Preciso aprender a ficar calada!!!
Faz um mês que me propus a grande mudança e posso dizer que, em grande parte, tem dado certo. Desde então não me meto em confusão, não faço "barraco". Na verdade, me meti em uma pequena grande confusão semana passada, mas foi em conseqüência de uma briga que ocorreu antes do carnaval e depois de esfriar a cabeça consegui tomar a melhor decisão (ou acho que). Novamente cometi um erro e agora estou tendo que agüentar as conseqüências de cabeça erguida.
Mas independente de qualquer coisa, preciso também encarar que as coisas que fiz têm conseqüências até hoje e algumas pessoas vão sempre me olhar como a errada, a exagerada, a crítica, a chata. Por isso preciso aprender a ficar de boca fechada com essas pessoas. Mas não consigo, PQP!!!! Uma dessas pessoas eu acabei de encontrar, fiz um comentário (como sou idiota!!) e a pessoa só olhou com aquela cara de "lá vem ela de novo com seus comentários ridículos". Que raiva!!!! PRECISO APRENDER A FICAR DE BOCA FECHADA!!!
"O que não enfrentamos em nós mesmos encontraremos como destino." Carl Gustav Jung
sábado, 21 de abril de 2007
quarta-feira, 4 de abril de 2007
sábado, 17 de março de 2007
Tenho cometido muitos erros desde o fim do ano passado.
Quinta-feira, depois de levar um tapão na cara (não literalmente, mas foi assim que senti), resolvi parar. Parar para pensar, para reavaliar, para me propor mudanças.
Inicialmente eu senti uma necessidade imensa de sentar com alguém e conversar, alguém que me entendesse, que pudesse me dar um "feedback" e não apenas dissesse "relaxa, isso passa... é só vc parar um pouco, ficar anônima por uns tempos que todo mundo esquece tudo que aconteceu". Como eu não tinha ninguém sensato para conversar naquele momento, fiz a reflexão sozinha mesmo, unilateral como quase sempre. E, pela primeira vez, acho que foi muito produtiva.
Todas as confusões que têm acontecido na minha vida, não têm uma grande importância externa para mim. Elas têm repercusões sim e arco com as conseqüências a cada dia. Tenho uma fila gigantesca de "inimigos", pessoas preparadas para me derrubar no primeiro escorregão. E derrubam... quase sempre! Mas não é isso que me incomoda, não é isso que me importa de verdade. O que me importa é o que tá aqui dentro. Eu sei que as pessoas com o tempo vão esquecer, mas as marcas que ficaram em mim e naqueles que contavam comigo ou que eu prejudiquei, talvez nunca sarem.
Está cada dia mais complicado viver e conviver. E por isso a decisão inevitável de parar para pensar, reavaliar, mudar.
Eu preciso mudar. Eu sei que já disse isso inúmeras vezes, mas acredito que a cada vez que eu digo isso é reforçado. E, dessa vez, não são só palavras, já comecei a mudar em algumas atitudes (isso eu nunca tinha feito). Pedi desculpas que deveriam ter sido pedidas há muito tempo, reconheci erros "publicamente", pedi ajuda para mudar (pedir ajuda é um enorme, gigantesco passo para mim), fiz promessas e implorei para que me ajudassem a cumpri-las.
Preciso ser mais tolerante, menos briguenta, menos impositiva, deixar de me achar a dona da verdade e dos melhores caminhos.
Eu nunca imaginei que um dia minha personalidade se apresentaria dessa forma. Sempre fui uma menina tímida, doce, meiga (pelo menos era isso que diziam de mim). E, de repente, apresentada para um ambiente hostil (acho que poucos locais de trabalho são tão hostis como aquela faculdade onde todo mundo se acha melhor que os outros, não conversam, "respeitam" uma hierarquia meio ditatorial na qual todos querem -e podem- chegar à ascensão um dia - todo mundo pisa em todo mundo para ver quem vai ser o próximo rei) me tornei em primeiro lugar uma louca que só falava coisas sem sentido (porque a realidade de onde eu vim era muito diferente da daquela burguesia); depois, uma lutadora voraz pelos meus direitos e princípios; e agora, uma barraqueira sem razão.
