domingo, 17 de outubro de 2004

Expectativa de uma semana cheia e difícil...
De repente um acontecimento pode mudar tudo.
E eu percebo que nada era tão importante assim, tudo pode ser deixado de lado se...

Uma das esperas mais longas da minha vida. Por que o telefone não toca logo?
Um telefonema pode mudar todo meu rumo... mas ele não toca.

E a expectativa de uma semana difícil se torna uma realidade. Já começou bem difícil!
Mas a expectativa por uma semana cheia, se torna pó. Pode ser uma semana vazia... e muito vazia.

sábado, 16 de outubro de 2004

Cultive a felicidade
Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
Só você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a cada manhã pelo milagre da vida.Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo".
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.
Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.
E descobrirá que...
Ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz!
(autor desconhecido)

terça-feira, 12 de outubro de 2004

Os comentários do meu post anterior me renderam boas reflexões...
1) "Se "toca" garota, se isso não é vida pra vc, acho q seu lugar não é na medicina, vai fazer outra coisa e dê lugar pra quem quer realmente aprender..."
Por que existe essa crença de que estudante de medicina tem que sofrer, tem que se matar, abrir mão de sua vida para ser um bom médico??? Se me matar de estudar não é vida para mim, então a Medicina não é vida para mim? Como assim?
Entrei na faculdade para me formar médica e não para ser uma estudante bitolada. Não acredito que formação se restrinja a aprender em detalhes toda a fisiologia e anatomia humana. Pelo contrário, acredito que uma boa formação em Medicina esteja mais próxima do contato com as pessoas, do saber ouvir, do sentir do que do conhecimento teórico (também importante, lógico, mas não único). Se para me tornar uma médica eu só precisasse me matar de estudar, não precisava entrar na faculdade. Viveria numa biblioteca estudando tudo relacionado, aprenderia e pronto. Conhecimento teórico, eu adiquiro nos livros facilmente em qualquer estágio do meu curso.

2) Sobre o equilíbrio, o "maneirar em ambos os lados" do qual a Julia falou... bem esse é o que eu busco constantemente mas é impossível nesse caso específico. Claro que posso continuar tendo uma vida social normal e, ao mesmo tempo, estudar e ir a todas as aulas. Mas não posso ver e falar com minha madrinha (uma vez por semana, que seja) e continuar indo a todas as aulas. Ela tem um horário estrito para estar na faculdade, e é exatamente o horário que eu estou em aula. Não dá mesmo! Poderíamos nos falar por telefone mas eu não tenho telefone fixo e ela está em contenção de gastos, não pode ficar ligando para meu celular. Poderíamos nos encontrar nos finais de semana, mas aí também entra a minha contenção de gastos e nossa necessidade de descanso. E-mail, ela quase não usa mais e, mesmo que usasse, não se compara a uma conversa.
Não tem jeito. Preciso dela (sim, sou dependente, apesar de ter tentado não me tornar, apesar de saber o quanto isso é ruim para mim); preciso estar envolvida nas atividades do Centro Acadêmico (que tanto consome meu tempo, minha paciência e até minha sanidade) porque amo aquele lugar; preciso estar envolvida com a Graduação, cumprir as responsabilidades que assumi, contribuir para que tenhamos um currículo melhor, ajudar nos problemas do dia-a-dia, pois aprendo muito sobre a vida, as relações humanas e políticas, porque gosto muito de fazer isso.

Conclusão (a qual finalmente chego): "Viver a vida com intensidade" significa para mim hoje não ser uma estudante séria mas uma acadêmica participativa, uma batalhadora e, paralelamente, uma pessoa feliz ao lado daqueles que amo, tendo tempo para meus amigos e sentindo que eles também tem tempo para mim.
Vou continuar no caminho que seguia, tentando estudar o necessário, aprendendo mais com a vida do que com os professores e sempre conhecendo o caminho para o aprendizado teórico, para que no dia que eu realmente precisar, conseguir encontrá-lo com facilidade, aprender e aplicá-lo.

terça-feira, 5 de outubro de 2004

Tenho tentado ser uma estudante séria.
Estou indo a todas as aulas, estudando várias coisas, aprendendo, tirando dúvidas... Até me sinto um pouco mais sabida.
Mas de que adianta isso se tenho que me privar de fazer certas coisas que tanto gosto??? Se me sinto tão triste por não ter mais tempo para conversar com minha madrinha tão querida...
Estou gostando de aprender, mas essa vida certinha, regrada, definitivamente, não é para mim!

