quarta-feira, 10 de setembro de 2003

Para uma amiga muito especial:





Desculpe por tudo que aconteceu quarta passada.
Desculpe por não ter cumprido minhas promessas.
Desculpe por ter sido fraca, medrosa.
Desculpe por não ter podido ser, naquele momento, a amiga que você precisava.

Desculpas eternas a alguém que merecia muito mais.

terça-feira, 9 de setembro de 2003

E assim a vida segue.
Depois de terminar de colocar título nos links do blog e colocar "meu humor", numa tarde com tantas coisas para fazer e nada sendo feito, agora, vou para a biblioteca estudar (se eu não encontrar ninguém que me desvie pelo caminho, é claro).
Me entreguei ao cansaço e ao desespero.
Não fui na minha Liga hoje, não estou conseguindo estudar direito e não sei mais o que fazer. Meu pai não quer transferir minha mãe para o HC e está preocupadíssimo com o que pode acontecer: "A cada dia aparece um problema novo. Não sei mais para onde correr."

Queria viver sem parar para pensar, fazer as coisas no automático, ir resolvendo os problemas que vão aparecendo e aproveitando os bons momentos e oportunidades mesmo que o resto não esteja bem. Só que esse pensamento desconsidera que eu tenho sentimentos, que meu coração interfere muito no meu dia-a-dia.

Para onde correr...

segunda-feira, 8 de setembro de 2003

Pessoal, a partir de hoje vou responder aos comentários, nas caixas de comentários mesmo.
Sempre quero respondê-los mas nunca arrumei uma boa forma. Então, quando escreverem alguma coisa, depois de alguns dias, abram de novo o comentário que fizeram para ver se eu já respondi, OK?!
Encontrei!!!
Maravilhosa!!!
Quem se habilita a traduzi-la para mim?

"Je n'ai pas passé un jour sans t'aimer ; je n'ai pas passé une nuit sans te serrer dans mes bras ; je n'ai pas pris une tasse de thé sans maudire la gloire et l'ambition qui me tiennent éloigné de l'âme de ma vie. Au milieu des affaires, à la tête des troupes, en parcourant les camps, mon adorable Joséphine est seule dans mon coeur, occupe mon esprit, absorbe ma pensée. Si je m'éloigne de toi avec la vitesse du torrent du Rhône, c'est pour te revoir plus vite. Si, au milieu de la nuit, je me lève pour travailler, c'est que cela peut avancer de quelques jours l'arrivée de ma douce amie, et cependant, dans ta lettre du 23 au 26 ventôse, tu me traites de vous.
Vous toi-même ! Ah ! mauvaise, comment as-tu pu écrire cette lettre ! Qu'elle est froide ! Et puis, du 23 au 26, restent quatre jours ; qu'as-tu fait, puisque tu n'as pas écrit à ton mari ?... Ah ! mon amie, ce vous et ces quatre jours me font regretter mon antique indifférence. Malheur à qui en serait la cause ! Puisse-t-il, pour peine et pour supplice, éprouver ce que la conviction et l'évidence (qui servit ton ami) me feraient éprouver ! L'Enfer n'a pas de supplice ! Ni les Furies, de serpents ! Vous ! Vous ! Ah ! que sera-ce dans quinze jours ?...
Mon âme est triste ; mon coeur est esclave, et mon imagination m'effraie... Tu m'aimes moins ; tu seras consolée. Un jour, tu ne m'aimeras plus ; dis-le-moi ; je saurai au moins mériter le malheur... Adieu, femme, tourment, bonheur, espérance et âme de ma vie, que j'aime, que je crains, qui m'inspire des sentiments tendres qui m'appellent à la Nature, et des mouvements impétueux aussi volcaniques que le tonnerre. Je ne te demande ni amour éternel, ni fidélité, mais seulement... vérité, franchise sans bornes. Le jour où tu dirais «je t'aime moins» sera le dernier de ma vie. Si mon coeur était assez vil pour aimer sans retour, je le hacherais avec les dents.
Joséphine, Joséphine ! Souviens-toi de ce que je t'ai dit quelquefois : la Nature m'a fait l'âme forte et décidée. Elle t'a bâtie de dentelle et de gaze. As-tu cessé de m'aimer ? Pardon, âme de ma vie, mon âme est tendue sur de vastes combinaisons. Mon coeur, entièrement occupé par toi, a des craintes qui me rendent malheureux... Je suis ennuyé de ne pas t'appeler par ton nom. J'attends que tu me l'écrives. Adieu ! Ah ! si tu m'aimes moins, tu ne m'auras jamais aimé. Je serais alors bien à plaindre."
Como terminou minha semana de "folga"???