Como dizia Friedrich Nietzche: "Aquele que luta com monstros deve tomar cuidado para não se tornar também um monstro".
Mas acho que ainda resta esperança. Hoje ouvi alguém, que me conheceu a menos de um mês fora do ambiente hostil, dizer que me acha meiga e delicada. O combustível que eu precisava para seguir em frente!
Quinta-feira, depois de levar um tapão na cara (não literalmente, mas foi assim que senti), resolvi parar. Parar para pensar, para reavaliar, para me propor mudanças.
Inicialmente eu senti uma necessidade imensa de sentar com alguém e conversar, alguém que me entendesse, que pudesse me dar um "feedback" e não apenas dissesse "relaxa, isso passa... é só vc parar um pouco, ficar anônima por uns tempos que todo mundo esquece tudo que aconteceu". Como eu não tinha ninguém sensato para conversar naquele momento, fiz a reflexão sozinha mesmo, unilateral como quase sempre. E, pela primeira vez, acho que foi muito produtiva.
Todas as confusões que têm acontecido na minha vida, não têm uma grande importância externa para mim. Elas têm repercusões sim e arco com as conseqüências a cada dia. Tenho uma fila gigantesca de "inimigos", pessoas preparadas para me derrubar no primeiro escorregão. E derrubam... quase sempre! Mas não é isso que me incomoda, não é isso que me importa de verdade. O que me importa é o que tá aqui dentro. Eu sei que as pessoas com o tempo vão esquecer, mas as marcas que ficaram em mim e naqueles que contavam comigo ou que eu prejudiquei, talvez nunca sarem.
Está cada dia mais complicado viver e conviver. E por isso a decisão inevitável de parar para pensar, reavaliar, mudar.
Eu preciso mudar. Eu sei que já disse isso inúmeras vezes, mas acredito que a cada vez que eu digo isso é reforçado. E, dessa vez, não são só palavras, já comecei a mudar em algumas atitudes (isso eu nunca tinha feito). Pedi desculpas que deveriam ter sido pedidas há muito tempo, reconheci erros "publicamente", pedi ajuda para mudar (pedir ajuda é um enorme, gigantesco passo para mim), fiz promessas e implorei para que me ajudassem a cumpri-las.
Preciso ser mais tolerante, menos briguenta, menos impositiva, deixar de me achar a dona da verdade e dos melhores caminhos.
Eu nunca imaginei que um dia minha personalidade se apresentaria dessa forma. Sempre fui uma menina tímida, doce, meiga (pelo menos era isso que diziam de mim). E, de repente, apresentada para um ambiente hostil (acho que poucos locais de trabalho são tão hostis como aquela faculdade onde todo mundo se acha melhor que os outros, não conversam, "respeitam" uma hierarquia meio ditatorial na qual todos querem -e podem- chegar à ascensão um dia - todo mundo pisa em todo mundo para ver quem vai ser o próximo rei) me tornei em primeiro lugar uma louca que só falava coisas sem sentido (porque a realidade de onde eu vim era muito diferente da daquela burguesia); depois, uma lutadora voraz pelos meus direitos e princípios; e agora, uma barraqueira sem razão.
Como dizia Friedrich Nietzche: "Aquele que luta com monstros deve tomar cuidado para não se tornar também um monstro".
Mas acho que ainda resta esperança. Hoje ouvi alguém, que me conheceu a menos de um mês fora do ambiente hostil, dizer que me acha meiga e delicada. O combustível que eu precisava para seguir em frente!
segunda-feira, 12 de março de 2007
Pessoas vem e vão
E nosso coração? Como fica?