Já decidi que amanhã não vou na aula prática de neuro, nem vou na discussão sobre Ref. Universitária.
Eu vou é visitar a minha madrinha para ver se conseguimos conversar um pouco mais do que os 2 minutos conturbados de hoje (foi o tempo de andarmos até o carro dela).
Antes de eu viajar, nos víamos todos os dias, conversávamos por horas a fio... agora, quando temos chance de nos vermos, ela está saindo (sempre chego tarde)... e só consigo acompanhá-la até o carro. Ô vida dura!!! Estou me sentindo como se tivesse voltado para o cursinho.
Definitivamente não é isso que quero para mim! Mesmo porque, depois, quando eu for interna e depois residente e depois médica, não vou poder escolher faltar, não vou ter várias opções.
Tenho que aproveitar agora, não é?!

sábado, 2 de outubro de 2004

Me acusam de ser utópica, de sempre sonhar com um mundo perfeito onde as pessoas são boas, têm respeito umas pelas outras, não se degladiam por dinheiro...
Dizem que lutar não vale a pena pois nunca vou alcançar essa perfeição que desejo, nunca vou chegar.
Muitas vezes já parei para pensar se vale ou não a pena, se quero ou não continuar lutando, muitas vezes abrindo mão de mim mesma, do meu momento presente...
Hoje tive a resposta definitiva: SIM, vale lutar sim, muito e sempre. "É minha utopia que me faz caminhar!".
Sonho, acredito, caminho em direção a isso. Pode ser que eu nunca chegue lá, mas com certeza, estou sempre progredindo, dando vários passos nessa direção.

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

Eu deveria estar estudando. Tenho três provas na semana que vem e ainda nem tenho idéia da matéria de duas delas (não fui nas aulas)... mas tenho a maior preguiça de sentar na frente do livro e começar. Falta de vergonha na cara!
Depois da minha última grande crise (na época do meu aniversário), decidi frear um pouco tantas atividades, tentar cuidar melhor de mim e de minha formação.
Larguei tudo e fui para São Carlos, participar do "estágio", conheci pessoas fantásticas, aprendi bastante sobre Saúde Pública, me senti muitíssimo motivada para continuar estudando e, principalmente, para trabalhar com isso.
Quando voltei, estava sem tantos projetos para tocar, sem tantas responsabilidades. Passei a ter minhas tardes e algumas noites livres... e aí, passei a andar feito uma barata tonta pela faculdade, procurando algo para fazer (cogitei algumas vezes a possibilidade de estudar, cheguei até a abrir o livro, mas minha preguiça foi consideravelmente maior).

Agora, eu deveria estar estudando, mas estou aqui escrevendo, depois de ter passado um tempão brincando com e-mails e construção de sites...

sexta-feira, 3 de setembro de 2004

Como é ruim esperar por uma mensagem que nunca chega...
Como é ruim não ter telefone para ter certeza de que as coisas não pioraram...

Meu aniversário passou. Finalmente!
Meus amigos se esforçaram para me dar o máximo de atenção, fiquei feliz com isso. Como é bom ter amigos! Mas à noite voltei a ficar só e chorei e reclamei da vida. Como sou injusta! Mas eu queria estar com minha mãe...

Ganhei um presente incrível: um reencontro casual com minha amiga de infância, que eu não via há 8 anos. Foi mágico! Foi lindo! Inacreditável!

Fiz uma loucura: aceitei uma viagem de última hora para um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas, para participar de algo que nem sei direito o que é. Mas acho que vai ser importante para mim. É um projeto do Ministério da Saúde, pretendo conhecer melhor o SUS, "crescer" mais.
Vou dia 06/09 e só volto dia 20/09 (provavelmente ficarei sem internet nesse tempo).