- sexta-feira acordei cedo para redigir meu projeto de pesquisa e para fazer os exercícios de um curso extra-curricular da faculdade
- cerca de meio-dia recebi um telefonema de meu pai e saí: minha mãe havia piorado e foi internada. Daí vieram as 26 horas ininterruptas dentro do quarto de um hospital idiota, com médicos-fantasmas que "examinam" os pacientes e prescrevem sem que ninguém os veja, nem o paciente que supostamente foi examinado; com médicos-entrega-rápida, que passam perguntam algo e saem correndo, sem que ninguém saiba quem é a tal figura apressada; além da médica "temos um problema grave aqui" que quer encontrar doenças e esquece das coisas normais e simples - típico! (a desligada veio com cara de preocupada e pose de "sei tudo", me perguntou várias coisas da medicação anti-coagulante da minha mãe, discutiu comigo, para no final me dizer que no exame de urina dela havia sangue. Óbvio que havia sangue na urina! Minha mãe estava menstruada)
- fui para casa no sábado à noite, descansei, tive uma dor de barriga horrível (provavelmente por causa daquela lanchonete enjoante)
- domingo às 7h da manhã já estava de volta ao hospital e de lá só saí às 17h.

Dureza!!

Um final cinematográfico, eu diria - de um daqueles dramas terríveis, obviamente. Hoje, recomeçou a luta na faculdade e, novamente, minha jornada dupla de cumprir as atividades da facul e cuidar da minha mãe no hospital.


quinta-feira, 4 de setembro de 2003

Acabei de ler a descrição da Milene, de suas aventuras na Intermed... Fiquei com uma peninha de eu não ter podido ir.
Eu tinha programado tudo, mas minha mãe piorou de saúde e ahei que não seria nada bom abandoná-la. Enfim, fica pra próxima. Mas parece que está sendo muito bem aproveitada por todos, não?

Estou muito feliz! Com aquele gostinho de "dia bem aproveitado", com a certeza de que a vida vale a pena e de que estudar é algo que se deve fazer fora de semana de descanso (não adianta, por mais que eu me programe, nunca dá pra estudar em feriado - e agora acho que nem devo).
De manhã, vim para faculdade para ficar na internet arrumando o template do Galera da Medicina, que tinha sido zuado não sei como. Como todos já devem saber, eu adoro aprender mais sobre HTML e acho o máximo ficar mudando pequenas coisinhas no código para ver os resultados. Enfim, gastei um tempão mas consegui "ajeitá-lo".
Depois, me encontrei com a Felicia e com a Robis para irmos à exposição do Napoleão na FAAP. Foi muuuuuuuuito legal. Acabei me apaixonando por uma "holoimagem" horrorosa e que "dava medo" (de acordo com a Robis), mas, como o amor é cego mesmo, eu achei maravilhosa. Era imagem de um cara que recitava em francês (lindo!!) uma carta de amor que Napoleão escreveu para Josephine. A declaração mais linda que já ouvi e li.
Saindo de lá, depois de ter ouvido várias vezes a carta, fomos comer e tomar sorvete. Uma delícia!
Eu e a Fê voltamos para a faculdade - para a internet, é claro. Fiquei insanamente, durante horas, navegando pelo mundo todo em busca da tal carta do Napoleão. Até arrisquei a ler alguns sites em francês... Esforço quase em vão: acabei achando a carta em inglês (não era o que eu queria), mas mandei um e-mail implorando à alguém da FAAP para me mandarem uma cópia dela.
Bom, depois de toda loucura (cheguei ao ponto de achar que todo mundo a minha volta estava falando francês de tanto que tinha tentado ler os tais sites), comecei a visitar os blogs preferidos e descobri mais coisas muuuuito legais, que dispensam comentários. Adoro blogs!!! Adoro meus amigos!!! Adoro blogueiros!!!
Sobrando um tempinho (antes da biblioteca fechar), acabei descobrindo mais alguns blogs legais, que em breve pretendo linkar.