Acabei de encontrar a secretária de uma médica que cuidava de mim em 2003. Eu adoro elas duas! De paixão! Deixei de falar com a médica há muitos meses (pela falta de tempo, pelos problemas adicionais, pelas circunstâncias), mas continuei em contato com a secretária dela. Sempre. Se tornou uma amiga querida.
Encontrei-a no corredor agora a pouco e ela me disse que é seu último dia de trabalho. Ela pediu demissão. Fiquei tão tão tão triste. Essa mulher para mim é um exemplo de vida, alegria, perseverança, dignidade... E nunca imaginei que um dia ela pudesse ir embora. Nunca considerei essa possibilidade. Para mim, ela ficaria para sempre aqui por perto para me dizer o quanto eu mudei nesses anos, quantas besteiras eu ando fazendo, quanta vida eu ainda tenho pela frente; para eu dizer o quanto ela é elegante, cobrar dela a auto-escola que ela está enrolando para fazer há anos. Não consigo imaginar essa faculdade, a "sala do chefe", a "minha" médica sem ela. Não dá!!!
Mas ela me explicou os motivos de sua saída e eu aceitei. Mais uma vez ela me deu uma lição de vida, me explicando que está simplesmente seguindo seu coração. A eterna busca pela felicidade. Ela está mais do que certa e eu a apoiei inteiramente. Mesmo sabendo que não vou vê-la mais.
Não adianta dizer que a gente pode trocar telefones, marcar de se encontrar. Isso não vai acontecer e nós duas sabemos disso.
Agora, só restou o abraço apertado, a voz forte, os enormes sorrisos, os grandes ensinamentos e as lembranças das conversas no fim da tarde (com muita fofoca, muitos conselhos e gargalhadas sempre inevitáveis).
Para sempre no coração!
E nosso coração? Como fica?
Acabei de encontrar a secretária de uma médica que cuidava de mim em 2003. Eu adoro elas duas! De paixão! Deixei de falar com a médica há muitos meses (pela falta de tempo, pelos problemas adicionais, pelas circunstâncias), mas continuei em contato com a secretária dela. Sempre. Se tornou uma amiga querida.
Encontrei-a no corredor agora a pouco e ela me disse que é seu último dia de trabalho. Ela pediu demissão. Fiquei tão tão tão triste. Essa mulher para mim é um exemplo de vida, alegria, perseverança, dignidade... E nunca imaginei que um dia ela pudesse ir embora. Nunca considerei essa possibilidade. Para mim, ela ficaria para sempre aqui por perto para me dizer o quanto eu mudei nesses anos, quantas besteiras eu ando fazendo, quanta vida eu ainda tenho pela frente; para eu dizer o quanto ela é elegante, cobrar dela a auto-escola que ela está enrolando para fazer há anos. Não consigo imaginar essa faculdade, a "sala do chefe", a "minha" médica sem ela. Não dá!!!
Mas ela me explicou os motivos de sua saída e eu aceitei. Mais uma vez ela me deu uma lição de vida, me explicando que está simplesmente seguindo seu coração. A eterna busca pela felicidade. Ela está mais do que certa e eu a apoiei inteiramente. Mesmo sabendo que não vou vê-la mais.
Não adianta dizer que a gente pode trocar telefones, marcar de se encontrar. Isso não vai acontecer e nós duas sabemos disso.
Agora, só restou o abraço apertado, a voz forte, os enormes sorrisos, os grandes ensinamentos e as lembranças das conversas no fim da tarde (com muita fofoca, muitos conselhos e gargalhadas sempre inevitáveis).
Para sempre no coração!
quinta-feira, 1 de março de 2007
Acabei de fazer minha prova. Fui muito mal mas tá valendo - não estudei muito, como poderia querer ir bem? Agora preciso começar a me matar de estudar para a grande última prova cumulativa que é daqui 15 dias. F...
-------------------------------
Finalmente tenho lugar para morar!!!!!! Mudei ontem e estou muitíssimo feliz com meu apartamento novo com vista para o pôr-do-sol entre os prédios. Nada como ter um teto adequado para viver e poder ter minhas coisas em armários (não em caixas de papelão, sacos de lixo e malas).
