui a milhares de reuniões, conversei com todo tipo de gente (diretores e chefes, secretárias que se acham chefes, professores, faxineiros, médicos, jornalistas, designers, arquitetos... pessoas agradáveis e outras desagradáveis), arrumei móveis, escrevi textos, mandei fazer camisetas, organizei pastas com brindes, pedi patrocínios e verbas, corri atrás de mesas, orientei os calouros do ano passado quanto ao trabalho desse ano... enfim, fiz de tudo um pouco, me tornei a referência para tudo relacionado à recepção.
Ontem, dia da matrícula dos calouros, primeiro dia em que as coisas acontecem, aconteceu o inesperado: peguei uma GECA, fiquei o dia todo com uma dor de cabeça horrível, tive febre, diarréia, não podia comer... ou seja, não aproveitei nada, não ajudei no apadrinhamento, muito menos na barraca do Centro Acadêmico que vendia camisetas e distribuía pastas.
Não tive a menor vontade de participar da bagunça, da festa, de conhecer os calouros (tive vontade de dar uma passada na atlética, onde acontecia a cervejada, mas acabei não indo). Só fiquei reclamando o dia todo, toda molenga e manhosa.
Que droga! Por que as coisas são assim?
Estou com um sentimento de que não tem mais graça receber os calouros e fazer tanta festa (já fiz isso ano passado), mas não sei se essa sensação é pela doença e pelo cansaço ou se é um sentimento real (que, aliás, o pessoal da minha turma já teve e por isso não se envolveu em quase nada esse ano).
Não sei o que é real e o que não é. Só sei que nessa coisa toda, nessa trabalheira desgraçada (que vai se estender até a semana de recepção - de 28/02 a 04/03), percebi que não quero cargo de liderança, coloquei em dúvida o trabalho no e do Centro Acadêmico e estou cansada, muuuito cansada.
Trabalhei pra caramba, fui a milhares de reuniões, conversei com todo tipo de gente (diretores e chefes, secretárias que se acham chefes, professores, faxineiros, médicos, jornalistas, designers, arquitetos... pessoas agradáveis e outras desagradáveis), arrumei móveis, escrevi textos, mandei fazer camisetas, organizei pastas com brindes, pedi patrocínios e verbas, corri atrás de mesas, orientei os calouros do ano passado quanto ao trabalho desse ano... enfim, fiz de tudo um pouco, me tornei a referência para tudo relacionado à recepção.
Ontem, dia da matrícula dos calouros, primeiro dia em que as coisas acontecem, aconteceu o inesperado: peguei uma GECA, fiquei o dia todo com uma dor de cabeça horrível, tive febre, diarréia, não podia comer... ou seja, não aproveitei nada, não ajudei no apadrinhamento, muito menos na barraca do Centro Acadêmico que vendia camisetas e distribuía pastas.
Não tive a menor vontade de participar da bagunça, da festa, de conhecer os calouros (tive vontade de dar uma passada na atlética, onde acontecia a cervejada, mas acabei não indo). Só fiquei reclamando o dia todo, toda molenga e manhosa.
Que droga! Por que as coisas são assim?
Estou com um sentimento de que não tem mais graça receber os calouros e fazer tanta festa (já fiz isso ano passado), mas não sei se essa sensação é pela doença e pelo cansaço ou se é um sentimento real (que, aliás, o pessoal da minha turma já teve e por isso não se envolveu em quase nada esse ano).
Não sei o que é real e o que não é. Só sei que nessa coisa toda, nessa trabalheira desgraçada (que vai se estender até a semana de recepção - de 28/02 a 04/03), percebi que não quero cargo de liderança, coloquei em dúvida o trabalho no e do Centro Acadêmico e estou cansada, muuuito cansada.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005
Pensei em tantos textos bons para escrever aqui no blog, mas com toda a agitação da semana, volta às aulas, trabalho no CA... acabei não tendo tempo. E agora que posso, já esqueci tudo que queria escrever.
A única coisa que ainda lembro é que queria tecer um comentário a respeito do Projeto Rondon e uns textos do assunto que andei pesquisando... mas... deixa pra lá. Agora já passou a agitação do momento e não sinto mais o apreço.
Estou me sentindo vazia...
A única coisa que ainda lembro é que queria tecer um comentário a respeito do Projeto Rondon e uns textos do assunto que andei pesquisando... mas... deixa pra lá. Agora já passou a agitação do momento e não sinto mais o apreço.