Como estou superficial...

domingo, 29 de agosto de 2004

Madrugada de sábado para domingo... e eu aqui, acordada feito uma coruja.
Vim da casa do meu pai hoje porque, além de não aguentar mais aquele lugar, tinha esperanças que minha amiga ia me ligar para combinarmos nosso passeio de amanhã... mas ela não se manifestou mais... vou acabar ficando em casa mofando, só pra variar.
Cheguei, jantei, passei na locadora e peguei "Dogville" para assistir com o pessoal que mora comigo.
Quando estava no meio da longuíssima coleção de trailers de filmes horríveis, uma amiga me ligou. Ela estava angústiada (para não dizer desesperada) por causa de um e-mail que eu tinha mandado para ela (nesse meu estado, agora constante, de estafa total, já não tenho muita noção do que faço). Como sou burra! Por que fiz isso com ela?
Tentei tranquilizá-la mas foi em vão. Escrevi outro e-mail me desculpando e espero que ela só leia na segunda-feira (gostaria muito que, no domingo, ela se mantivesse afastada do computador, "fonte" do problema, acho que isso faria melhor a ela do que apenas ler minhas desculpas).

Assisti ao filme, aliás, que filme é esse???! Que profundidade... muito pesado. E a frase que emiti no final: "acho que isso é representativo do mundo, a maioria das pessoas são assim, como os moradores dessa cidade e as excessões são as que mais sofrem, que acabam em coleiras". Muitíssimo triste. Realidade!

sábado, 21 de agosto de 2004

Que semana foi essa???
Quanto estresse! Quanta correria!!
Na quinta-feira entrei em estafa total. Surtei completamente. Eu tinha corrido o dia todo para fazer uma entrevista à noite (para uma matéria do jornal da faculdade) e, além de na última hora, várias coisas terem saído erradas, depois da entrevista descobri que a porcaria do meu gravador tinha parado de funcionar. Ou seja, foram gravados apensa os primeiros 15 minutos de uma entrevista de 1h30. Quase enlouqueci porque a matéria tem que estar pronta na segunda-feira, eu tenho péssima memória e ainda não teria como transcrever a entrevista como tínhamos pensado inicialmente.
Na sexta, tive que acordar às 6h para receber um amigo de Curitiba que queria conhecer a faculdade e fiquei até às 14h passeando com ele pela faculdade e pelo hospital. Quase morri de cansaço. Depois, sentei na frente do computador para tentar reestruturar a matéria e transcrever o pouco que tinha gravado. Trash! Eu mal conseguia raciocinar. As pessoas falavam comigo e eu respondia "ah, tá" sem nem ter ouvido.
Até que uma amiga me ligou. Contei para ela o que tinha acontecido e ela me deu bronca "Tá fazendo o que aí, então, vai para casa, dorme bastante e depois, quando você estiver descansada você reenicia o trabalho". Eu nem pensei duas vezes. Considerei que ela estava em melhores condições de decidir o que fazer e fui para casa.
Dormi das 16h30 até às 6h30 da manhã seguinte! Direto!!! Eu estava mesmo precisando descansar.
Mas logo que levantei já fui direto para o computador, para a minha matéria que vai ter que sair ótima!

Até agora a pouco eu estava trabalhando nela. Até que estou indo bem. Mas agora vou voltar para casa (estou na faculdade, na solidão desse enorme prédio vazio), descansar um pouco, comer e depois retomo a produção.
Espero que eu consiga terminar tudo antes de entrar em curto-circuito total... e, de preferência, dentro do prazo.

Por que que eu entro em tanta "roubada"???

quarta-feira, 18 de agosto de 2004

Deus existe mesmo!

Foi incrível o que me aconteceu hoje. Eu estava muito mal, por causa de um problema sério de uma amiga (eu tenho o péssimo costume de me envolver com o problema das pessoas e me dar mal). Estava desesperada, sem saber o que fazer.

Fiquei com outros amigos passando o tempo, tentei ajudar a arrumar uns sites, queria me distrair, queria pensar em outras coisas mas era impossível esquecer o desespero que vi naqueles olhinhos lindos...
Fui andar um pouco, encontrei uma roda de amigos e parei para conversar. Aos poucos eles foram saindo e acabou que ficamos apenas a R* e eu. Ela percebeu que eu estava mal, perguntou o que tinha acontecido. Eu expliquei que não podia contar, que não era um problema meu e que era uma coisa muito séria, que ninguém poderia saber.
Nisso, alguém toca meu ombro. Olhei, era o E*. Ele é um fofo, mora na casa comigo. Ele olhou para mim e disse "vamos lá na sala X?". Nossa! Não acreditei. Senti na hora que ele, sem saber, resolveria parte do meu problema.
Subimos... e não é que deu certo?!! O problema em si não foi resolvido, óbvio! Mas ele conseguiu dar uma aliviada fantástica. Foi na hora exata!
Ele me falou depois que nem era para ele ter ido à faculdade, mas, sabe-se lá porque ele acabou indo, nos encontramos (é raríssimo a gente se encontrar de dia) e ele foi fantástico.