------------------------------
Há tempos aprendi que coincidências não acontecem.
É bobeira mas eu estava aqui no computador ouvindo uma música na net. Eu a ouvia repetidamente desde que sentei aqui. Quando desliguei a música (porque ia começar a preencher um formulário importante e precisava de concentração), continuei escutando-a. Como? Será que de tanto ouvir, ela ficou incrustada na minha mente?
Não. Ela simplesmente tinha começado a tocar como "música ambiente" do lugar onde eu estava. Essa música me faz lembrar meu cantor (meu "bonezinho branco")...
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Finalmente tenho lugar para morar!!!!!! Mudei ontem e estou muitíssimo feliz com meu apartamento novo com vista para o pôr-do-sol entre os prédios. Nada como ter um teto adequado para viver e poder ter minhas coisas em armários (não em caixas de papelão, sacos de lixo e malas).
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Há tempos aprendi que coincidências não acontecem.
É bobeira mas eu estava aqui no computador ouvindo uma música na net. Eu a ouvia repetidamente desde que sentei aqui. Quando desliguei a música (porque ia começar a preencher um formulário importante e precisava de concentração), continuei escutando-a. Como? Será que de tanto ouvir, ela ficou incrustada na minha mente?
Não. Ela simplesmente tinha começado a tocar como "música ambiente" do lugar onde eu estava. Essa música me faz lembrar meu cantor (meu "bonezinho branco")...
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Dor
Caraio como tá doendo!!!!!
Não sei nem dizer exatamente o que é que dói, mas dói, dói à beça... e não tem o que faça parar. Hm... Tem. Na verdade tem. Mas não é nada que eu possa ter agora. Nem daqui a pouco. Nem amanhã. Nem sei quando.
Fico pensando se isso não é mais uma das minhas terríveis crises de TPM que vai passar daqui a uma semana mais ou menos e vou voltar à lucidez... Mas faz diferença?
Tô assim hoje. (Na crise anterior, briguei feio com 4 pessoas, fiz uma burrada homérica e prejudiquei um dos meus melhores amigos, chorei, sofri, gritei, causei um furacão. E no fim, perdi um outro amigo, com quem eu não tinha brigado nem nada, mas que sabe-se-lá-deus-por-que, tomou as dores de outras pessoas, me xingou por motivos que eu não tinha culpa e agora não fala mais comigo. Faz diferença?)
Não consigo estudar. Não consigo parar de pensar, sentir, chorar. Perdi uma balada incrível hoje por burrice (fiquei em casa tentando estudar, mas foram horas de puros devaneios loucos). Minha prova é quinta-feira e se eu não me recuperar razoavelmente até lá... f... Corro o risco de perder o ano (essa prova é realmente importante!).
Bom, bom, muito bom.
E agora?
Agora, é melhor eu ir dormir porque amanhã é um novo dia. Cheio. E tem balada de novo à noite, que provavelmente vou perder e só depois descobrir que minha turma inteira foi e só a "burrice materializada aqui" ficou estudando (ou fingindo)...
Caraio como tá doendo!!!!!
Não sei nem dizer exatamente o que é que dói, mas dói, dói à beça... e não tem o que faça parar. Hm... Tem. Na verdade tem. Mas não é nada que eu possa ter agora. Nem daqui a pouco. Nem amanhã. Nem sei quando.
Fico pensando se isso não é mais uma das minhas terríveis crises de TPM que vai passar daqui a uma semana mais ou menos e vou voltar à lucidez... Mas faz diferença?
Tô assim hoje. (Na crise anterior, briguei feio com 4 pessoas, fiz uma burrada homérica e prejudiquei um dos meus melhores amigos, chorei, sofri, gritei, causei um furacão. E no fim, perdi um outro amigo, com quem eu não tinha brigado nem nada, mas que sabe-se-lá-deus-por-que, tomou as dores de outras pessoas, me xingou por motivos que eu não tinha culpa e agora não fala mais comigo. Faz diferença?)
