(teclado ruim)
Ontem foi um dia de enormes aprendizados. Estou pasma ate agora.
Eu ate ia escrever sobre eles mas nao consegui. Foi tao intenso, tao importante que nao pode ser traduzido em palavras.
Ontem conheci meu anjo da guarda. Descobri que ele eh de carne e osso e que anda por ai disfarcado, como se fosse uma pessoa normal - um medico.
Como eu gostaria de me tornar uma medica pelo menos com a mesma dedicacao. Nunca vou esquecer...
Ontem, ouvi mais uma historia que me fez sentir extremamente ingenua novamente. Uma daquelas pessoas com quem eu tinha me decepcionado, cometeu outro ato imprudente. Fui tirar a historia a limpo. Conversamos bastante. Falei o que eu estava pensando dele, da minha decepcao, das coisas que ele andou fazendo que eu nao achei certo... Foi otimo desabafar.
Ele me explicou varias coisas... acreditei. Acho que ele nao fez com ma intencao. Ele so nao tem muita nocao quando vai defender o seu lado, mas ele eh legal, ele pensa nos outros, ele nao eh mal carater...
Ou sera que eu sou muito mais ingenua do que eu imaginava?
Acho que nao.
"O que não enfrentamos em nós mesmos encontraremos como destino." Carl Gustav Jung
sexta-feira, 3 de outubro de 2003
terça-feira, 30 de setembro de 2003
Tô cansada!
Não sei o que fazer, para onde correr... O tal doutor desapareceu de vez e, apesar de eu ter outros jeitos para resolver o problema, eu não quero passar por cima dele, agir como se ele tivesse me abandonado, como se eu não confiasse nele. De repente, o cara teve um outro problema e não pôde resolver o meu naquele momento... mas já faz mais de 24 horas (será que isso é um tempo suficiente?).
Além de ter todos os problemas da minha família, ainda me envolvo com 1,3 milhões de coisas na faculdade e, ao invés de ir fazê-las, fico aqui, escrevendo no blog – aguardando a hora de voltar ao hospital para ver minha mãezinha... Queria tanto ser mais dinâmica...
Pelo menos, agora, aprendi a “repassar” os pepinos. Sei que não posso dar conta de tudo, então, apesar do medo (afinal, é meu nome que está em risco), estou dividindo algumas tarefas e deixando de fazer outras (na esperança que ela se auto-resolvam – haha)
Aliás, esperança virou meu sobrenome. Quem diria???
Não sei o que fazer, para onde correr... O tal doutor desapareceu de vez e, apesar de eu ter outros jeitos para resolver o problema, eu não quero passar por cima dele, agir como se ele tivesse me abandonado, como se eu não confiasse nele. De repente, o cara teve um outro problema e não pôde resolver o meu naquele momento... mas já faz mais de 24 horas (será que isso é um tempo suficiente?).
Além de ter todos os problemas da minha família, ainda me envolvo com 1,3 milhões de coisas na faculdade e, ao invés de ir fazê-las, fico aqui, escrevendo no blog – aguardando a hora de voltar ao hospital para ver minha mãezinha... Queria tanto ser mais dinâmica...
Pelo menos, agora, aprendi a “repassar” os pepinos. Sei que não posso dar conta de tudo, então, apesar do medo (afinal, é meu nome que está em risco), estou dividindo algumas tarefas e deixando de fazer outras (na esperança que ela se auto-resolvam – haha)
Aliás, esperança virou meu sobrenome. Quem diria???
Além de tudo que já estou passando ainda tenho que lidar com as decepções.
A "profecia" se concretiza: "no comeco do primeiro ano vc vai andar com umas pessoas e depois, quando passar o tempo, vc vai se perguntar como vc foi capaz de conviver com tal ser."
As decepções têm sido muitas. As pessoas que eu achava que seriam minha melhores amigas para o resto da vida, se tornaram quase estranhos, ou pesspas por quem eu só consigo sentir desprezo.
Descobri que alguns são egoístas demais, outros são interesseiros demais, outros falsos demais e outros, ainda, mal carater demais.
Como pude me enganar tanto? Como alcanço tal nível de ingenuidade?
Mas, pelo menos, tem o outro lado. Algumas pessoas por quem eu tinha certo preconceito, de quem eu tinha certeza que não gostaria, se tornaram bons amigos.
Me enganei tanto, tanto, tanto e provavelmente ainda vou me enganar muito mais até encontrar minha "panelinha" quase ideal.
Assim segue a vida.
A "profecia" se concretiza: "no comeco do primeiro ano vc vai andar com umas pessoas e depois, quando passar o tempo, vc vai se perguntar como vc foi capaz de conviver com tal ser."