Depois, fomos almoçar e eu dizia e repetia a ele: "Foi Deus que te mandou", "Com certeza, foi Deus que te mandou". Ele olhava com aquela cara de interrogação e dizia "Tá, então! Que bom!". É bom quando as coisas acontecem assim, né? Me sinto cuidada, me sinto mais otimista, acrditando que nunca tudo está perdido.

Detalhe: para quem não me conhece direito, eu não sou nem um pouco religiosa. Inclusive mais critico do que qualquer outra coisa, mas a cada dia acredito mais que Deus existe e acho que ele deve gostar pelo menos um pouquinho de mim...


sexta-feira, 13 de agosto de 2004

Fico Assim Sem Você

Claudinho e Buchecha

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro sem abraço
Sou eu assim sem você

To louco pra te ver chegar
To louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço, retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por que?







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terça-feira, 10 de agosto de 2004

Muitíssimo feliz novamente!!!
Acabo de receber 2 e-mails de 2 pessoas muito especiais e a promessa de mais um, diretamente de Minas (estou esperando, todos os dias!, viu, irmãzinha?).

Como sou instável (e exigente), não?
Acabo de ter uma séria crise de baixa auto-estima. Quantas crises para uma pessoinha só...
Cheguei ao ponto de duvidar de uma amizade tão grande e tão intensa simplesmente por causa de uma frase que ela escreveu.
É uma frase bonita, pública, que cita a mim como uma pessoa carinhosa e empenhada... Eu deveria ter ficado feliz ao ler, mas, simplesmente comecei a pensar "é só isso que ela acha de mim, ela significa tanto para mim e eu sou apenas isso para ela?". Ridículo da minha parte!

Comecei a escrever um post horrível sobre o assunto (blog, blog, meu bloguinho... minha terapia, meus óculos) e, assim, comecei a pensar. Decidi, então, fazer um exercício interessante: escrever um texto parecido com o que ela fez, falando das pessoas que são especiais para mim... Escrevi dos "mais mais", entre eles, essa amiga, lógico. E não é que a citei apenas como alguém que "está a meu lado, com seus olhinhos sempre atentos"... Depois que li, veio a luz. É óbvio que não é apenas assim que a vejo, não é só isso que ela tem de importante para mim, mas na hora foi isso que veio, é o que mais marca.
Eu devia é estar muuuuito feliz por ela ter me citado, por ela ter lembrado de mim. Quando tentei lembrar de todas as pessoas que são importantes para mim, inicialmente saíram 10 nomes (sem contar minha família). Aí passei para outro tópico, comecei a escrever sobre outras coisas e fui lembrando de mais um monte de gente que é importante e que eu não citaria pois esqueceria, porque não caberia. Além disso, uma das primeiras coisas que percebi quando li seu texto, é que ela não citou a I., uma grande amiga dela, alguém bastante importante na jornada em questão... que coisa, não?

Vivendo, caindo, levantando, sorrindo e aprendendo.
O que seria de mim sem esse meu cantinho virtual? Como consegui sobreviver sem ele esses meses todos?
Não sei mexer mais no blog...
Tentei um monte de vezes editar o texto anterior e não consigo... não sei mais como fazer.

Queria aproveitar a oportunidade para agradecer ao Mário por todas as mensagens de apoio e motivação. Acho que, se não fossem suas mensagens, eu não teria tido coragem de voltar. Obrigada mesmo!

Hoje está sendo um dia bastante produtivo. Assisti à aula (inteira! yes!), depois fui para minhas três reuniões do horário do almoço, sendo que escolhi a de Tutoria para ficar mais tempo, lógico.
Visitei minha fada madrinha que, aliás, anda me dando uma atenção toda especial... Tão fofa!
À tarde, achei que novamente ficaria no ócio ou iria caçar algo para fazer, mas, motivada por um calouro da minha Tutoria, resolvi ir assistir uma aula de Antropologia muito legal que o 1º ano ia ter. Grande aprendizado!

Agora pouco, desci para o computador e recebi a mensagem que tanto esperava: minha fadinha querida me mandou parte do livro que ela está escrevendo para eu ler e "revisar" (até parece que sou capaz de tamanha responsabilidade). Vou imprimir e ler com o maior carinho do mundo.