Não consigo estudar. Não consigo parar de pensar, sentir, chorar. Perdi uma balada incrível hoje por burrice (fiquei em casa tentando estudar, mas foram horas de puros devaneios loucos). Minha prova é quinta-feira e se eu não me recuperar razoavelmente até lá... f... Corro o risco de perder o ano (essa prova é realmente importante!).
Bom, bom, muito bom.
E agora?
Agora, é melhor eu ir dormir porque amanhã é um novo dia. Cheio. E tem balada de novo à noite, que provavelmente vou perder e só depois descobrir que minha turma inteira foi e só a "burrice materializada aqui" ficou estudando (ou fingindo)...
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Os reflexos do capitalismo:

(Preço de antiretrovirais -para tratamento da AIDS- (verde) e número de pessoas em tratamento (cinza))
Como pode alguém cria um remédio que pode salvar muitas vidas e cobrar US$12.000 com o único objetivo de obter lucro??? Atentem para o ano: 1997
Os otimistas podem olhar o gráfico e dizer: "Ainda bem que isso mudou?". Ah, é? Mudou?
Talvez tenha mudado para os antiretrovirais, mas novas drogas tanto para AIDS quanto para outras doenças continuam sendo lançadas no mercado com preços absurdos. É assim que tem que ser? Essa é a única forma?
domingo, 28 de janeiro de 2007
Um dia antes de começarem minhas aulas e eu já estou 'estressadésima', um caco, só o pó...
Alguma dúvida de que esse lugar não tem me feito muito bem???
Eu fico impressionada com o egoísmo das pessoas. Elas simplesmente colocam seus umbigos como as coisas mais importantes do mundo e não estão nem aí para nada nem para ninguém.
Terrível.
Péssimo.
Agora tô eu aqui, em plena véspera de início de aulas, sem ter onde morar, com minhas coisas encaixotas divididas em vários quartos diferentes... sozinha, sem poder fazer nada a não ser esperar.
O pior. Eu tava mal, estressada, chateada e tudo mais. Ao invés de sentar no jardim e me desesperar, resolvi ajudar as pessoas na limpeza dos quartos recém reformados.
Um:
- Você vai morar aí?
- Não, só to ajudando a limpar.
- Nossa! Deixa isso aí que os donos limpam...
Dois:
- Menina, não precisa fazer isso não. Pode deixar que depois alguém faz.
- Não. Quero ajudar.
- Você que sabe, mas se eu fosse você, ia descansar, fazer outra coisa.
Três:
- Ei, ei, ei. Deixa isso aí que eu limpo depois...
- Não, eu quero ajudar, não tenho nada para fazer.
- Acho que você devia ir esfriar a cabeça. Limpar o quarto dos outros não vai resolver seu problema.
- E você quer que eu faça o que? Sente na grama e chore?
Ninguém quer me ajudar. Até aí, beleza. Normal. Mas as pessoas me encherem o saco porque estou ajudando outros, é mais que o cúmulo do absurdo!
Alguma dúvida de que esse lugar não tem me feito muito bem???
Eu fico impressionada com o egoísmo das pessoas. Elas simplesmente colocam seus umbigos como as coisas mais importantes do mundo e não estão nem aí para nada nem para ninguém.
Terrível.
Péssimo.
Agora tô eu aqui, em plena véspera de início de aulas, sem ter onde morar, com minhas coisas encaixotas divididas em vários quartos diferentes... sozinha, sem poder fazer nada a não ser esperar.
O pior. Eu tava mal, estressada, chateada e tudo mais. Ao invés de sentar no jardim e me desesperar, resolvi ajudar as pessoas na limpeza dos quartos recém reformados.
Um:
- Você vai morar aí?
- Não, só to ajudando a limpar.
- Nossa! Deixa isso aí que os donos limpam...
Dois:
- Menina, não precisa fazer isso não. Pode deixar que depois alguém faz.