Estou me sentindo vazia...
quarta-feira, 29 de dezembro de 2004
Queria escrever... mas estou morrendo de preguiça e estou precisando arrumar meu quarto.
Então só passei para dar um oi e deixar registrado que:
1) Apesar de tudo, meu natal foi bastante agradável. Meu pai fez uma pequena ceia para a gente, conversamos à beça (eu e meus irmãos) e eu nem precisei passar perto da televisão.
2) Pela primeira vez na minha vida, vou passar o Ano Novo longe da minha família. Pela primeira vez vou viajar com pessoas que não conheço direito, para um lugar que não faço idéia de onde seja.
Estou morrendo de medo. Mas acho que vai ser bem divertido.
Uma hora tinha que cortar o cordão umbilical, não é?
Só acho que é meio cedo para minha irmã menor sentir esse corte...
Enfim, assim é a vida.
Então só passei para dar um oi e deixar registrado que:
1) Apesar de tudo, meu natal foi bastante agradável. Meu pai fez uma pequena ceia para a gente, conversamos à beça (eu e meus irmãos) e eu nem precisei passar perto da televisão.
2) Pela primeira vez na minha vida, vou passar o Ano Novo longe da minha família. Pela primeira vez vou viajar com pessoas que não conheço direito, para um lugar que não faço idéia de onde seja.
Estou morrendo de medo. Mas acho que vai ser bem divertido.
Uma hora tinha que cortar o cordão umbilical, não é?
Só acho que é meio cedo para minha irmã menor sentir esse corte...
Enfim, assim é a vida.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
Sim, eu deveria estar estudando mas não estou.
Passei o dia todo estudando (exceto de manhã que fiquei numa reunião que parecia que nunca ia acabar).
Eu estava morrendo de medo de ser reprovada novamente nessa matéria mas agora à noite, me matando de estudar me senti mais segura, acho que estou sabendo o suficiente para passar e ainda tenho amanhã de manhã para estudar um pouco mais. Então, resolvi fazer um intervalinho para escrever no blog.
Queria contar uma cena bizarra (?) que presenciei esses dias. Eu estava subindo uma rua perto do hospital, quando vi uma aglomeração de pessoas. Chegando mais perto, percebi que tinha uma mulher caída. Com toda responsabilidade que o "título" estudante de medicina me dá, meu primeiro impulso foi de ir até lá para tentar ajudar. Porém, quando me aproximei um pouco mais, percebi que havia um médico lá já e ele parecia tranquilo, não parecia precisar de ajuda.
Continuei, então, subindo a rua e olhando para a situação.
Demorou alguns segundos para "cair minha ficha" do que estava acontecendo: a mulher no chão estava passando mal (mas estava consciente), havia uma outra segurando-a e o médico estava, simplesmente parado em pé ao lado das duas dando ordens, dizendo faça assim, faça assado.
Eu já tinha visto algo muito parecido quando estive no PS da Santa Casa de São Carlos. Chegou uma emergência, os enfermeiros se desdobravam em mil para agir e o médico só parado do lado dando ordens, sem nem tocar, sem nem se alterar (sei lá se isso é um procedimento padrão, acho que é assim mesmo).
Mas, na rua, lidando com pessoas comuns, que não estão acostumadas... achei no mínimo desumando da parte dele não se abaixar para ajudar as duas mulheres.
Enfim, eu também não voltei lá para perguntar se queriam alguma coisa. Não posso falar nada. Mas achei tudo isso muito estranho, muito bizarro e fiquei com medo de acabar me tornando igual a ele, e fiquei angustiada por ter visto isso e não ter feito nada...
Passei o dia todo estudando (exceto de manhã que fiquei numa reunião que parecia que nunca ia acabar).
Eu estava morrendo de medo de ser reprovada novamente nessa matéria mas agora à noite, me matando de estudar me senti mais segura, acho que estou sabendo o suficiente para passar e ainda tenho amanhã de manhã para estudar um pouco mais. Então, resolvi fazer um intervalinho para escrever no blog.
Queria contar uma cena bizarra (?) que presenciei esses dias. Eu estava subindo uma rua perto do hospital, quando vi uma aglomeração de pessoas. Chegando mais perto, percebi que tinha uma mulher caída. Com toda responsabilidade que o "título" estudante de medicina me dá, meu primeiro impulso foi de ir até lá para tentar ajudar. Porém, quando me aproximei um pouco mais, percebi que havia um médico lá já e ele parecia tranquilo, não parecia precisar de ajuda.
Continuei, então, subindo a rua e olhando para a situação.