As decepções têm sido muitas. As pessoas que eu achava que seriam minha melhores amigas para o resto da vida, se tornaram quase estranhos, ou pesspas por quem eu só consigo sentir desprezo.
Descobri que alguns são egoístas demais, outros são interesseiros demais, outros falsos demais e outros, ainda, mal carater demais.
Como pude me enganar tanto? Como alcanço tal nível de ingenuidade?
Mas, pelo menos, tem o outro lado. Algumas pessoas por quem eu tinha certo preconceito, de quem eu tinha certeza que não gostaria, se tornaram bons amigos.
Me enganei tanto, tanto, tanto e provavelmente ainda vou me enganar muito mais até encontrar minha "panelinha" quase ideal.
Assim segue a vida.
domingo, 28 de setembro de 2003
(Sexta)
Depois de uma péssima notícia (minha mãe levada para a UTI pela 5ª vez em apenas 22 dias), tive um fim de tarde (na medida do possiível) muito bom - nada como ter bons amigos, né?
Primeiro, fiquei conversando por alguns minutos com a Robis - ela tentando me convencer de descansar, de cuidar um pouco mais de mim, de comer melhor, sair para passear - super preocupada, uma graça.
Depois, o Marcos gentilmente me acompanhou até o Bandejão para jantarmos (fazia muitos dias que eu não via um prato de comida). Fomos andando, batendo um papo pseudo-filosófico com a ´brincadeira` "o que você acha de tal pessoa?", que acabou virando "defina tal pessoa em uma palavra". Foi um dos melhor jantar da minha vida. A comida tava muuuiito boa (ou eu que estava com muuuiiita fome), eu estava precisando de companhia, estava precisando conversar com alguém sobre algumas coisas, queria desabafar, rir, tudo ao mesmo tempo. E o Marcos foi uma ótima companhia, um ótimo amigo.
Na estação de trem, logo que me despidi dele, encontrei um amigo da época de cursinho (atualmente um politécnico). Conversamos sobre nossas pressões na facul e ele conseguiu me convencer finalmente que estudar Engenharia é mais difícil que Medicina (considerando apenas a teoria, lógico). Saí prometendo que eu nunca mais reclamaria do meu curso básico (haha). Além disso, ele me contou que a irmã dele vai prestar Fuvest de novo. Ela fez cursinho comigo também (meu segundo ano), mas acabou entrando em Medicina na Unisa. E parece que se arrependeu, quer voltar atrás porque percebeu o quanto ela está perdendo. Ela quis economizar um ano (não fazendo cursinho de novo) e acabou "gastando" bem mais que isso (sem contar com a grana que ela deixou lá).
Enfim, desejei boa sorte para ela e lamentei por ela não estar feliz onde está.
Terminei meu dia escrevendo aqui no computador, assistindo a novelinha que tá acabando e dormindo bastante - como mandou a Robis, ou melhor, a Dra. Roberta.
Depois de uma péssima notícia (minha mãe levada para a UTI pela 5ª vez em apenas 22 dias), tive um fim de tarde (na medida do possiível) muito bom - nada como ter bons amigos, né?
Primeiro, fiquei conversando por alguns minutos com a Robis - ela tentando me convencer de descansar, de cuidar um pouco mais de mim, de comer melhor, sair para passear - super preocupada, uma graça.
Depois, o Marcos gentilmente me acompanhou até o Bandejão para jantarmos (fazia muitos dias que eu não via um prato de comida). Fomos andando, batendo um papo pseudo-filosófico com a ´brincadeira` "o que você acha de tal pessoa?", que acabou virando "defina tal pessoa em uma palavra". Foi um dos melhor jantar da minha vida. A comida tava muuuiito boa (ou eu que estava com muuuiiita fome), eu estava precisando de companhia, estava precisando conversar com alguém sobre algumas coisas, queria desabafar, rir, tudo ao mesmo tempo. E o Marcos foi uma ótima companhia, um ótimo amigo.
Na estação de trem, logo que me despidi dele, encontrei um amigo da época de cursinho (atualmente um politécnico). Conversamos sobre nossas pressões na facul e ele conseguiu me convencer finalmente que estudar Engenharia é mais difícil que Medicina (considerando apenas a teoria, lógico). Saí prometendo que eu nunca mais reclamaria do meu curso básico (haha). Além disso, ele me contou que a irmã dele vai prestar Fuvest de novo. Ela fez cursinho comigo também (meu segundo ano), mas acabou entrando em Medicina na Unisa. E parece que se arrependeu, quer voltar atrás porque percebeu o quanto ela está perdendo. Ela quis economizar um ano (não fazendo cursinho de novo) e acabou "gastando" bem mais que isso (sem contar com a grana que ela deixou lá).