- Não. Quero ajudar.
- Você que sabe, mas se eu fosse você, ia descansar, fazer outra coisa.
Três:
- Ei, ei, ei. Deixa isso aí que eu limpo depois...
- Não, eu quero ajudar, não tenho nada para fazer.
- Acho que você devia ir esfriar a cabeça. Limpar o quarto dos outros não vai resolver seu problema.
- E você quer que eu faça o que? Sente na grama e chore?
Ninguém quer me ajudar. Até aí, beleza. Normal. Mas as pessoas me encherem o saco porque estou ajudando outros, é mais que o cúmulo do absurdo!
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Acabei de ver uma mulher passando mal. Seria uma cena comum se ela não estivesse em pé no meio do corredor, segurando um bebezinho recém-nascido no colo e com um outro filho(?) desesperado ao lado.
Nunca tinha me deparado com o perigo de uma mãe, com bebezinho no colo, passar mal. Por muito pouco ela não caiu sobre o pequeno ser indefeso. Foi uma cena, por alguns segundos, assustadora.
Sorte dela (e minha) que estávamos dentro do hospital e rapidamente vieram socorrê-la...
Nunca tinha me deparado com o perigo de uma mãe, com bebezinho no colo, passar mal. Por muito pouco ela não caiu sobre o pequeno ser indefeso. Foi uma cena, por alguns segundos, assustadora.
Sorte dela (e minha) que estávamos dentro do hospital e rapidamente vieram socorrê-la...
- Esse ônibus passa no céu?
- Passa.
Já ouvi esse diálogo muitas vezes, mas continuo demorando alguns segundos para "entendê-lo" ou aceitá-lo. O "céu" se trata do Centro Educacional Unificado da prefeitura de São Paulo, mas até eu lembrar que ele existe...
Não consigo evitar de abrir um sorriso (e ver os sorrisos de pessoas ao meu lado também).
- Passa.
Já ouvi esse diálogo muitas vezes, mas continuo demorando alguns segundos para "entendê-lo" ou aceitá-lo. O "céu" se trata do Centro Educacional Unificado da prefeitura de São Paulo, mas até eu lembrar que ele existe...
Não consigo evitar de abrir um sorriso (e ver os sorrisos de pessoas ao meu lado também).
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Estava procurando um poema nos arquivos do meu blog hoje e encontrei o seguinte post:
"Essa noite sonhei que tinha um filho.
Estava grávida, fiz o parto e depois ele já estava andando. Era um menino lindo, com cabelo cheio de cachinhos... Minha mãe estava me ajudando a cuidar dele.
Em certo momento ele sumiu, fiquei desesperada procurando. Minha mãe também tinha sumido.
Fui achá-los no quarto da minha mãe, no antigo apartamento que morávamos, eles estavam dormindo como anjinhos. Lindo!"
Eu o escrevi 4 dias antes da minha mãe morrer. Eu nunca tinha feito a "ligação".
Por essas e outras que gosto tanto do meu bloguinho!
"Essa noite sonhei que tinha um filho.
Estava grávida, fiz o parto e depois ele já estava andando. Era um menino lindo, com cabelo cheio de cachinhos... Minha mãe estava me ajudando a cuidar dele.
Em certo momento ele sumiu, fiquei desesperada procurando. Minha mãe também tinha sumido.
Fui achá-los no quarto da minha mãe, no antigo apartamento que morávamos, eles estavam dormindo como anjinhos. Lindo!"
Eu o escrevi 4 dias antes da minha mãe morrer. Eu nunca tinha feito a "ligação".
Por essas e outras que gosto tanto do meu bloguinho!
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Dia difícil...
Sabe aquele dia em que as coisas simplesmente não dão certo?
Pois é. Acontece.