Que a semana acabe tão bem assim, para todos!
Atendendo a pedidos... Aí vai uma música-poema:


Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber
e ter que demonstrar sua coragem
à margem do que possa parecer
e ver que toda essa engrenagem
já sente a ferrugem lhe comer

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal
e correm através da madrugada
a única velhice que chegou
demora-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou

O povo foge da ignorância
apesar de viver tão perto dela
e sonham com melhores tempos idos
contemplam essa vida numa cela
esperam novas possibilidades
de verem esse mundo se acabar
A Árca de Noé
O dirigível
Não voam nem se pode flutuar

Ê..ôô..vida de gado
Povo marcado esse
povo feliz
Ê..ôô..vida de gado
Povo marcado esse
povo feliz
(Zé Ramalho)

Estava me lembrando dessa música, ontem.
Ano passado no cursinho, um dos professores que eu mais gosto, o Fred, cantou essa música na minha sala e disse que, para ele, ela significava muito, e que ele achava que ela tinha muito a ver com a nossa vida e com a vida dos vestibulandos.
Nesse dia ele estava inspirado, falou muitas coisas bonitas, animou-nos pra caramba.
Aquele jeitinho caipira de falar, aquele rostinho branquinho... que saudades.

Tenho muita coisa para consertar na net e pouquíssimo tempo... Por que alguns dias não podem ser de 40 horas?

terça-feira, 2 de setembro de 2003



BODAS DE PRATA
Beijando teus lindos cabelos
Que a neve do tempo marcou
Eu tenho nos olhos molhados
A imagem que nada mudou
Estavas vestida de noiva
Sorrindo e querendo chorar
Feliz, assim, olhando para mim
Que nunca deixei de te amar

Vinte e cinco anos vamos festejar de união
E a felicidade continua em meu coração
Vai crescendo sempre mais o meu amor por ti
Eu também fiquei mais velho e quase não senti

Vinte e cinco anos de veneração e prazer
Pois até nos momentos de dor
O teu coração me faz compreender
Que a vida é bem pequena para tanto amor

Estavas vestida de noiva
Sorrindo e querendo chorar
Feliz, assim, olhando para mim
Que nunca deixei de te amar
(Carlos Galhardo)


Hoje meus pais completam 25 anos de casados.
Quanto tempo para uma união, não?
Sempre planejamos que em 2003 faríamos uma grande festa para comemorarmos juntos os 50 anos da minha mãe (dia 24/08), meus 21 (dia 01/09) e as bodas de prata deles.
Ao invés de festas... "visitas" aos hospitais e a inevitável frase da minha mãe: "quando eu ficar boa a gente faz a festa, tá?".

segunda-feira, 1 de setembro de 2003




Momento de reflexão:
"E se um dia eu acordasse na rua, sem nada – sem identidade, sem família, sem amigos, sem faculdade – só com as roupas do corpo e com as lembranças. Do que e de quem eu mais sentiria falta? A que eu atribuiria maior valor? O que eu tentaria recuperar primeiro?"

É interessante pensar nisso... pode-se chegar a conclusões surpreendentes.
Fiquei "encanada" com uma coisa em relação a minha doença: sexta-feira quando eu estava na faculdade, já passando mal, com febre, me sentindo horrível, cheguei a falar sobre isso com algumas pessoas e ninguém se importou (a não ser Pri... mas à noite quando liguei para ela para repassar um recado, ela já tinha esquecido que eu não estava bem). Por que será?
Levantei duas hipóteses:
1) Pode ser que eu sempre esteja com cara feia como naquele dia, como se estivesse chateada ou doente e, aí, quando é de verdade ninguém acredita
2) Ou, ninguém de lá se importa mesmo comigo, se estou bem ou mal, desde que eu não esteja atrapalhando-os

Fica a pergunta: por que ninguém deu atenção?
Se alguém puder responder (com sinceridade, é lógico), principalmente alguém que estava lá, eu agradeceria muito.