Enfim, desejei boa sorte para ela e lamentei por ela não estar feliz onde está.
Terminei meu dia escrevendo aqui no computador, assistindo a novelinha que tá acabando e dormindo bastante - como mandou a Robis, ou melhor, a Dra. Roberta.
segunda-feira, 22 de setembro de 2003
Nossa! Que saudades estou sentindo da Dani-dani ultimamente...
Normalmente, eu já sinto saudades dela mas esses últimos dias está demais. Queria tanto que ela estivesse aqui comigo, que pudéssemos ter uma daquelas nossas longas conversas... que andássemos na rua cantando (ela cantando e eu fingindo, é claro!).
Eu poderia telefonar mas não seria a mesma coisa. Sinto falta da companhia diária dela... Sinto falta daqueles tempos...
Queria tanto que ela estivesse aqui comigo.
(Haha, nem tô pedindo demais, né?)
Sinto falta de tanta gente com quem eu gostaria de conversar como antes pelo menos mais uma vez... Mas nada pode ser como antes porque tudo e todos mudaram muito.
Por que não estabelecer novos contatos, fazer novas amizades, então?
"Porque nesse mar de cobras, é difícil encontrar alguém em quem se possa confiar de verdade. E eu ainda não encontrei ninguém. Até achei que tinha encontrado mas só me decepcionei."
(Não são palavras minhas, são de uma outra caloura que já aprendeu bem algumas lições da faculdade.)
Normalmente, eu já sinto saudades dela mas esses últimos dias está demais. Queria tanto que ela estivesse aqui comigo, que pudéssemos ter uma daquelas nossas longas conversas... que andássemos na rua cantando (ela cantando e eu fingindo, é claro!).
Eu poderia telefonar mas não seria a mesma coisa. Sinto falta da companhia diária dela... Sinto falta daqueles tempos...
Queria tanto que ela estivesse aqui comigo.
(Haha, nem tô pedindo demais, né?)
Sinto falta de tanta gente com quem eu gostaria de conversar como antes pelo menos mais uma vez... Mas nada pode ser como antes porque tudo e todos mudaram muito.
Por que não estabelecer novos contatos, fazer novas amizades, então?
"Porque nesse mar de cobras, é difícil encontrar alguém em quem se possa confiar de verdade. E eu ainda não encontrei ninguém. Até achei que tinha encontrado mas só me decepcionei."
(Não são palavras minhas, são de uma outra caloura que já aprendeu bem algumas lições da faculdade.)
Simples Desejo
Que tal
Abrir a porta do dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar
Pensar em nada
Legal
Ficar sorrindo à toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito, não
Atenção
A lição está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez, não
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine
Que tal
Abrir a porta do dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar
Pensar em nada
Legal
Ficar sorrindo à toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito, não
Atenção
A lição está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez, não
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine
Onde está a fronteira entre ser egoísta ou estar se preservando, estar cuidando de você?
Estou cansadíssima, um tanto estressada, não agüento mais essa dupla jornada de hospitais e queria não me preocupar tanto nem me matar para cuidar da minha mãe. Mas estou me sentindo uma egoísta, uma desnaturada porque enquanto ela está lá sofrendo sozinha naquele hospital, eu estou aqui no computador.
No sábado, acordei às 3h30 para estudar para prova que seria às 8h. Fui para a Faculdade fiz a prova, aproveitei para passear um pouco com o pessoal e depois fui para casa. Cheguei às 14h e fui dormir, acordei às 17h, ainda cansada e fui para o hospital. Me esforcei pra caramba para ir até lá, para passar à noite com ela... Lá, ela brigou comigo porque eu me recusei a fazer algo que ela facilmente faz sozinha. Ela gritou, puxou meu cabelo, chorou... nossa como foi difícil! Aí comecei a pensar o que raios eu estava fazendo lá. Sofrer ela estava sofrendo do mesmo jeito (talvez mais porque ela acha que tenho obrigação de aceitar a acomodação e preguiça dela); ajudá-la com comida ou qualquer outra coisa as enfermeiras poderiam fazer; dar apoio não precisa ser 24h por dia e nem de tão perto.
Acabei decidindo que não ficaria mais com ela no hospital. Passarei para visitá-la todo dia, mas não ficarei lá.