Demorou alguns segundos para "cair minha ficha" do que estava acontecendo: a mulher no chão estava passando mal (mas estava consciente), havia uma outra segurando-a e o médico estava, simplesmente parado em pé ao lado das duas dando ordens, dizendo faça assim, faça assado.
Eu já tinha visto algo muito parecido quando estive no PS da Santa Casa de São Carlos. Chegou uma emergência, os enfermeiros se desdobravam em mil para agir e o médico só parado do lado dando ordens, sem nem tocar, sem nem se alterar (sei lá se isso é um procedimento padrão, acho que é assim mesmo).
Mas, na rua, lidando com pessoas comuns, que não estão acostumadas... achei no mínimo desumando da parte dele não se abaixar para ajudar as duas mulheres.
Enfim, eu também não voltei lá para perguntar se queriam alguma coisa. Não posso falar nada. Mas achei tudo isso muito estranho, muito bizarro e fiquei com medo de acabar me tornando igual a ele, e fiquei angustiada por ter visto isso e não ter feito nada...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Momento raro: estou sem fazer nada. Ohhhh
Na verdade, não é porque eu não tenha nada para fazer (tenho milhares de coisas acumuladas esperando minha mãozinha para realizá-las) mas é que hoje é sexta-feira, já corri o dia todo. Então, nesse meio tempo, fico aqui, sem fazer nada de útil, só passando o tempo e aproveitando para descansar.
Aliás, hoje dei uma mancada péssima. Fiquei de levar um documento elaborado, com todos os dados levantados, para uma reunião às 17h. Só que ontem à noite fui chamada para um processo de seleção para um estágio que aconteceria hoje às 16h. Na correria de arrumar currículo, resolver todas as coisas, pedi para uma amiga preparar o documento. Primeiro ela me disse que faria, depois, quando eu estava desesperada porque não daria tempo de terminar o currículo, ela vem me dizer que vai para casa dela estudar para a prova de amanhã e não vai na reunião (nem sabia onde estava o documento).
Acabou que ninguém preparou o tal, nenhum dos 3 responsáveis pelo assunto (eu, ela e um outro amigo nosso) foi na reunião e todos os outros, que esperavam por esse documento, ficaram putos (com razão) porque não poderiam fazer nada sem ele.
Sei lá se foi culpa minha: talvez sim porque eu poderia ter me esforçado um pouco mais, ter feito o documento com antecedência e ter passado para alguém que eu sabia que iria na reunião com certeza; por outro lado, eu estava sobrecarregada com todas as coisas da graduação, do centro acadêmico, tinha prova e ainda estava triste porque essa semana fez um ano que minha mãe morreu e eu simplesmente não sabia como lidar com esse sentimento, com essa situação.
Bom, acho que semana que vem, que só tenho uma prova dá para resolver esse problema do documento apesar das milhares de reuniões e de outros problemas que adiei a resolução para essa próxima semana.
Férias??? O que é isso mesmo???
Na verdade, não é porque eu não tenha nada para fazer (tenho milhares de coisas acumuladas esperando minha mãozinha para realizá-las) mas é que hoje é sexta-feira, já corri o dia todo. Então, nesse meio tempo, fico aqui, sem fazer nada de útil, só passando o tempo e aproveitando para descansar.
Aliás, hoje dei uma mancada péssima. Fiquei de levar um documento elaborado, com todos os dados levantados, para uma reunião às 17h. Só que ontem à noite fui chamada para um processo de seleção para um estágio que aconteceria hoje às 16h. Na correria de arrumar currículo, resolver todas as coisas, pedi para uma amiga preparar o documento. Primeiro ela me disse que faria, depois, quando eu estava desesperada porque não daria tempo de terminar o currículo, ela vem me dizer que vai para casa dela estudar para a prova de amanhã e não vai na reunião (nem sabia onde estava o documento).
Acabou que ninguém preparou o tal, nenhum dos 3 responsáveis pelo assunto (eu, ela e um outro amigo nosso) foi na reunião e todos os outros, que esperavam por esse documento, ficaram putos (com razão) porque não poderiam fazer nada sem ele.
Sei lá se foi culpa minha: talvez sim porque eu poderia ter me esforçado um pouco mais, ter feito o documento com antecedência e ter passado para alguém que eu sabia que iria na reunião com certeza; por outro lado, eu estava sobrecarregada com todas as coisas da graduação, do centro acadêmico, tinha prova e ainda estava triste porque essa semana fez um ano que minha mãe morreu e eu simplesmente não sabia como lidar com esse sentimento, com essa situação.