Acordei às 6h, saí cedo para ir resolver os problemas da minha pesquisa e... TUDO , absolutamente tudo, deu errado. Estou à beira da desistência. Só não fiz isso ainda por causa da grana. Mas tá complicado... e cada dia complica mais... Simplesmente perdi meu dia por causa disso e fiquei "P.." da vida. Ainda não decidi se quero que meu dia seguinte seja assim também, se quero correr atrás disso de novo. Quarta-feira eu vou ter q ir lá de qq jeito... então... melhor ficar em casa, descansar, cuidar de outras coisas... ou sair p/ passear, arejar a cabeça...
Eu gostaria de ser um pouco menos responsável, às vezes. Simplesmente não consigo relaxar e esquecer que têm coisas a serem feitas e problemas a serem resolvidos.
O bom do dia foi receber uma ligação que me fez lembrar do passado ruim e me ajudou a voltar a cair na real e ver o quanto estou melhor agora. Sozinha.
Pelo menos o fim do dia valeu a pena. Consegui exclusividade no meu quarto e, junto com ele, a internet. Passei algumas horas conversando com pessoas legais pelo MSN. Encontrei com uma (agora) amiga no MSN também. Engraçado como me aproximei dela pela internet. Estudamos na mesma sala, quase não nos falamos no dia-a-dia, mas desde que entramos de férias, conversamos muito mais (pela net), nos tornamos confidentes uma da outra. Esse mundo virtual é louco mesmo.
Sabe aquele dia em que as coisas simplesmente não dão certo?
Pois é. Acontece.
Acordei às 6h, saí cedo para ir resolver os problemas da minha pesquisa e... TUDO , absolutamente tudo, deu errado. Estou à beira da desistência. Só não fiz isso ainda por causa da grana. Mas tá complicado... e cada dia complica mais... Simplesmente perdi meu dia por causa disso e fiquei "P.." da vida. Ainda não decidi se quero que meu dia seguinte seja assim também, se quero correr atrás disso de novo. Quarta-feira eu vou ter q ir lá de qq jeito... então... melhor ficar em casa, descansar, cuidar de outras coisas... ou sair p/ passear, arejar a cabeça...
Eu gostaria de ser um pouco menos responsável, às vezes. Simplesmente não consigo relaxar e esquecer que têm coisas a serem feitas e problemas a serem resolvidos.
O bom do dia foi receber uma ligação que me fez lembrar do passado ruim e me ajudou a voltar a cair na real e ver o quanto estou melhor agora. Sozinha.
Pelo menos o fim do dia valeu a pena. Consegui exclusividade no meu quarto e, junto com ele, a internet. Passei algumas horas conversando com pessoas legais pelo MSN. Encontrei com uma (agora) amiga no MSN também. Engraçado como me aproximei dela pela internet. Estudamos na mesma sala, quase não nos falamos no dia-a-dia, mas desde que entramos de férias, conversamos muito mais (pela net), nos tornamos confidentes uma da outra. Esse mundo virtual é louco mesmo.
sábado, 13 de janeiro de 2007
Família?
Uma senhora viúva. 5 filhos. Quando seu marido morreu, seu filho mais novo tinha apenas 01 ano, o mais velho tinha cerca de 12. Ela se tornou alcoólatra.
Uma de suas filhas (eram duas) saiu de casa com 16 anos e nunca mais falou com ela. Nunca mais mesmo, porque ela já faleceu e nem mesmo em seu leito de morte quis ver ou falar c/ a mãe.
Um de seus filhos também se tornou alcoólatra. Desses que não ficam sóbrios nenhum minuto, não tomam banho, não vivem. Só bebem. Ele, seu filho já adulto, sua única irmã viva, também c/ um filho, e a viúva alcoólatra continuam "morando" num barraco, na favela que fica no morro de uma capital brasileira. Vidas precárias. "Sub-existência".
Os outros dois filhos se casaram com boas mulheres, têm casas boas, criam seus filhos com dignidade. Um deles está muito doente, quase morrendo... Este também saiu de casa jovem e nunca mais falou com a mãe. O outro, o caçula, é motorista de ônibus, vive hoje muito feliz com sua esposa e seus 04 filhos, na casinha que construiu com muito esforço num bairro próximo ao centro. É o que mais cuida da viúva alcoólatra, sua mãe.