Toda essa história, todo meu trabalho, me fez muito mal, desestruturou minha vida, devolveu minhas dores de estômago e não trouxe grandes benefícios pra ela. Pra quê, então? Vou tentar retomar minha serenidade (como se normalmente eu tivesse muita... - haha) e tentar cumprir meus compromissos, minhas obrigações.
Não sei o quanto estou errada, mas estou seguindo o que meu coração me diz...
Estou cansadíssima, um tanto estressada, não agüento mais essa dupla jornada de hospitais e queria não me preocupar tanto nem me matar para cuidar da minha mãe. Mas estou me sentindo uma egoísta, uma desnaturada porque enquanto ela está lá sofrendo sozinha naquele hospital, eu estou aqui no computador.
No sábado, acordei às 3h30 para estudar para prova que seria às 8h. Fui para a Faculdade fiz a prova, aproveitei para passear um pouco com o pessoal e depois fui para casa. Cheguei às 14h e fui dormir, acordei às 17h, ainda cansada e fui para o hospital. Me esforcei pra caramba para ir até lá, para passar à noite com ela... Lá, ela brigou comigo porque eu me recusei a fazer algo que ela facilmente faz sozinha. Ela gritou, puxou meu cabelo, chorou... nossa como foi difícil! Aí comecei a pensar o que raios eu estava fazendo lá. Sofrer ela estava sofrendo do mesmo jeito (talvez mais porque ela acha que tenho obrigação de aceitar a acomodação e preguiça dela); ajudá-la com comida ou qualquer outra coisa as enfermeiras poderiam fazer; dar apoio não precisa ser 24h por dia e nem de tão perto.
Acabei decidindo que não ficaria mais com ela no hospital. Passarei para visitá-la todo dia, mas não ficarei lá.
Toda essa história, todo meu trabalho, me fez muito mal, desestruturou minha vida, devolveu minhas dores de estômago e não trouxe grandes benefícios pra ela. Pra quê, então? Vou tentar retomar minha serenidade (como se normalmente eu tivesse muita... - haha) e tentar cumprir meus compromissos, minhas obrigações.
Não sei o quanto estou errada, mas estou seguindo o que meu coração me diz...
sexta-feira, 19 de setembro de 2003
quinta-feira, 18 de setembro de 2003
Minha pilha tá fraca. Tá quase acabando... Cada vez tem mais coisas para fazer e cada vez eu faço menos.
Pelo menos estou me sentindo um pouco melhor, apesar de estar muito estressada.
E a minha mãe?
Bom, cada dia arrumam uma hipótese diagnóstica diferente para ela, cada uma mais grave que a outra. A de ontem à noite foi a pior - nunca imaginei algo semelhante.
Ela saiu de e voltou para a UTI várias vezes...
Já não sei o que posso fazer, fica tudo, a cada minuto, mais nublado.
Uma boa notícia, que me animou um pouquinho, é que consegui ajuda de um médico muito bom e muito legal. Ele vai acompanhar tudo de perto e "decodificará" as informações para mim - acompanhadas de uma explicação ótima, como só ele sabe dar - além de estar me dando muito apoio.
quarta-feira, 17 de setembro de 2003
Estive pensando em censurar o post anterior pelo excesso de carência e pelo clima deprê. Porém, acho que ele foi bem fiel ao que eu estava sentindo naquele momento, então, vou mantê-lo aí, arcando com as possíveis conseqüências...
Desculpem pela má produção intelectual dos últimos tempos.(quem vê pensa que antes eu tinha uma fantástica capacidade de escrita e idéias mirabolantes - haha)
Desculpem pela má produção intelectual dos últimos tempos.(quem vê pensa que antes eu tinha uma fantástica capacidade de escrita e idéias mirabolantes - haha)
terça-feira, 16 de setembro de 2003
Mais uma batalha perdida nessa luta tão difícil. Parece que a guerra está chegando ao fim e nós iremos perdê-la, inevitavelmente.
"O que é que a gente pode fazer, doutor?
- Nada, infelizmente."
Isso é o mais duro - assistir a tudo sem poder fazer absolutamente nada, a não ser esperar... e sofrer.
Foi a madrugada mais difícil da minha vida, a mais sofrida, a mais desesperadora.
Os dias passam, as coisas passam e voltam, passam e voltam, passam e voltam...
Quando vai acabar esse tão terrível pesadelo?
Alguéns me perguntam:
- Paloma, você está precisando de ajuda? Está precisando de alguma coisa? Quer conversar? - pessoalmente, pelo telefone ou com um e-mail lindo e inesperado.