Bom, acho que semana que vem, que só tenho uma prova dá para resolver esse problema do documento apesar das milhares de reuniões e de outros problemas que adiei a resolução para essa próxima semana.
Férias??? O que é isso mesmo???
segunda-feira, 29 de novembro de 2004
Só passei para dar um "oi".
Essas duas próximas semanas vão ser super puxadas para mim: tenho várias provas, trabalhos e reuniões... Aliás, agora estou estudando para a prova sub de radiologia. Mó legal!
Nesse momento, minha vida está perfeita: consegui ajudar minha amiga; fui para o Congresso e foi muuuito bom (apesar de ter tido que dormir no chão, tomar banho frio todos os dias e passar fome - eita cidadezinha ruinzinha), meu "chefe", admirado e aclamado por muitos presentes lá, apresentou de maneira brilhante (e dando ênfase à importância da participação dos alunos - eu e o Bru) o trabalho que estamos fazendo juntos (os gráficos que me roubaram tantos finais de semana) e foi o maior sucesso; almocei com minha madrinha hoje e foi maravilhoso; eu tinha duas reuniões hoje às 17h30 - fiquei nas duas e fugi das duas (perfeito!).
Agora vou voltar aos estudos porque preciso passar nessa matéria (e porque também estou me divertindo bastante tentando decifrar raios x, tomos, ressonâncias e ultra-sons).
Essas duas próximas semanas vão ser super puxadas para mim: tenho várias provas, trabalhos e reuniões... Aliás, agora estou estudando para a prova sub de radiologia. Mó legal!
Nesse momento, minha vida está perfeita: consegui ajudar minha amiga; fui para o Congresso e foi muuuito bom (apesar de ter tido que dormir no chão, tomar banho frio todos os dias e passar fome - eita cidadezinha ruinzinha), meu "chefe", admirado e aclamado por muitos presentes lá, apresentou de maneira brilhante (e dando ênfase à importância da participação dos alunos - eu e o Bru) o trabalho que estamos fazendo juntos (os gráficos que me roubaram tantos finais de semana) e foi o maior sucesso; almocei com minha madrinha hoje e foi maravilhoso; eu tinha duas reuniões hoje às 17h30 - fiquei nas duas e fugi das duas (perfeito!).
Agora vou voltar aos estudos porque preciso passar nessa matéria (e porque também estou me divertindo bastante tentando decifrar raios x, tomos, ressonâncias e ultra-sons).
quinta-feira, 18 de novembro de 2004
Não estou muito bem hoje...
Não estou nada bem desde ontem. Não sei o que está acontecendo. Estou irritada, estou elétrica, estou cansada, muito preguiçosa, não tenho comido direito, tenho dormido muito...
Tenho tanto medo da tal doença... alguns dizem que não tem cura, outros dizem "é lógico que tem". Os que dizem não ter cura afirmam que vc tem uma crise que dura cerca de 8/10 meses, depois passa, vc fica bem por um tempo, depois tem outra crise e assim vai vivendo a vida... a não ser que resolva se entupir de remédios e gastar rios de dinheiro com terapia.
Tudo tão incerto.
Não sei se estou apenas estressada pela montanha de coisas a fazer ou se já estou antecipando o sofrimento do "faz 1 ano"... Não consigo parar de pensar "há um ano atrás eu estava...".
Hoje corri o dia todo. Nossa! Que dia!
Às 8h eu tinha reunião no hospital mas não fui (outro sintoma: estou novamente faltando nos meus compromissos), levantei às 8h30 e fui lavar roupa. Saí de casa às 10h30, correndo. Passei na Secretaria de Graduação para ver se tínhamos conseguido fechar a grade horária para ano que vem e descobri que, na verdade, haviam surgido mais alguns problemas (que eu, como representante dos alunos, preciso ajudar a resolver). Falei: "ah, isso é fácil, a gente fala com o professor e resolve sem probelmas" - o maior fingimento! Mas quem sabe ela não fica mais tranquila e tenta resolver tudo sem mim...
Às 11h, fui para o "departamento" de Educação Médica (onde dizem que eu moro porque vivo "trabalhando" lá), encontrei a secretária e reclamei para ela que as confusões do ano passado para a recepção dos calouros estavam se repetindo, que estávamos rediscutindo tudo novamente, sem necessidade etc, etc, etc. Ela falou: "Também acho. Sabe o que vc faz? Leva a ata do ano passado, todas as informações que vc acha que não precisa rediscutir e apresenta. Aliás, vamos agora na sala do diretor executivo resolver algumas pendências". E lá estava eu, assumindo mais trabalho, e, pior, indo novamente me meter na diretoria...