Estou feliz! Estou com bastante coisas para fazer até o relógio marcar 0h e o encanto se desfazer, como todo dia acontece...

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

"Ateh quando voce vai aguentar ficar sem externar as suas emoções aqui no seu cantinho virtual, hein??"

Até quando, até quando...

Quem disse que algum dia eu agüentei? Sempre me doeu e muito ter deixado meu bloguinho... até tentei criar outros, escrever de um outro jeito mas nunca teve a mesma graça, nunca teve o mesmo sabor, nunca consegui escrever novamente com a mesma veracidade.

Tenho que voltar atrás e dizer que NÃO! Eu ainda não estou preparada para voar por outro horizontes assim tão longínquos. Ainda não é o momento de abandonar meu querido.

Exposição? Se eu realmente estivesse preocupada em não me expor, eu não teria me tornado representante de nada, não teria dado minha cara para bater tanto... e quanto tenho apanhado...

Desculpem aos meus leitores queridos por tê-los abandonado esses meses, desculpas maiores ainda por eu não contar a vocês tudo que me aconteceu nesse tempo. Mas já há tanto a falar sobre hoje...

Ah, meu blog querido que me "ouve" com tamanha atenção, que me faz sentir bem, querida, importante.

Esse mês têm sido extremamente difícil para mim. Como todo mês de Agosto. Meu inferno astral! Hoje tive uma crise de desespero (mais uma) e fiz algo que nunca me imaginei. Nunca fui tão sincera nem comigo mesma. Cheguei na frente de uma grande amiga, disse que precisava dizer algo muito importante a ela, para ela me olhar nos olhos e me ouvir atentamente: "Desculpa por tudo que eu tenho feito de errado e por tudo que ainda vou fazer! Eu não estou bem, não estou no meu estado normal. Estou confusa, estou sofrendo. O aniversário da minha mãe está chegando, logo é o meu e depois o aniversário de casamento dos meus pais. Penso nisso o tempo todo, me lembro disso a cada minuto e não posso evitar, não consigo parar. Sofro. E é só o começo! É bem capaz de eu piorar conforme o mês for passando. Desculpa por tudo que eu vou fazer de errado e por tudo que vou deixar de fazer." Não sei como fui capaz de olhar nos olhos dela e dizer isso (não sei como estou sendo capaz de escrever isso tudo aqui). Mas é que sinto isso tão forte. Sinto piorar a cada dia.
E não posso mais usar a desculpa da depressão. Não estou mais deprimida. Já me tratei, já melhorei. Mas estou num momento ruim.
Por um lado, estou muito feliz com tudo que estou fazendo, com o reconhecimento que estou recebendo na faculdade por tudo que eu tenho feito, pela construção, pelo aprendizado. Mas tem ainda aquela dor que nunca parou de doer e que ainda vive em mim pela perda, pela distância.

Hum, preciso contar uma história linda que vivi semana passada:
Na terça-feira, eu estava na faculdade, extremamente pressionada pelo resultado ruim de uma negociação da qual participei. Muitos estavam me criticando e cobrando. Não agüentei. Liguei para uma amiga e disse "preciso te ver, preciso sair daqui, posso ir à sua casa?". Ela me recebeu com maior amor.
Assim que cheguei, ela me deu um presente: um cachecol colorido, lindo! Ela havia pedido para mãe dela (que mora no interior) fazê-lo para mim ("eu podia ter comprado um para você, mas não!, quis que fosse feito com muito amor, como você merece") e ele havia acabado de chegar pelo correio, no mesmo dia. Passei a tarde com ela, ajudando-a em seu livro (ela está escrevendo um livro maravilhoso!)
À noite, quando eu estava indo embora, sua mãe ligou para perguntar se ela havia recebido o cachecol. Minha amiga contou a ela que eu estava lá e ela quis conversar comigo no telefone. Ela me contou que fazia duas semanas que ela estava tentando fazer o cachecol mas não conseguia, sempre dava alguma coisa errada. Até que no sábado, ela parou e falou "Bem que a mãe dela podia me ajudar a fazer esse cachecol, para que saísse lindo como ela merece." A partir daí, tudo começou a dar certo e ele saiu. Lindo e perfeito. "Foi feito à quatro mãos!"

Quantas provas de amor em um único objeto. Que tamanho tesouro!!!