E eu respondo:
- Não, não, obrigada. Estou bem. - querendo dizer: preciso sim e preciso muito, preciso de alguém que me abrace, que me ouça, que me entenda, que me ajude a ultrapassar essa barra... preciso de um colo, preciso de um conselho, preciso de um médico... - nenhuma palavra parecida sai da minha boca porque eu simplesmente não consigo falar nesse assunto sem derramar um mar de lágrimas, porque eu não consigo pedir ou aceitar ajuda, porque eu tenho algum problema mental que me faz dizer o contrário.
Alguéns respondem:
- Se precisar, é só ligar ou me procurar, tá? Pra qualquer coisa mesmo, nem que seja só pra conversar. Vai dar tudo certo.
Certo? O que é o certo???
"O que é que a gente pode fazer, doutor?
- Nada, infelizmente."
Isso é o mais duro - assistir a tudo sem poder fazer absolutamente nada, a não ser esperar... e sofrer.
Foi a madrugada mais difícil da minha vida, a mais sofrida, a mais desesperadora.
Os dias passam, as coisas passam e voltam, passam e voltam, passam e voltam...
Quando vai acabar esse tão terrível pesadelo?
Alguéns me perguntam:
- Paloma, você está precisando de ajuda? Está precisando de alguma coisa? Quer conversar? - pessoalmente, pelo telefone ou com um e-mail lindo e inesperado.
E eu respondo:
- Não, não, obrigada. Estou bem. - querendo dizer: preciso sim e preciso muito, preciso de alguém que me abrace, que me ouça, que me entenda, que me ajude a ultrapassar essa barra... preciso de um colo, preciso de um conselho, preciso de um médico... - nenhuma palavra parecida sai da minha boca porque eu simplesmente não consigo falar nesse assunto sem derramar um mar de lágrimas, porque eu não consigo pedir ou aceitar ajuda, porque eu tenho algum problema mental que me faz dizer o contrário.
Alguéns respondem:
- Se precisar, é só ligar ou me procurar, tá? Pra qualquer coisa mesmo, nem que seja só pra conversar. Vai dar tudo certo.
Certo? O que é o certo???
sexta-feira, 12 de setembro de 2003
Ah, tenho que deixar registrado para a eternidade: estou aprendendo a ser mais tolerante. Depois de todas as vezes que a Mi me falou para eu não brigar tanto com as pessoas, para eu tomar cuidado, consegui evoluir um tanto.
Essa semana fui obrigada a ouvir de uma pessoa estressada, coisas nada agradáveis e suficientes para, em outros tempos eu ter explodido e acabado com ela. Pois bem, consegui perceber a besteira que eu ia fazer e, com a ajuda da Felícia, consegui perceber o quanto a menina estava estressada.
Não que vá ficar barato, que eu vá esquecer isso e fingir que nada aconteceu. Não vou porque não acho certo. Mas soube me acalmar na hora e saberei esperar a hora que ela estiver mais calma para conversarmos numa boa - sem o típico corte de relações que costumava fazer nesses casos.
Acreditam que eu até me dispus a tentar ajudá-la a ultrapassar a situação difícil que ela está vivendo, mesmo depois do ocorrido?
Acho que estou progredindo bastante e continuo me esforçando para isso.
Essa semana fui obrigada a ouvir de uma pessoa estressada, coisas nada agradáveis e suficientes para, em outros tempos eu ter explodido e acabado com ela. Pois bem, consegui perceber a besteira que eu ia fazer e, com a ajuda da Felícia, consegui perceber o quanto a menina estava estressada.
Não que vá ficar barato, que eu vá esquecer isso e fingir que nada aconteceu. Não vou porque não acho certo. Mas soube me acalmar na hora e saberei esperar a hora que ela estiver mais calma para conversarmos numa boa - sem o típico corte de relações que costumava fazer nesses casos.
Acreditam que eu até me dispus a tentar ajudá-la a ultrapassar a situação difícil que ela está vivendo, mesmo depois do ocorrido?
Acho que estou progredindo bastante e continuo me esforçando para isso.
Gostaria de publicamente agradecer novamente à Milene pela pessoa maravilhosa que ela é, por todo apoio que tem me dado, pelo seu caderninho lindo e tão bem organizado e pelas "terríveis" xerox em inglês (hehe-brincadeirinha, Mi), pela disponibilidade de me ajudar a estudar, pelas raras e curtas mas importantes conversas que temos... por tudo mesmo.
Sou muito sortuda por ter uma amiga tão admirável como ela (e por ela estar no 3º ano, é claro).
Mi, queria que soubesse que independente de tudo isso, te adoro muito.
Sou muito sortuda por ter uma amiga tão admirável como ela (e por ela estar no 3º ano, é claro).
Mi, queria que soubesse que independente de tudo isso, te adoro muito.
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