Depois, fui à sala da minha orientadora para ver como estavam os slides da apresentação que eu não consegui fazer e que ela fez com a maior facilidade. Recebi a notícia: a apresentação do nosso projeto no Congresso vai ser na mesma hora da apresentação de um outro projeto dela mas em salas diferentes. Ou seja, ainda valendo as leis da física, ela não pode estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo... então, ela quer que eu apresente o projeto. Apresentação oral! Num Congresso (nunca nem assisti esse tipo de apresentação). Sobre um trabalho que eu nem entendo (muito menos concordo) por que será apresentado. Hahahaha. NÃO VOU!
Falei para ela que não tem como, que eu morro de medo de falar em público, que não me sinto segura... Mas ela insisti em dizer que não tem como ela estar em dois lugares ao mesmo tempo (o que até me parece um bom argumento). Me angustiei horrores com essa história, não sei o que fazer para me safar dessa, mas vou arrumar um jeito.
Enfim, nem tive muito tempo para pensar a respeito pois desci para o Centro Acadêmico e encotrei novos problemas para resolver.
Às 12h, já horrivelmente estressada, larguei tudo e fui almoçar com minha madrinha querida. Conversamos bastante (finalmente!), demos muita risada. Foi ótimo. Mas logo ela teve que ir trabalhar.
Voltei ao Centro Acadêmico. Assim que entrei meu celular tocou. Era minha amiga de infância, com quem eu não falava há meses. Fiquei tão feliz ao ouvir a voz dela, mas logo:
Eu: - E aí, mulher? Como vc está? Tudo bem?
Ela: - Não. Tudo péssimo.
E começou a me contar que a mãe dela piorou da doença que ela tem (que minha amiga ainda não sabe o que é). Ela está tendo surtos, perdeu completamente a noção de realidade, é violenta, acha que está sendo perseguida o tempo todo. Muito provavelmente, ela tem esquizo. Minha amiga largou toda a vida dela (a faculdade, o emprego) para cuidar da mãe mas ela só piora e agora está colocando a vida dela e da família em risco. Ela me ligou porque já não sabe mais o que fazer e precisa de ajuda.
Lá fui eu falar com todas as pessoas que conheço que sei que poderiam ajudar. Mas psiquiatras mesmo que era o necessário, não encontrei nenhum: "liga amanhã, por volta das 11h que a doutora vai estar aqui". Fiquei desesperada.
Liguei para uma outra amiga minha (minha companheira nas caças à PQs) e pedi que ela fosse comigo ao hospital, tentar conseguir falar com alguém. 5 minutos depois me aparece ela, branca feito a recém pintada parede do C.A., com o cabelo todo molhado e uma cara horrível. Sentei para conversar com ela e ela me contou que tinha acabado de vomitar novamente. Comeu pra caramba e vomitou tudo - de novo. Distúrbio alimentar, "fuga", depressão grave... já não sei mais o que fazer com ela.
Mesmo assim, carreguei ela para o hospital comigo (torcendo para, no caminho, encontrar a médica que tem cuidado dos "problemas gástricos" dela).
Mas não fui à psiquiatria. Fui à clínica médica pois precisava resolver os problemas com os remédios da minha vó (a irresponsável veio me dizer, no domingo, que o remédio dela tinha acabado - isso porque eu já expliquei mais de mil vezes que ela tem que me avisar pelo menos 3 dias antes). Corri de um lado para outro, extremamente elétrica, agitada (nessas alturas não conseguia mais nem pensar no que estava fazendo). Não encontrei a médica da minha amiga, mas resolvi o problema da minha avó e resolvi esperar até amanhã (de manhã, já que tem que ser assim com PQs) para encontrar algum psiquiatra.
Liguei para a minha amiga de infância, dei algumas orientações do tipo (se a coisa apertar, chama os bombeiros ou a polícia que eles vão saber o que fazer).