É uma história muito confusa. Demorei 20 anos para juntar as peças de um quebra-cabeças que não fazia o menor sentido. Confesso que até hoje, muita coisa dessa história ainda não faz sentido para mim.
Esta é a família da minha mãe. Ela é a filha que saiu de casa com 16 anos. Uma história muito mal contada que já não importa mais... Mas que por muito tempo feriu muita gente, afeta gerações...
Mas por que correr atrás dessa história? Pra que saber essas coisas? Sei não...
Porque é minha família também, porque faz parte de mim, porque isso afeta minha vida, minha história. Não é fácil saber que tenho uma avó que nunca vi, alcoólatra, que mora num barraco na favela, tios, primos, pessoas que sofreram, sofrem e ainda vão sofrer muito mais do que qualquer um de nós possa imaginar... enquanto eu vivo essa vidinha hipócrita de classe média paulistana, restringindo meu mundo à faculdade, meus planos a juntar dinheiro p/ comprar (computador, carro, apartamento...), minha perspectiva de vida ao sucesso profissional e à construção de uma família mais alienada ainda...
A busca agora não é mais por informações.
Uma senhora viúva. 5 filhos. Quando seu marido morreu, seu filho mais novo tinha apenas 01 ano, o mais velho tinha cerca de 12. Ela se tornou alcoólatra.
Uma de suas filhas (eram duas) saiu de casa com 16 anos e nunca mais falou com ela. Nunca mais mesmo, porque ela já faleceu e nem mesmo em seu leito de morte quis ver ou falar c/ a mãe.
Um de seus filhos também se tornou alcoólatra. Desses que não ficam sóbrios nenhum minuto, não tomam banho, não vivem. Só bebem. Ele, seu filho já adulto, sua única irmã viva, também c/ um filho, e a viúva alcoólatra continuam "morando" num barraco, na favela que fica no morro de uma capital brasileira. Vidas precárias. "Sub-existência".
Os outros dois filhos se casaram com boas mulheres, têm casas boas, criam seus filhos com dignidade. Um deles está muito doente, quase morrendo... Este também saiu de casa jovem e nunca mais falou com a mãe. O outro, o caçula, é motorista de ônibus, vive hoje muito feliz com sua esposa e seus 04 filhos, na casinha que construiu com muito esforço num bairro próximo ao centro. É o que mais cuida da viúva alcoólatra, sua mãe.
É uma história muito confusa. Demorei 20 anos para juntar as peças de um quebra-cabeças que não fazia o menor sentido. Confesso que até hoje, muita coisa dessa história ainda não faz sentido para mim.
Esta é a família da minha mãe. Ela é a filha que saiu de casa com 16 anos. Uma história muito mal contada que já não importa mais... Mas que por muito tempo feriu muita gente, afeta gerações...
Mas por que correr atrás dessa história? Pra que saber essas coisas? Sei não...
Porque é minha família também, porque faz parte de mim, porque isso afeta minha vida, minha história. Não é fácil saber que tenho uma avó que nunca vi, alcoólatra, que mora num barraco na favela, tios, primos, pessoas que sofreram, sofrem e ainda vão sofrer muito mais do que qualquer um de nós possa imaginar... enquanto eu vivo essa vidinha hipócrita de classe média paulistana, restringindo meu mundo à faculdade, meus planos a juntar dinheiro p/ comprar (computador, carro, apartamento...), minha perspectiva de vida ao sucesso profissional e à construção de uma família mais alienada ainda...
A busca agora não é mais por informações.
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Além da imaginação
Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina
entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
E não é o desalento que você imagina
entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina
entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
entre a escola e a novela.
Tem gente que existe e parece imaginação.
Ulisses Tavares.
Viva a Poesia Viva.
São Paulo, Saraiva, 1997.
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