Dei mais umas corridas para resolver pequenas coisas da graduação e fui para a reunião do C.A. Ineditamente, eu tinha 4 pautas para discutir. Aguentei bravamente e consegui discutir 3 (uma boa média). Fui correndo jantar (faltava exatamente 2 minutos para o restaurante fechar). Pelo menos o jantar foi bem sossegado. Encontrei uns amigos e ficamos falando sobre Cabo Verde (terra de uma das minhas amigas da mesa). Ela nos ensinou que esse belo país africano é composto por 9 ilhas, com cerca de 500mil habitantes, sendo que a ilha mais populosa tem cerca de 120 mil. Chegamos à conclusão de que, se algum dia conseguirmos juntar os 1.200 dólares para visitar Cabo Verde, não podemos fazer nada de errado lá, senão o país inteiro fica sabendo em poucas horas (imagina só, se numa cidade "grande" do interior de São Paulo, você faz uma coisinha de nada e vira notícia, imagina num país como esse).
Enfim, voltei ao C.A. e descobri que minha vida estava virada de cabeça para baixo, que eu preciso conversar sobre isso com alguém que não vá me julgar nem dizer "é vc faz coisas demais" mas desmarquei minha terapia que seria amanhã (simplesmente porque não queria ir), que tenho zilhões de coisas a fazer e resolver antes de viajar para Vitória (sexta agora, à noite).
E aí, então?
Depois de surtar, ligar para minha madrinha e não conseguir falar, fazer drama com a Ju, uma das minhas grandes preocupações (que além de tudo, não fala mais comigo direito, mas, pelo menos, ainda passa para me dar tchau - ainda bem que vc passou, fiquei feliz em te ver!), tentar fazer as coisas e não conseguir... larguei tudo, me joguei no sofá do C.A. e fiquei assistindo tv.
Assisti ao filme "Garota Interrompida". Que droga! Por que justamente esse filme estava passando hoje, justamente a essa hora? Chorei horrores, sofri, me questionei se não sou assim que nem uma das loucas do hospício... Foi aí que me veio toda a lembrança da depressão, das teorias, das discussões, dos sintomas.
Terminei o filme e vim escrever. Eu precisava colocar essas coisas para fora... E me fez bem. Estou me sentindo melhor.
Mas, novamente volto a me questionar se não estou me expondo demais... se não deveria escrever isso à caneta e trancar no fundo de algum armário bem escondido.
Como sou complicada, paranóica, medrosa, melancólica...
"Louco é assim que nem pessoa 'normal', mas de maneira ampliada. Quem nunca gritou sem ter razão? Quem nunca quis ser criança para sempre? Quem nunca teve muito medo? Quem nunca mentiu e sentiu prazer em fazê-lo?..."
Não estou nada bem desde ontem. Não sei o que está acontecendo. Estou irritada, estou elétrica, estou cansada, muito preguiçosa, não tenho comido direito, tenho dormido muito...
Tenho tanto medo da tal doença... alguns dizem que não tem cura, outros dizem "é lógico que tem". Os que dizem não ter cura afirmam que vc tem uma crise que dura cerca de 8/10 meses, depois passa, vc fica bem por um tempo, depois tem outra crise e assim vai vivendo a vida... a não ser que resolva se entupir de remédios e gastar rios de dinheiro com terapia.
Tudo tão incerto.
Não sei se estou apenas estressada pela montanha de coisas a fazer ou se já estou antecipando o sofrimento do "faz 1 ano"... Não consigo parar de pensar "há um ano atrás eu estava...".
Hoje corri o dia todo. Nossa! Que dia!
Às 8h eu tinha reunião no hospital mas não fui (outro sintoma: estou novamente faltando nos meus compromissos), levantei às 8h30 e fui lavar roupa. Saí de casa às 10h30, correndo. Passei na Secretaria de Graduação para ver se tínhamos conseguido fechar a grade horária para ano que vem e descobri que, na verdade, haviam surgido mais alguns problemas (que eu, como representante dos alunos, preciso ajudar a resolver). Falei: "ah, isso é fácil, a gente fala com o professor e resolve sem probelmas" - o maior fingimento! Mas quem sabe ela não fica mais tranquila e tenta resolver tudo sem mim...
Às 11h, fui para o "departamento" de Educação Médica (onde dizem que eu moro porque vivo "trabalhando" lá), encontrei a secretária e reclamei para ela que as confusões do ano passado para a recepção dos calouros estavam se repetindo, que estávamos rediscutindo tudo novamente, sem necessidade etc, etc, etc. Ela falou: "Também acho. Sabe o que vc faz? Leva a ata do ano passado, todas as informações que vc acha que não precisa rediscutir e apresenta. Aliás, vamos agora na sala do diretor executivo resolver algumas pendências". E lá estava eu, assumindo mais trabalho, e, pior, indo novamente me meter na diretoria...
Depois, fui à sala da minha orientadora para ver como estavam os slides da apresentação que eu não consegui fazer e que ela fez com a maior facilidade. Recebi a notícia: a apresentação do nosso projeto no Congresso vai ser na mesma hora da apresentação de um outro projeto dela mas em salas diferentes. Ou seja, ainda valendo as leis da física, ela não pode estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo... então, ela quer que eu apresente o projeto. Apresentação oral! Num Congresso (nunca nem assisti esse tipo de apresentação). Sobre um trabalho que eu nem entendo (muito menos concordo) por que será apresentado. Hahahaha. NÃO VOU!
Falei para ela que não tem como, que eu morro de medo de falar em público, que não me sinto segura... Mas ela insisti em dizer que não tem como ela estar em dois lugares ao mesmo tempo (o que até me parece um bom argumento). Me angustiei horrores com essa história, não sei o que fazer para me safar dessa, mas vou arrumar um jeito.
Enfim, nem tive muito tempo para pensar a respeito pois desci para o Centro Acadêmico e encotrei novos problemas para resolver.
Às 12h, já horrivelmente estressada, larguei tudo e fui almoçar com minha madrinha querida. Conversamos bastante (finalmente!), demos muita risada. Foi ótimo. Mas logo ela teve que ir trabalhar.
Voltei ao Centro Acadêmico. Assim que entrei meu celular tocou. Era minha amiga de infância, com quem eu não falava há meses. Fiquei tão feliz ao ouvir a voz dela, mas logo:
Eu: - E aí, mulher? Como vc está? Tudo bem?
Ela: - Não. Tudo péssimo.
E começou a me contar que a mãe dela piorou da doença que ela tem (que minha amiga ainda não sabe o que é). Ela está tendo surtos, perdeu completamente a noção de realidade, é violenta, acha que está sendo perseguida o tempo todo. Muito provavelmente, ela tem esquizo. Minha amiga largou toda a vida dela (a faculdade, o emprego) para cuidar da mãe mas ela só piora e agora está colocando a vida dela e da família em risco. Ela me ligou porque já não sabe mais o que fazer e precisa de ajuda.
Lá fui eu falar com todas as pessoas que conheço que sei que poderiam ajudar. Mas psiquiatras mesmo que era o necessário, não encontrei nenhum: "liga amanhã, por volta das 11h que a doutora vai estar aqui". Fiquei desesperada.
Liguei para uma outra amiga minha (minha companheira nas caças à PQs) e pedi que ela fosse comigo ao hospital, tentar conseguir falar com alguém. 5 minutos depois me aparece ela, branca feito a recém pintada parede do C.A., com o cabelo todo molhado e uma cara horrível. Sentei para conversar com ela e ela me contou que tinha acabado de vomitar novamente. Comeu pra caramba e vomitou tudo - de novo. Distúrbio alimentar, "fuga", depressão grave... já não sei mais o que fazer com ela.
Mesmo assim, carreguei ela para o hospital comigo (torcendo para, no caminho, encontrar a médica que tem cuidado dos "problemas gástricos" dela).
Mas não fui à psiquiatria. Fui à clínica médica pois precisava resolver os problemas com os remédios da minha vó (a irresponsável veio me dizer, no domingo, que o remédio dela tinha acabado - isso porque eu já expliquei mais de mil vezes que ela tem que me avisar pelo menos 3 dias antes). Corri de um lado para outro, extremamente elétrica, agitada (nessas alturas não conseguia mais nem pensar no que estava fazendo). Não encontrei a médica da minha amiga, mas resolvi o problema da minha avó e resolvi esperar até amanhã (de manhã, já que tem que ser assim com PQs) para encontrar algum psiquiatra.
Liguei para a minha amiga de infância, dei algumas orientações do tipo (se a coisa apertar, chama os bombeiros ou a polícia que eles vão saber o que fazer).
Dei mais umas corridas para resolver pequenas coisas da graduação e fui para a reunião do C.A. Ineditamente, eu tinha 4 pautas para discutir. Aguentei bravamente e consegui discutir 3 (uma boa média). Fui correndo jantar (faltava exatamente 2 minutos para o restaurante fechar). Pelo menos o jantar foi bem sossegado. Encontrei uns amigos e ficamos falando sobre Cabo Verde (terra de uma das minhas amigas da mesa). Ela nos ensinou que esse belo país africano é composto por 9 ilhas, com cerca de 500mil habitantes, sendo que a ilha mais populosa tem cerca de 120 mil. Chegamos à conclusão de que, se algum dia conseguirmos juntar os 1.200 dólares para visitar Cabo Verde, não podemos fazer nada de errado lá, senão o país inteiro fica sabendo em poucas horas (imagina só, se numa cidade "grande" do interior de São Paulo, você faz uma coisinha de nada e vira notícia, imagina num país como esse).
Enfim, voltei ao C.A. e descobri que minha vida estava virada de cabeça para baixo, que eu preciso conversar sobre isso com alguém que não vá me julgar nem dizer "é vc faz coisas demais" mas desmarquei minha terapia que seria amanhã (simplesmente porque não queria ir), que tenho zilhões de coisas a fazer e resolver antes de viajar para Vitória (sexta agora, à noite).
E aí, então?
Depois de surtar, ligar para minha madrinha e não conseguir falar, fazer drama com a Ju, uma das minhas grandes preocupações (que além de tudo, não fala mais comigo direito, mas, pelo menos, ainda passa para me dar tchau - ainda bem que vc passou, fiquei feliz em te ver!), tentar fazer as coisas e não conseguir... larguei tudo, me joguei no sofá do C.A. e fiquei assistindo tv.
Assisti ao filme "Garota Interrompida". Que droga! Por que justamente esse filme estava passando hoje, justamente a essa hora? Chorei horrores, sofri, me questionei se não sou assim que nem uma das loucas do hospício... Foi aí que me veio toda a lembrança da depressão, das teorias, das discussões, dos sintomas.
Terminei o filme e vim escrever. Eu precisava colocar essas coisas para fora... E me fez bem. Estou me sentindo melhor.
Mas, novamente volto a me questionar se não estou me expondo demais... se não deveria escrever isso à caneta e trancar no fundo de algum armário bem escondido.
Como sou complicada, paranóica, medrosa, melancólica...
"Louco é assim que nem pessoa 'normal', mas de maneira ampliada. Quem nunca gritou sem ter razão? Quem nunca quis ser criança para sempre? Quem nunca teve muito medo? Quem nunca mentiu e sentiu prazer em fazê-lo?..."
sábado, 13 de novembro de 2004
Fazia tempo que eu não chorava...
Muito menos por uma besteira tão grande.
Minha orientadora pediu que eu preparasse os slides de uma apresentação que faremos num congresso semana que vem. E eu simplesmente não consegui fazer.
Não acho que essa pesquisa seja boa o suficiente para apresentar num congresso, não acho que eu saiba o suficiente para conseguir montá-la. Não consigo sequer escolher o mais importante, definir as prioridades, montar as tabelas. Nada.
Passei a tarde inteira tentando... até que comecei a chorar na frente do computador e desisti. Simplesmente decide não fazer. Liguei para ela e ela... riu. Disse que não valia a pena sofrer por isso, que era bobeira (sei que é bobeira porque esse congresso nem é tão importante mas meu sentimento de incapacidade foi tão angustiante que foi impossível ignorar).
Ela, sempre tão atenciosa, preocupada comigo, disse que sentaríamos juntas na terça e faríamos isso rapidinho sem problemas. Mas eu sei que ela tá sem tempo, cheia de problemas...
Enfim, por essas e outras que acredito realmente que já superei grande parte dos meus problemas. Sofrer por algo assim tão bobo, tão irrelevante é um bom indicativo de "cura".
Muito menos por uma besteira tão grande.
Minha orientadora pediu que eu preparasse os slides de uma apresentação que faremos num congresso semana que vem. E eu simplesmente não consegui fazer.
Não acho que essa pesquisa seja boa o suficiente para apresentar num congresso, não acho que eu saiba o suficiente para conseguir montá-la. Não consigo sequer escolher o mais importante, definir as prioridades, montar as tabelas. Nada.
Passei a tarde inteira tentando... até que comecei a chorar na frente do computador e desisti. Simplesmente decide não fazer. Liguei para ela e ela... riu. Disse que não valia a pena sofrer por isso, que era bobeira (sei que é bobeira porque esse congresso nem é tão importante mas meu sentimento de incapacidade foi tão angustiante que foi impossível ignorar).
Ela, sempre tão atenciosa, preocupada comigo, disse que sentaríamos juntas na terça e faríamos isso rapidinho sem problemas. Mas eu sei que ela tá sem tempo, cheia de problemas...
Enfim, por essas e outras que acredito realmente que já superei grande parte dos meus problemas. Sofrer por algo assim tão bobo, tão irrelevante é um bom indicativo de "cura".
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